segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O Suicídio


O que a ciência hoje diz 

Está completando um ano que o Conselho Federal de Medicina e a Associação Brasileira de Psiquiatria lançaram a cartilha Suicídio, informando para prevenir, iniciativa da Câmara Técnica de Psiquiatria, por sugestão da Comissão de Ações Sociais. 

A cartilha aponta o suicídio como questão mundial de Saúde Pública. Ela informa a ocorrência de dez mil suicídios ao ano no Brasil e mais de um milhão em todo o mundo. 

Segundo a Organização Mundial de Saúde, a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio e a cada 3 segundos uma pessoa atenta contra a própria vida. Cada suicídio tem um sério impacto sobre a vida de pelo menos mais 6 outras pessoas.  Esta cartilha é recomendada pela Federação Espírita Brasileira, que a divulga. 

O que o Espiritismo diz sobre o suicídio

De acordo com os ensinamentos da Doutrina Espírita, o suicídio é o maior crime que uma pessoa encarnada pode cometer, pois somente Deus pode tirar a vida, assim como a dá. Em segundo lugar, é que vem o crime do homicídio. Segundo o Espiritismo, o suicídio pode ser consciente ou inconsciente. 

O suicídio consciente, premeditado ou por impulso, é o praticado conscientemente pela pessoa com a intenção de tirar a própria vida.

O suicídio inconsciente é aquele que a pessoa não sabe que está cometendo, mas ela está se matando lentamente, vai morrer antes da hora pelo esgotamento precoce das forças vitais. (“O céu e o inferno”, Allan Kardec). É também chamado suicídio indireto ou suicídio lento, pelo Espírito Emmanuel. (“Pensamento e Vida”, Emmanuel). 

O suicídio inconsciente tem várias causas, todas pelos excessos cometidos contra a integridade do corpo e da mente, a saber:   excesso de trabalho intelectual, como levar serviço do escritório para casa todos os finais de semana; não tirar férias, vender as férias; não ter lazer no final de semana; viver por conta do trabalho mais de 14 horas todos os dias, entre o trabalho e o trânsito; trabalhos físicos exaustivos frequentes, até a exaustão; excesso de horas e dias nas academias esportivas e  assemelhados; sexo excessivo; perder noites de sono ou ter noites mal dormidas por causa do sexo ou lazer; dietas alimentares radicais ou para emagrecer (sem controle médico), alimentar-se mal ou pouco ou irregularmente; gula; vícios e drogas ilícitas, etc. Os esportes radicais são um tipo de suicídio inconsciente por exporem desnecessariamente a pessoa a um alto risco de morte rápida. Andar de motocicleta é um risco de morte. Quem não pode ter carro, que ande de ônibus e metrô.  Atualmente, grande é o número das pessoas que cometem suicídio inconsciente, pelo tipo de vida que levam, principalmente os jovens até os cinquenta anos.   

Quando desencarna, o suicida inconsciente  recebe imediatamente o castigo de ficar no Umbral  juntamente com seus iguais pelo tempo que restaria para completar sua vida na Terra. Deus não é bom nem mau, é justo. 

No Umbral, os suicidas inconscientes vivem mergulhados num mar de lama, imundície,  podridão, penumbra, fezes, mau cheiro, fantasmas assustadores, aves e repteis escuros, gritos ensurdecedores, choro, gargalhadas, vozes amaldiçoando e revolta contra Deus, espíritos que praticam sexo animalesco na frente de todo mundo e ainda forçam outros a fazer isso com eles, surras, todo tipo de violência, tudo muito nojento em meio ao desespero, fome e sede, cansaço por tudo isso, até a exaustão, sem um minuto de trégua nem de paz, “um verdadeiro inferno”, como explica o orientador espiritual André Luiz no livro “Nosso Lar”. 

No Vale dos Suicidas, os suicidas conscientes sofrem mais que no Umbral. No livro psicografado “Memórias de um suicida”, o espírito Camilo Castelo Branco (que tinha sido um escritor português famoso) conta sua história. Ele se suicidou com um tiro na cabeça e foi parar no Vale dos Suicidas, lugar no plano espiritual inferior, pior que o Umbral. E como foi suicídio consciente, no Vale dos Suicidas ele teve a repetição da cena do suicídio na sua mente, ininterruptamente, até enlouquecer. 

Só depois de completado o tempo que lhe restava viver na Terra ele foi recolhido por uma equipe socorrista, que o levou para um hospital espiritual onde recebeu tratamento psiquiátrico. Quando se curou, foi levado para uma escola de evangelização para compreender o maior crime que cometeu: o suicídio. Então, arrependeu-se e pediu perdão a Deus. Finalmente, ele teve paz na consciência, paz de espírito, a coisa mais importante que existe para o espírito, seja encarnado ou desencarnado. Justiça Divina: “Dura lex, sed lex.” (do latim, “Dura lei, mas lei.”) 

O suicídio consciente, premeditado ou por impulso, longe de ser um ato de grande coragem, é, ao contrário, um ato de extrema covardia, pois o suicida não teve a coragem de enfrentar os problemas da sua vida. Ele fugiu de medo, pensando que seu sofrimento terminaria com a morte. Grande engano, após o suicidio é que começam os maiores sofrimentos, como castigo. O suicídio consciente é também um  ato de revolta  contra Deus que dá os problemas para que o homem desenvolva virtudes, como a paciência, o perdão e outras.

Os suicidas inconscientes, tanto quanto os conscientes, só aprendem sofrendo, no plano espiritual inferior,  já que, além do mais, desrespeitaram a Deus, único que pode tirar a vida. 

O suicida de qualquer tipo perde tempo na caminhada evolutiva, pois tem de ficar estacionário, anos sofrendo no plano espiritual inferior (Umbral ou Vale dos Suicidas) como corretivo pelo seu grande crime. Enquanto isso, ele fica estacionário, não caminha na evolução e perde o contato com os amigos e familiares que não se suicidaram e por isso estão na sua frente na caminhada.

 Depois que sai do Umbral ou do Vale dos Suicidas, o ex-suicida frequenta escolas religiosas no plano espiritual superior (conforme sua religião) para que aprenda o valor da vida e do corpo físico e o respeito a Deus, único que pode tirar a vida. Depois, ele recebe a oportunidade de nova reencarnação onde vai saber respeitar e valorizar o novo corpo que vai receber por empréstimo de Deus para atuar no mundo material, e então ganhará nova família e novos amigos. O ex-suicida geralmente nasce num corpo doente para aprender a valorizar o corpo e a vida.

Mas, na reencarnação seguinte, o suicida (consciente ou inconsciente) vive apenas o tempo que lhe havia faltado para completar sua vida anterior em que se suicidou, consciente ou inconscientemente. Por isso, morrem jovens, crianças e recém-nascidos, por acidentes ou doenças de morte rápida. Muitos reencarnam e vivem apenas um dia ou algumas horas ou minutos, outros morrem ainda no ventre materno.  Ao mesmo tempo, a morte prematura de crianças e adolescentes é uma expiação ou provação para os pais. 

O completista é a pessoa que desencarna somente na hora certa, que lhe está previamente marcada. É aquele que tem uma vida regrada com sua saúde, por isso valoriza, respeita o corpo físico (corpo e mente), que recebeu por empréstimo da Divina Providência para viver neste mundo material e evoluir.  

Atualmente, os completistas são raros neste mundo, pois muitas pessoas desrespeitam a saúde do corpo e da mente, promovendo a extinção prematura das suas forças vitais e a morte precoce pelo mau uso do livre-arbítrio. 

O primeiro dever do homem encarnado é cuidar bem do corpo físico (corpo e mente) sem o qual não há vida neste mundo material e por isso seu espírito não pode evoluir.  Depois, é que vem os deveres com o aprimoramento moral, que é a aquisição e aprimoramento das virtudes. 

Quanto aos suicidas, uma prece singela, todos os dias, é uma caridade para com eles e serve de grande alívio para os que estão no Umbral ou no Vale dos Suicidas.

Fontes: 

http://portal.cfm.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=25207:cartilha-orienta-prevencao-ao-suicidio&catid=3

“Nosso Lar”, Espírito André Luiz, Xavier, F.C., FEB

Profª Maria Lucia 

Imagem: http://www.elenafilme.com/wp-content/uploads/2014/11/suicidio.png

Os Discípulos


Conto do livro “Boa Nova”, pelo Espírito Humberto de Campos. É um episódio relacionado a Jesus no convívio com seus discípulos. 

*

Frequentemente, era nas proximidades de Cafarnaum que o Mestre reunia a grande comunidade dos seus seguidores. Numerosas pessoas o aguardavam ao longo do caminho, ansiosas por lhe ouvirem a palavra instrutiva. Não tardou, porém, que ele compusesse o seu reduzido colégio de discípulos. 

Depois de uma das suas pregações do novo reino, chamou os doze companheiros que, desde então, seriam os intérpretes de suas ações e de seus ensinos. Eram eles os homens mais humildes e simples do lago de Genesaré. Pedro, André e Filipe eram filhos de Betsaida, de onde vinham igualmente Tiago e João, descendentes de Zebedeu.

Levi, Tadeu e Tiago, filhos de Alfeu e sua esposa Cleofas, parenta de Maria, eram nazarenos e amavam a Jesus desde a infância, sendo muitas vezes chamados “os irmãos do Senhor”, à vista de suas profundas afinidades afetivas. 

Tomé descendia de um antigo pescador de Dalmanuta e Bartolomeu nascera de uma família laboriosa de Caná da Galiléia. Simão, mais tarde denominado “o Zelote”, deixara a sua terra de Canaã para dedicar-se à pescaria, e somente um deles, Judas, destoava um pouco desse concerto, pois nascera em Iscariotes e se consagrara ao pequeno comércio em Cafarnaum, onde vendia peixes e quinquilharias. 

O reduzido grupo de companheiros do Messias experimentou a princípio certas dificuldades para harmonizar-se. Pequeninas contendas geravam a separatividade entre eles. De vez em quando, o Mestre os surpreendia em discussões inúteis sobre qual deles seria o maior no reino de Deus; de outras vezes, desejavam saber qual, dentre todos, revelava sabedoria maior, no campo do Evangelho. 

Levi continuava nos seus trabalhos da coletoria local, enquanto Judas prosseguia nos seus pequenos negócios, embora se reunissem diariamente aos demais companheiros. Os dez outros viviam quase que constantemente com Jesus, junto às águas transparentes do Tiberíades, como se participassem de uma festa incessante de luz.

Iniciando-se, entretanto, o período de trabalhos ativos pela difusão da nova doutrina, o Mestre reuniu os doze em casa de Simão Pedro e lhes ministrou as primeiras instruções referentes ao grande apostolado.

 * 

De conformidade com a narrativa de Mateus, as recomendações iniciais do Messias aclaravam as normas de ação que os discípulos deviam seguir para as realizações que lhes competiam concretizar.

 — Amados — entrou Jesus a dizer-lhes, com mansidão extrema —, não tomareis o caminho largo por onde anda toda gente, levada pelos interesses fáceis e inferiores; buscareis a estrada escabrosa e estreita dos sacrifícios pelo bem de todos. Também não penetrareis nos centros de discussões estéreis, à moda dos samaritanos, nos das contendas que nada aproveitam às edificações do verdadeiro reino nos corações com sincero esforço. 

Ide antes em busca das ovelhas perdidas da casa de nosso Pai que se encontram em aflição e voluntariamente desterradas de seu divino amor. Reuni convosco todos os que se encontram de coração angustiado e dizei-lhes, de minha parte, que é chegado o reino de Deus. 

Trabalhai em curar os enfermos, limpar os leprosos, ressuscitar os que estão mortos nas sombras do crime ou das desilusões ingratas do mundo, esclarecei todos os espíritos que se encontram em trevas, dando de graça o que de graça vos é concedido. 

Não exibais ouro ou prata em vossas vestimentas, porque o reino do céu reserva os mais belos tesouros para os simples. Não ajunteis o supérfluo em alforjes, túnicas ou alpercatas para o caminho, porque digno é o operário do seu sustento. Em qualquer cidade ou aldeia onde entrardes, buscai saber quem deseje aí os bens do céu, com sinceridade e devotamento a Deus, e reparti as bênçãos do Evangelho com os que sejam dignos, até que vos retireis.

Quando penetrardes nalguma casa, saudai-a com amor. Se essa casa merecer as bênçãos de vossa dedicação, desça sobre ela a vossa paz; se, porém, não for digna, torne essa mesma paz aos vossos corações. Se ninguém vos receber, nem desejar ouvir as vossas instruções, retirai-vos sacudindo o pó de vossos pés, isto é, sem conservardes nenhum rancor e sem vos contaminardes da alheia iniquidade. 

Em verdade vos digo que dia virá em que menos rigor haverá para os grandes pecadores, do que para quantos procuram a Deus com os lábios da falsa crença, sem a sinceridade do coração. É por essa razão que vos envio como ovelhas ao antro dos lobos, recomendando-vos a simplicidade das pombas e a prudência das serpentes.

 Acautelai-vos, pois, dos homens, nossos irmãos, porque sereis entregues aos seus tribunais e sereis açoitados nos seus templos suntuosos, de onde está exilada a ideia de Deus. Sereis conduzidos, como réus, à presença de governadores e reis, de tiranos e descrentes, a fim de testemunhardes a minha causa. Mas, nos dias dolorosos da humilhação, não vos dê cuidado como haveis de falar, porque minha palavra estará convosco e sereis inspirados, quanto ao que houverdes de dizer. 

Porque não somos nós que falamos; o espírito amoroso de Nosso Pai é que fala em todos nós. Nesses dias de sombra, em que se lutará no mundo por meu nome, o irmão entregará à morte o próprio irmão, o pai os filhos, espalhando-se nos caminhos o rastro sinistro dos lobos da iniquidade. 

Os que me seguirem serão desprezados e odiados por minha causa, mas aquele que perseverar, até o fim, será salvo. Quando, pois, fordes perseguidos numa cidade, transportai-vos para outra, porque em verdade vos afirmo que jamais estareis nos caminhos humanos sem que vos acompanhe o meu pensamento. Se tendes de sofrer, considerai que também eu vim à Terra para dar o testemunho e não é o discípulo mais do que o mestre, nem o servo mais que o seu senhor. Se o adversário da luz vai reunir contra mim as tentações e as zombarias, o ridículo, a crueldade, que não fará aos meus discípulos?

Todavia, sabeis que acima de tudo está o Nosso Pai e que, portanto, é preciso não temer, pois um dia toda a verdade será revelada e todo o bem triunfará. O que vos ensino em particular, difundi-o publicamente; porque o que agora escutais aos ouvidos será o objeto de vossas pregações de cima dos telhados.

Trabalhai pelo reino de Deus e não temais os que matam o corpo, mas não podem aniquilar a alma; temei antes os sentimentos malignos que mergulham o corpo e a alma no inferno da consciência. Não se vendem dois passarinhos por um ceitil? Entretanto, nenhum deles cai dos seus ninhos sem a vontade do nosso Pai. 

Até mesmo os cabelos de nossas cabeças estão contados. Não temais, pois, porque um homem vale mais que muitos passarinhos. Empregai-vos no amor do Evangelho e qualquer de vós que me confessar, diante dos homens, eu o confessarei igualmente diante de meu Pai que está nos céus.

 * 

As recomendações de Jesus foram ouvidas ainda por algum tempo e, terminada a sua alocução, no semblante de todos perpassava a nota íntima da alegria e da esperança. Os apóstolos queriam contemplar o glorioso porvir do Evangelho do Reino e estremeciam do júbilo de seus corações. Foi quando Judas Iscariotes, como que despertando, antes de todos os companheiros, daquelas profundas emoções de encantamento, se adiantou para o Messias, declarando em termos respeitosos e resolutos: 

— Senhor, os vossos planos são justos e preciosos; entretanto, é razoável considerarmos que nada poderemos edificar sem a contribuição de algum dinheiro. 

Jesus contemplou-o serenamente e redarguiu:

 — Será que Deus precisou das riquezas precárias para construir as belezas do mundo? Em mãos que saibam dominá-lo, o dinheiro é um instrumento útil, mas nunca será tudo, porque, acima dos tesouros perecíveis, está o amor com os seus infinitos recursos. 

Em meio da surpresa geral, Jesus, depois de uma pausa, continuou:

— No entanto, Judas, embora eu não tenha qualquer moeda do mundo, não posso desprezar o primeiro alvitre dos que contribuirão comigo para a edificação do reino de meu Pai no espírito das criaturas. 

Põe em prática a tua lembrança, mas tem cuidado com a tentação das posses materiais. Organiza a tua bolsa de cooperação e guarda-a contigo; nunca, porém, procures o que ultrapasse o necessário. 

Ali mesmo, pretextando a necessidade de incentivar os movimentos iniciais da grande causa, o filho de Iscariotes fez a primeira coleta entre os discípulos. 

Todas as Possibilidades eram mínimas, mas alguns pobres denários foram recolhidos com interesse. O Mestre observava a execução daquela primeira providência, com um sorriso cheio de apreensões, enquanto Judas guardava cuidadosamente o fruto modesto de sua lembrança material. 

Em seguida, apresentando a Jesus a bolsa minúscula, que se perdia nas dobras de sua túnica, exclamou, satisfeito:

 — Senhor, a bolsa é pequenina, mas constitui o primeiro passo para que se possa realizar alguma coisa... 

Jesus fitou-o serenamente e retrucou em tom profético:

 — Sim, Judas, a bolsa é pequenina; contudo, permita Deus que nunca sucumbas ao seu peso!

Nota de Maria Lucia: E foi o que aconteceu. Mais tarde, Judas vendeu Jesus por trinta dinheiros. Foi o traidor. 

 (Boa Nova, Espírito Humberto de Campos; Xavier, F.C., FEB)

Profa. Maria Lucia

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Perguntas e Respostas - Emmanuel

Emmanuel

CAUSAS ESPIRITUAIS DAS DOENÇAS - DOENÇAS COMPULSÓRIAS - INTELECTUAIS - ARTISTAS - MAU USO DA PALAVRA - SEXO DESVIRTUADO - A MENTE INVIGILANTE E A INSTALAÇÃO DE DOENÇAS ORGÂNICAS - A ADVERTÊNCIA DO CRISTO

1 - O que estrutura espiritualmente o corpo de carne?

Emmanuel: O corpo espiritual ou perispírito é o corpo básico, constituído de matéria sutil, sobre o qual se organiza o corpo de carne.

2 - O erro de uma encarnação passada pode incluir na encarnação presente, predispondo o corpo físico às doenças? De que modo?

Emmanuel - A grande maioria das doenças tem a sua causa profunda na estrutura semi-material do corpo espiritual. Havendo o espírito agido erradamente, nesse ou naquele setor da experiência evolutiva, vinca (marca) o corpo espiritual com desequilíbrios ou distonias, que o predispõem à instalação de determinadas enfermidades, conforme o órgão atingido. 

3 - Quais os dois aspectos da Justiça?

Emmanuel - A Justiça na Terra pune simplesmente a crueldade manifesta, cujas consequências transitam nas áreas do interesse público, dilapidando a vida e induzindo à criminalidade; entretanto, esse é apenas o seu aspecto exterior, porque a Justiça é sempre manifestação constante da Lei Divina, nos processos da evolução e nas atividades da consciência.

4 - Qual a relação existente entre doenças e a Justiça?

Emmanuel - No curso das enfermidades, é imperioso venhamos a examinar a Justiça, funcionando com todo o seu poder regenerativo, para sanar os males que acalentamos.

5 - O que faz o Espírito, antes de reencarnar-se visando à própria melhoria?

Emmanuel - Antes da reencarnação, nós mesmos, em plenitude de responsabilidade, analisamos os pontos vulneráveis da própria alma, advogando (defendendo) em nosso próprio favor a concessão dos impedimentos físicos que, em tempo certo, nos imunizem, ante a possibilidade de reincidência nos erros em que estamos incursos.

6 - Que pedem, para regenerar-se, os intelectuais que conspurcaram (mancharam)  os tesouros da alma?

Emmanuel - Artífices do pensamento, que malversamos (usamos mal) os patrimônios do espírito, rogamos empeços (empecilhos) cerebrais, que se façam por algum tempo alavancas coercitivas (forçosas) contra as nossas tendências ao desequilíbrio intelectual. 

7 - Que medidas de reabilitação rogam os artistas que corromperam a inteligência?

Emmanuel - Artistas, que intoxicamos a sensibilidade alheia com os abusos da representação viciosa, imploramos moléstias ou mutilações, que nos incapacitem para a queda em novas culpas. 

8 - Que emendas solicitam os oradores e pessoas que influenciaram negativamente pela palavra?

Emmanuel - Tarefeiros da palavra, que nos prevalecemos dela para caluniar ou para ferir, solicitamos as deficiências dos aparelhos vocais e auditivos, que nos garantam a segregação providencial. 

9 - Que providências retificadoras pedem para si próprios aqueles que abraçaram graves compromissos do sexo?

Emmanuel - Criaturas dotadas de harmonia orgânica, que arremessamos os valores do sexo ao terreno das paixões aviltantes, enlouquecendo corações e fomentando tragédias, suplicamos as doenças e as inibições genésicas (congênitas) que em nos humilhando, servem por válvulas de contenção dos nossos impulsos inferiores.

10 - Todas as enfermidades conhecidas foram solicitadas pelo Espírito do próprio enfermo, antes de renascer?

Emmanuel - Nem sempre o Espírito requisita deliberadamente determinadas enfermidades de vez que, em muitas circunstâncias quais aquelas que se verificam no suicídio ou na delinquência, caímos, de imediato, na desagregação ou na insanidade das próprias forças, lesando o corpo espiritual, o que nos constrange a renascer no berço físico, exibindo defeitos e moléstias congênitas, em aflitivos quadros expiatórios. 

11 - Quais são os casos mais comuns de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina?

Emmanuel - Encontramos numerosos casos de doenças compulsórias, impostas pela Lei Divina, na maioria das criaturas que trazem as provações da idiotia ou da loucura, da cegueira ou da paralisia irreversíveis, ou ainda, nas crianças-problemas, cujos corpos, irremediavelmente frustrados, durante todo o curso da reencarnação, mostram-se na condição de celas regenerativas, para a internação compulsória daqueles que fizeram jus a semelhantes recursos drásticos da Lei. Justo acrescentar que todos esses companheiros, em transitórias, mas duras dificuldades, renascem na companhia daqueles mesmos amigos e familiares de outro tempo que, um dia, se acumpliciaram com eles na prática das ações reprováveis em que delinquiram. 

12 - A mente invigilante pode instalar doenças no organismo? E o que pode provocar doenças de causas espirituais na vida diária?

Emmanuel - A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos. Necessário, pois, considerar igualmente, que desequilíbrios e moléstias surgem também da imprudência e do desmazelo, da revolta e da preguiça. 

Pessoas que se embriagam a ponto de arruinar a saúde; que esquecem a higiene até se tornarem presas de parasitas destruidores; que se encolerizam pelas menores razões, destrambelhando os próprios nervos; os que passam, todas as horas em redes e leitos, poltronas e janelas, sem coragem de vencer a ociosidade e o desânimo pela movimentação do trabalho, prejudicando a função dos órgãos do corpo físico, em razão da própria imobilidade, são criaturas que geram doenças para si mesmas, nas atitudes de hoje mesmo, sem qualquer ligação com causas anteriores de existências passadas.  

13 - Qual a advertência de Jesus para que nos previnamos dos males do corpo e da alma?

Emmanuel - Assinalando as causas distantes e próximas das doenças de agora, destacamos o motivo por que os ensinamentos da Doutrina Espírita nos fazem considerar, com mais senso de gravidade, a advertência do Mestre: “Orai e vigiai, para não cairdes em tentação”.

Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier E Waldo Vieira

Fonte (livros digitados): Universo Espírita

Nota de Lucia Rocha: O Espírito Emmanuel, educador, foi o Guia de Francisco Cândido Xavier quando da última reencarnação deste.  

http://www.institutoandreluiz.org/perguntas_respostas_1.html

Profa. Maria Lucia

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjXIdUHu8P7a1rY34WSO8-1MD6TMtCNQFbltwhPCbryt0eiMwBjvtg_DO2tSeXFEqtk_wHyVPNQhDaW83kZSq9xsjunk4sSLLIjio9-MVcfhNZH-jv9qKiAw7Rfhi-Ly6-XWFNuqtcHxDc/s1600/Emmanuel2.jpg

terça-feira, 17 de novembro de 2015

História Geral - Idade Contemporânea 1

A  Liberdade guiando o povo,  Delacroix,

Introdução

Compreendido entre a Revolução Francesa (1789) e os dias atuais, o período histórico conhecido como Idade Contemporânea é marcado por transformações profundas na organização da sociedade e também por conflitos de amplitude mundial.

Os ideais da   Revolução Francesa (“Liberdade, igualdade, fraternidade”) causaram impacto  em diversos locais do mundo. A Revolução Francesa iniciou também a configuração do poder político que seria característico da burguesia que estava em ascensão: republicano, constitucional, representativo, defensor da propriedade e com forças militares profissionalizadas.

A configuração do poder político burguês foi acompanhada também pelo desenvolvimento econômico capitalista que ao longo desse período histórico instaurou-se como forma de organização econômica para todos os continentes do mundo. 

Outra característica da Idade Contemporânea foi a formação dos Estados Nacionais e dos nacionalismos, que estariam na origem de inúmeras disputas territoriais na Europa e nas áreas coloniais. As próprias guerras mundiais que ocorreram no século XX tiveram no nacionalismo suas origens.

Em oposição ao capitalismo liberal surgiu ainda, no início do século XX, uma alternativa na organização social representada pela URSS, originada com a Revolução Russa. Essa experiência histórica, apesar de portadora do desejo de igualdade entre todos os seres humanos, acabou reproduzindo a exploração humana e a divisão social.

No campo científico, as inovações e transformações foram também profundas.As pesquisas em medicamentos e em práticas médicas proporcionaram um aumento significativo da expectativa e da qualidade de vida das populações.

As inovações em maquinários e técnicas de produção proporcionaram a base tecnológica para a expansão do capitalismo. Mas esse desenvolvimento tecnológico foi amplamente utilizado na área militar, resultando em armamentos cada vez mais letais, como as bombas atômicas.

As artes conheceram movimentos estéticos variados em seus diversos campos, resultando em produções artísticas geniais, como o surrealismo no início do século XX. 

Entretanto, essas mudanças não alcançaram toda a população do planeta. Hoje  ainda existe uma grande desigualdade social tanto no interior dos países como entre países de diversas localidades do globo.

Revolução Industrial

A Revolução Industrial começou na Inglaterra, em meados do século XVIII, com as  primeiras fábricas onde uma série de mudanças concebeu uma nova maneira de produzir bens manufaturados. A indústria acabou ampliando seu grau de influência em campos relacionados à política, cultura e cidades. 

Foi nesse momento que surgiram dois importantes sujeitos históricos vinculados a essa nova experiência tecnológica. De um lado o burguês, dono da indústria, ávido pela busca de lucros e preocupado com a redução de seus gastos de produção. Do outro o operário, muitas vezes vindo das zonas rurais, que tinha de se adaptar ao ritmo de vida de cidades abarrotadas onde a sobrevivência dependia de duras horas de trabalho gastas no ambiente fabril. 

Entre suas distintas situações, ambos representavam uma nova etapa em que a economia e a prosperidade material alcançaram patamares nunca antes observados na História.

A economia ganhava um ritmo que parecia fazer da internacionalização do comércio uma experiência irreversível. As nações industriais discutiam a exploração e controle de mercados econômicos cada vez mais distantes e as matérias-primas não mais dependiam das condições naturais da região ou país em que uma indústria se estabelecia. Chegamos a um ritmo de produção em que o planeta parecia pequeno demais para suportar o potencial produtivo dos empreendimentos industriais que se espalharam pela Europa, chegaram aos Estados Unidos e, hoje, aparecem em todo o mundo. 

Tanta riqueza, mas a Revolução Industrial não foi capaz de sanar a questão da miséria na sociedade. Os operários passavam anos a fio produzindo certos produtos que nem numa vida inteira de esforço ele seria capaz de adquirir. Mas, por quê? Essa é uma das questões contraditórias que incitou diversos pensadores, filósofos e estudiosos a criticar o chamado capitalismo industrial e a elaborar teorias que reformularam ou rompiam definitivamente com esse modo de vida. 

Esse período passou por diversas transformações ao longo de anos. Dessa maneira, para facilitarmos a compreensão dessa experiência de longa duração, devemos ver não como “a” revolução”, mas “as” revoluções industriais que se perfilaram ao longo do tempo. 

As doutrinas socialistas

As precárias condições de trabalho nas indústrias, os baixos salários, o penoso e extensivo ritmo de trabalho imposto ao trabalhador contribuíram para o despertar da classe operária e, consequentemente, para o desenvolvimento das doutrinas socialistas na Inglaterra e na França. Essas doutrinas estenderam-se por toda a Europa. 

O proletariado industrial começou a mediar ativamente na política, dando lugar ao aparecimento de um movimento indiscutivelmente revolucionário, baseado na doutrina de uma fatal luta de classes, cujos teorizadores foram Karl Marx (1818-1883) e Friedrich Engels (1820-1895). 

A partir dessa teoria, Marx e Engels constituíram a fronteira entre o socialismo utópico (idealizador de uma sociedade igualitária, mas que não apontava meios para o desenvolvimento do processo) e o socialismo científico teorizado por eles. 

Marx, judeu alemão, publicou juntamente com Engels, em 1848, o célebre Manifesto Comunista, que abordava o programa da Associação dos comunistas fundada em Paris. Em Londres, onde viveu quase toda sua vida, publicou, em 1867, sua principal obra, “O Capital”, cujos dois últimos volumes foram publicados por Engels.

Em sua tese, Marx defendia as seguintes doutrinas fundamentais:

• A interpretação econômica da história. Todos os grandes movimentos políticos, sociais e intelectuais da História foram determinados pelo meio econômico de onde surgiram.

• A luta de classes afirma que os indivíduos pertencem a grupos tanto sociais quanto econômicos, e agem movidos por ideias e interesses que entram em conflito com outros grupos. 

• A luta entre as classes faz parte da História:

Idade Antiga, a luta entre senhores e escravos.

Idade Média, o conflito entre os mestres das corporações e os trabalhadores e entre os senhores feudais e os vassalos.

Idade Moderna, a classe capitalista e os proletários.

A Primeira Guerra Mundial

A Primeira Guerra Mundial foi uma experiência histórica que promoveu uma grande reviravolta na visão estabelecida em relação à Europa. O Velho Continente era considerado o “berço da civilização” e o modelo de desenvolvimento e progresso a ser seguido pelas demais nações do mundo. 

No entanto, essa visão romantizada da Europa escondia as “selvagerias” das disputas econômicas desenvolvidas ao longo do século XIX. 

Novos conflitos militares deram origem à formação dos estados alemão e italiano, que logo buscaram se inserir nas disputas do sistema capitalista. A Alemanha teve grande destaque nesse processo ao formar o seu Segundo Reich (Segundo Império) que, em pouco tempo, conseguiu fazer frente às grandes potências europeias. Nessa época, a economia capitalista alcançou o auge da livre concorrência causando uma superprodução responsável pela crise no final do século XIX. 

A alternativa buscada pelas nações seria a retomada do processo de colonização dos continentes africano e asiático. Iniciou-se o chamado imperialismo, que no período era visto como a salvaguarda capaz de alavancar a economia das grandes potências capitalistas da Europa. A Alemanha, que se unificou tardiamente, não teve o mesmo sucesso na obtenção de colônias de exploração. Dessa forma, teríamos uma primeira tensão promotora das disputas da Primeira Guerra Mundial.  Essa guerra durou de 1.914 a 1.918.

Fascismo é a denominação que se dá ao regime político que surgiu na Europa na entre 1919 e 1945, portanto, no intercurso das duas grandes guerras mundiais. Suas características básicas são: o totalitarismo, o nacionalismo, o idealismo e o militarismo.

Benito Mussolini

De modo geral o fascismo é identificado como o regime implantado por Benito Mussolini na Itália no período do após a primeira guerra. Contudo, ainda que a Itália seja o berço dessa ideologia, a Europa viveu sob ameaça de expansão deste regime durante toda a década de 1930. O fenômeno fascista estendeu-se para outros países europeus como Espanha (Francisco Franco), Portugal (Salazar), entre outros.

O fascismo só se torna conhecido em 1922 quando Mussolini chega ao poder. Um mês depois de assumir o comando do estado italiano, o Parlamento lhe concederia plenos poderes enquanto governo. Benito Mussolini baseou o Estado fascista no corporativismo, no intervencionismo econômico por parte do Estado e também no expansionismo militarista. Mussolini permaneceu no poder até 1943. Foram, portanto, 21 anos de governo sob o regime fascista, resumido por Benito Mussolini da seguinte forma: “Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado”.

 Na Alemanha o movimento fascista foi chamado de nazismo.

A suástica era o símbolo Nazista

Após a Primeira Grande Guerra, a Alemanha passou por uma crise. Além da derrota, os alemães tiveram que pagar uma dívida de guerra aos ingleses e franceses e a crise econômica de 1.929 prejudicou ainda mais a situação, levando milhares de alemães ao desemprego e ao desespero. Tudo isso contribuiu para fortalecer ainda mais os movimentos radicais, sobretudo o nazismo.

O sentimento de vingança crescia cada vez mais entre os alemães. O partido nazista, chefiado por Adolf Hitler  ganhava muitos votos. Eles acusavam comunistas, liberais e judeus da desordem e prometiam restaurar o orgulho de ser alemão. Os nazistas diziam que os alemães pertenciam a uma raça superior, a ariana.

Em um país que vivia na miséria, os nazistas ofereciam a chance de melhoria e a esperança de um país melhor. Formavam grupos de jovens que iam às ruas perseguir seus inimigos. As propagandas enganosas ajudaram Hitler a ser transformado no “Salvador da Alemanha”.

Hitler nasceu na Áustria em abril de 1889 e se alistou no exército alemão aos 25 anos de idade. Em 1919, ingressou no Partido Operário Alemão (grupo de esquerda) do qual foi presidente. Mais tarde este partido foi rebatizado com o nome de Partido Operário Nacional-Socialista Alemão.

Em 1921, Hitler criou suas próprias forças de ataque, as SA (Sturmabteilung).O enfraquecimento dos demais partidos políticos e um golpe de estado contribuíram muito para que os nazistas tomassem o poder.

Porém, antes de consegui-lo, Hitler havia tentado um outro golpe de estado em 1923; isso o levou para a prisão, onde escreveu “Mein Kampf” (Minha Luta), obra em que registrou suas ideias a respeito das raças do mundo.

Quando saiu da prisão, criou uma espécie de polícia militar. Com todos os problemas que a Alemanha passava (inflação, desemprego),  o partido nazista ganhava adeptos e votos devido a uma propaganda política competente.

Em 1923, empresas capitalistas  passaram a apoiá-lo financeiramente.

O presidente Hindenburg encarregou o chefe do Partido Nacional Popular de formar o governo, e este pediu apoio aos nazistas. Hitler concordou com uma condição: queria o posto de chanceler (chefia do governo). Cargo que conseguiu em janeiro de 1933.

Dotado de poder, mandou incendiar o edifício do Reichstag (Parlamento) para jogar a culpa nos comunistas; extinguiu os partidos políticos (menos o nazista) e os sindicatos por 3 anos, diminuiu os direitos dos estados em favor do poder central e tomou medidas anti-semitas.

Todos os opositores de Hitler foram assassinados e um desses massacres ficou conhecido como “Noite dos Longos Punhais”, em junho de 1934. Para tanto, utilizou a violência da SS. No mesmo ano, com a morte de Hindenburg, Hitler assumiu a presidência e as Forças Armadas deveriam prestar-lhe juramento de fidelidade.

Muitos opositores (juntamente com comunistas e judeus) foram levados para os campos de concentração.

Já no final da Segunda Guerra, quando as tropas aliadas entraram na capital alemã, Hitler (que estava em seu esconderijo) cometeu suicídio.

Racismo, totalitarismo e nacionalismo  foram alguns ideais seguidos pelos nazistas. O nazismo levou milhares de pessoas (judeus, homossexuais, ciganos) à morte. Muitos, inclusive, foram usados em terríveis experiências médicas.

Até hoje, a humanidade relembra e sofre ao recordar este lamentável episódio da nossa história universal, que ficou conhecido como Holocausto. (continua) 

Por Tales dos Santos Pinto

Lilian Maria Martins de Aguiar

Fabrício Barroso dos Santos

Rainer Souza (Mestre em História)

Fontes:

 http://www.mundoeducacao.com/historiageral/idade-contemporanea.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/revolucao-industrial-2.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/as-doutrinas-socialistas.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/primeira-guerra-mundial.htm

http://www.infoescola.com/historia/fascismo/

http://www.infoescola.com/historia/nazismo/


Profª Maria Lucia

Imagens:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/idade-contemporanea.htm

http://www.infoescola.com/historia/fascismo/

http://www.infoescola.com/historia/nazismo/

Espiritismo e Metafísica - 4

Introdução

Estudo de “O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec, em continuação. Para adultos e adolescentes, a partir da oitava série. “O Livro dos Espíritos é um estudo de Metafísica e de Moral.  Metafísica (“além das coisas físicas”) é o ramo da Filosofia que estuda a essência dos seres e dos mundos. As perguntas são de Allan Kardec e as respostas são dos Espíritos Superiores, autores de “O Livro dos Espíritos”. 

CAPÍTULO IV (Metafísica)

Do princípio vital 

Seres orgânicos e inorgânicos • A vida e a morte • Inteligência e instinto 

SERES ORGÂNICOS E INORGÂNICOS 

Os seres orgânicos nascem, crescem, reproduzem-se por si mesmos e morrem. Têm órgãos especiais que executam os atos necessários para a conservação da vida. São os homens, os animais e as plantas.
 Os seres inorgânicos são todos os que não têm vitalidade nem movimentos próprios e que se formam apenas pela agregação da matéria, como os minerais, a água, o ar, etc. 

60. A força que une os elementos da matéria nos corpos orgânicos e nos inorgânicos é a mesma? 
A lei de atração é a mesma para todos.

O que a ciência diz hoje
“As substâncias orgânicas já existiam na pré-história. Um composto orgânico que prova esta afirmação é o álcool etílico, o qual surgiu da primeira fermentação do suco de uva; tal reação deu origem ao vinho. Já a disciplina Química Orgânica surgiu para estudar o Carbono.

Conheça as diversas Funções Orgânicas: álcoois, aminas, amidas, cetonas, aldeídos, éteres, entre outras, e como elas se caracterizam. Saiba mais sobre o desenvolvimento da Química Orgânica e como através de seu estudo foi possível determinar as estruturas das substâncias, pois uma vez conhecida a estrutura de um composto era possível sua produção por meio de reações químicas, o que provocou uma evolução na indústria farmacêutica. “

(http://www.brasilescola.com/quimica/quimica-organica.htm)

Imagem: http://www.alunosonline.com.br/upload/conteudo_legenda/a029c4aa85090e96717e36875f1bb2d5.jpg

O que a  ciência diz hoje: Substâncias Naturais Orgânicas

“As moléculas orgânicas naturais são as sintetizadas pelos seres vivos e denominadas biomoléculas. Os açúcares, as proteínas e os lipídios são substâncias orgânicas encontradas nos tecidos vivos. Glicose, sacarose, frutose, lactose, por exemplo, são substâncias empregadas pela indústria alimentícia na fabricação de balas, bombons, biscoitos, bolos. Elas são açúcares e também são empregadas pela indústria farmacêutica.

Diariamente consumimos produtos derivados do leite, um alimento essencialmente orgânico. A indústria de cosméticos também usa substâncias orgânicas de origem animal e vegetal na fabricação de xampus, óleos, loções, cremes, sabonetes, etc. Na composição desses produtos também entram compostos orgânicos sintéticos, como acontece com os detergentes, os pigmentos aromatizantes, etc. As refinarias de petróleo fabricam diversos produtos utilizados pelo homem em sua vida diária e que também alimentam outras indústrias.

Substâncias Naturais Inorgânicas 

Substâncias inorgânicas são todas aquelas que não são orgânicas, como os minerais, por exemplo.  A água é uma substância inorgânica essencial à nossa vida. Está presente nos alimentos, nas células do nosso corpo, nos outros animais e nos vegetais.

O sal de cozinha (ou cloreto de sódio) é uma substância inorgânica presente em nosso dia a dia. Extraído da natureza, o sal é parte de nossa alimentação e se for consumido moderadamente contribui para a manutenção da nossa saúde.

Metais (obtidos a partir dos minerais) como o ferro, o cobre e o alumínio são empregados na produção de chapas, barras e utensílios domésticos.”
Por Líria Alves
Graduada em Química

O acido do limão é estudado pela Química Inorgânica
(http://www.brasilescola.com/quimica/substancias-naturais.htm)
Imagem: http://www.brasilescola.com/quimica/quimica-inorganica.htm

Voltando ao Livro dos Espíritos

O princípio vital

63. O princípio vital existe em algum agente particular ou é simplesmente uma propriedade da matéria organizada? Numa palavra, é efeito, ou causa? 

Uma e outra coisa. A vida é um efeito devido à ação do agente vital (princípio vital) sobre a matéria. Esse agente, sem a matéria, não é a vida, do mesmo modo que a matéria não tem vida sem esse agente. Ele dá vida a todos os seres que o absorvem e assimilam.

64. Vimos que o espírito e a matéria são dois elementos constitutivos do Universo. O princípio vital será um terceiro?

Sim, é um dos elementos necessários à constituição do Universo, mas que também tem sua origem na matéria universal modificada. É um elemento como o oxigênio e o hidrogênio, que, entretanto, não são elementos primitivos, pois  tudo isso deriva de um só princípio. 

a) — Por isso, a vitalidade não tem origem num agente primitivo distinto e sim numa propriedade especial da matéria universal, devida a certas modificações. 

65. O princípio vital (agente vital) existe em algum dos corpos que conhecemos? 

Sua fonte é o fluido universal. É o que vocês chamam fluido magnético, ou fluido elétrico animalizado. É o intermediário, o elo existente entre o Espírito e a matéria. 

66. O princípio vital (agente vital) é um só para todos os seres orgânicos? 

Sim, modificado segundo as espécies. É ele que dá movimento e atividade aos seres orgânicos e os distingue da matéria inerte. 

67. A vitalidade é qualidade permanente do agente vital (princípio vital), ou se desenvolve só pelo funcionamento dos órgãos? 

Sem a matéria o agente vital não tem vida. Mas, a vitalidade do corpo formado de órgãos só se desenvolve  sob o impulso do princípio vital. A união dos dois é necessária para produzir a vida. 

a) — Quando o agente vital não está unido ao corpo, a vitalidade do corpo se acha parada, em estado latente? 

Sim, é isso.

O conjunto dos órgãos do corpo é uma espécie de mecanismo que recebe o impulso do princípio vital (agente vital) que eles contêm. O princípio vital é a força que impulsiona os corpos orgânicos. Ao mesmo tempo que o princípio vital impulsiona os órgãos do corpo, a ação dos órgãos  desenvolve a atividade do princípio vital. A união dos dois é necessária para produzir a vida, quase como acontece com o atrito, que desenvolve o calor. 

 A VIDA E A MORTE 

68. Qual a causa da morte dos seres orgânicos? 

Esgotamento dos órgãos.

a) — Poder-se-ia comparar a morte à cessação do movimento de uma máquina desorganizada? 

Sim; se a máquina está mal montada ou com defeito, ela cessa o movimento; se o corpo está enfermo, a vida se extingue. 

69. Por que é que uma lesão do coração causa mais depressa a morte do que as lesões de outros órgãos? 

O coração é uma máquina de vida, não é, porém, o único órgão cuja lesão ocasiona a morte. Ele é apenas uma das peças essenciais. 

70. O que acontece com  a matéria e o princípio vital dos seres orgânicos quando estes morrem? 

A matéria inerte se decompõe e vai formar novos organismos. O princípio vital volta à massa de onde saiu. 

INTELIGÊNCIA E INSTINTO
 71. A inteligência é atributo do princípio vital?

Não, pois as plantas vivem e não pensam: só têm vida orgânica. A inteligência e a matéria são independentes, porquanto um corpo humano pode viver sem inteligência. Mas a inteligência só pode manifestar-se por meio dos órgãos materiais do corpo humano. O espírito precisa se unir à matéria animalizada para intelectualizá-la.

A inteligência é uma faculdade especial de algumas classes de seres orgânicos e que lhes dá, através do pensamento, a vontade de atuar, a consciência de que existem e de que são uma individualidade, assim como os meios de estabelecerem relações com o mundo exterior e de proverem às suas necessidades. 

Assim, temos: lº - os seres inanimados, constituídos só de matéria, sem vitalidade nem inteligência: são os corpos brutos; 2º - os seres animados formados de matéria e dotados de vitalidade, que, porém, não pensam e são destituídos de inteligência; 3º - os seres animados formados de matéria, dotados de vitalidade e que têm, a mais, um princípio inteligente que lhes dá a faculdade de pensar. 

72. Qual é a fonte da inteligência? 

A inteligência universal. 

a) — Cada ser tira uma porção de inteligência da fonte universal e a assimila, como tira e assimila o princípio da vida material? 

Não. A inteligência é uma faculdade própria de cada ser e constitui a sua individualidade moral. Isso é uma coisa que o homem não pode saber, por enquanto.  

73. O instinto depende da inteligência? 

O instinto é uma espécie de inteligência. É uma inteligência sem raciocínio. Por ele é que todos os seres proveem às suas necessidades.

74. Pode-se fazer uma linha de separação entre o instinto e a inteligência, isto é, estabelecer onde  acaba um e começa a outra? 

Não, porque muitas vezes eles se confundem. Mas, se podem  distinguir perfeitamente os atos provenientes do instinto dos que são da inteligência. 
 Instinto materno, proteção aos filhotes

Instinto materno, proteção aos filhotes
Imagem: http://ipco.org.br/ipco/wp-content/uploads/2015/03/galinha-aquece-seus-pintinhos.jpg

75. As faculdades instintivas diminuem conforme se desenvolvem  as intelectuais?

Não; o instinto existe sempre, mas o homem o despreza. O instinto também pode levar ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança que o raciocínio. Ele nunca falha. 

a) — Por que o raciocínio nem sempre é guia infalível? 

b) Seria infalível se não fosse afetado pela má educação, pelo orgulho e pelo egoísmo. O instinto não raciocina; mas, a razão permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio. 

O instinto varia em suas manifestações, conforme às espécies e às suas necessidades. Nos seres que têm a consciência e a percepção das coisas exteriores (os homens) ele se junta à inteligência, isto é, à vontade e à liberdade (livre-arbítrio). 

Nota:
A questão 73 diz que o instinto é uma espécie de inteligência. É por ele que todos os seres proveem às suas necessidades de manutenção e sobrevivência da espécie a fim de atender aos objetivos da Criação, em geral, e os da reencarnação, em particular. 

O instinto existe sempre, mas o homem  o despreza. Mas, ele pode conduzir ao bem. Ele quase sempre nos guia e algumas vezes com mais segurança que a razão, nunca se engana.
O instinto representa a experiência bem sucedida incorporada à memória integral do homem e dos animais. O aprendizado parcial ainda não automatizado não se manifesta como ato instintivo. Só a razão (e não o instinto) permite a escolha e dá ao homem o livre-arbítrio. (Livro dos Espíritos, 75 a, comentário.)

http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Roteiro-10-Instinto.pdf

 Instinto materno, não importa o filhote
Imagem: http://bloganimal.com.br/wp-content/uploads/2014/07/Cachorro-adota-gatinho-rejeitado-pela-m%C3%A3e-6.jpg

A criança procura mamar por instinto 
Imagem: http://www.fotosbonitas.com.br/wp-content/uploads/2012/04/mae-amamentando.jpg

O que diz a ciência hoje sobre o instinto
De acordo com a psicologia, a etnologia, a biologia e ciências afins, o instinto são predisposições inatas para uma sequência de ações (comportamentos) realizadas de forma padronizada, pré-definida, sempre igual. Supõe-se que tenha uma base genética, ideia que já era defendida por Charles Darwin, que, em meados do século XIX,   apresentou uma teoria da evolução dos seres. 

Cuidar do bebê: instinto materno
Imagem: http://www.agestante.com/cuidando-bebe-importancia-toque-para-bebe/mothers-love/

De acordo com Delanne (Delanne, Gabriel, A evolução anímica: estudo sobre psicologia fisiológica segundo o Espiritismo, Capítulo 3), os instintos são as bases da vida inteligente. São os mais antigos e mais duradouros movimentos perispirituais (do períspirito) que as incontáveis encarnações fixaram no invólucro fluídico (períspirito). 

Nós podemos considerar as diferenças entre instinto, tendências e impulsos. Tendência é sinônimo de predisposição, inclinação e propensão. É alguma coisa inata, mas que pode ser controlada pela educação, se for negativa. É diferente do instinto porque este não é controlado pela razão. Impulso é a ação irrefletida, movimentada pela emoção, mas que também pode ser controlado pela educação. É diferente do instinto porque este é estável, sempre igual. 

Concluindo, podemos dizer que o progresso espiritual consiste no domínio dos instintos brutais, por isso a luta será longa e difícil na caminhada evolutiva antes de se conseguir esse domínio. (continua) 
(http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2013/05/Roteiro-10-Instinto.pdf)

Fonte:
O Livro dos Espíritos (questões 60 a 75), Kardec, Allan, FEB, 2009

Profª Maria Lucia

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Meditação XXXIV – O Uso da Palavra

A fuga das galinhas

“Numa visão mais neurocientífica, podemos explicar que o nosso cérebro tem uma área denominada de ínsula que fica próxima ao sistema de recompensa e tem como função promover as sensações e as emoções dos prazeres imediatos. Essa região é localizada próxima às áreas da fala, elaboração da linguagem e pensamentos. 

Muitas pessoas acreditam que falar palavrões dá um rápido alívio e, como num "passe de mágica", seus problemas emocionais se resolverão imediatamente.  Os pais precisam ficar atentos sobre esse comportamento das crianças e repreendê-las, sem ameaças, mas dialogando sempre.  As áreas da linguagem se localizam na área do cérebro pensante, próximo ao córtex pré-frontal que elabora as nossas escolhas e decisões, ou seja, a razão. Oriente seu filho a pensar antes de falar palavrões.”

http://psicologia-ro.blogspot.com.br/2014/01/falar-palavrao-pode-ser-considerado.html

De acordo com o Espiritismo, “... os palavrões reúnem em si uma dupla problemática: a agressividade sonora, claramente percebida, e a vulgaridade mental, que atinge quem escuta o palavrão, mas prejudica muito mais a quem o diz. Prejudica mais a quem o diz porque cria em torno da pessoa uma psicosfera negativa, propiciando sintonia com Espíritos inferiores. 

Para aqueles que dizem aliviar tensões pronunciando palavrões, chamamos a atenção para um aspecto importante.  Ao colocarmos para fora uma violência contida, não estamos nos livrando dela, mas, pelo contrário, estamos fortalecendo em nossa intimidade o nosso lado agressivo. 

Uma entidade espiritual disse: As palavras carregam consigo a realidade interior de quem as profere. Jesus disse: “A boca fala do que está cheio o coração.” 

  http://www.momento.com.br/pt/ler_texto.php?id=1459&

Considerações pessoais

A língua portuguesa tem um vocabulário muito rico, por isso o palavrão é dispensável. O palavrão é um vício moral terrível, altamente contagiante, por isso pode desencaminhar muita gente. O palavrão mancha a ficha espiritual, diminui o merecimento e sintoniza com espíritos ignorantes. 

Atenção! O palavrão é o mau uso da palavra. Segundo o Espírito Emmanuel, educador espiritual, quem faz mau uso da palavra pede deficiências dos aparelhos vocais e auditivos que lhe garantam o isolamento na próxima reencarnação, como corretivo imposto pela Divina Providência, que é a lei maior.  

Quem tem a oportunidade de saber o certo e o errado não poderá alegar ignorância. Se persistir no erro, será cobrado com maior rigor do que aquele que não sabia que estava errado.  A Divina Providência nos julga diariamente, anotando, inclusive, os nossos esforços para o aperfeiçoamento.

Em cada manhã brilha um novo sol que nos traz um dia inteiro pela frente, uma nova oportunidade de recomeço rumo à evolução espiritual. No início da era cristã, João Evangelista dizia às pessoas no caminho do erro e dos vícios: 

“Deus vos vê, meus caros”.        

Profª Maria Lucia

Imagem: http://www.adorocinema.com/filmes/filme-27791/fotos/detalhe/?cmediafile=19975675

Poesia - Palavra

Samba,  Carybé

(Poesia na versão 2015.)

PALAVRA!

Palavra!

Palavra que não fui eu!
Não fui eu, não fui eu,
não fui eu nem eu,
eu sei lá quem foi.
Sou cara do morro,
sou cara malandro,
não caio em roubada,
desguio, “tô” fora...

Ele fala!
Ele fala demais e  aumenta!
Ele mente de tanto que inventa,
de fato ele zurra feito jumento,
disque tem, disque tem,
disque tem, tem, tem.

Palavra!
Palavra, que  confusão!
Olha o “berro” na esquina, na curva, no morro,  
olha o “trêis oitão” lá na contramão,
olha a peste, olha a guerra,
olha o álcool, olha a droga,
olha a   morte, João!

Palavra!
Na igreja e no terreiro,
na praça  e no salão,
janeiro a janeiro
pregando união,
olha o céu, olha a terra,
olha a fé,  meu irmão!

Palavra,
palavra  e não berreiro,
uma que seja quebrando o silêncio,
lançando a ponte,
o arrependimento,
estende a mão, ó João!

Palavra que o céu atinge,
palavra que faz a força,  
que junta, reúne,
que acende, que anima,
que faz a justiça,  
que muda a vida.    

Palavra que faz beleza,
palavra de cantoria,
alegria,  alegria,
quanta euforia!
Alegria, alegria,
quanta  harmonia!  
Vê a palavra  que tu “põe” na boca!

Sentido!
Sentido! Sentido! Sentido!
Negro, mestiço, índio, europeu,
que país é esse?
É o Brasil, meu irmão,
país tropical abençoado por Deus,  
a palavra é a língua viva,
viva o português!

Poesia da Profª Maria Lucia, 2010-2015

Imagem: http://mlb-s2-p.mlstatic.com/carybe-serigrafia-tema-samba-assinada-numerada-209701-MLB20416374518_092015-F.jpg