segunda-feira, 5 de outubro de 2015

O Circo

Ao cair da tarde,
o cartaz da entrada com as atrações,
os balões coloridos soltos na névoa,
no megafone o palhaço da perna de pau
anuncia a última apresentação.

Debaixo do pano,
a arquibancada lotada,
o algodão doce e os pirulitos,
os leques e as ventarolas,
o verão escaldante.

De repente,
o rufar dos tambores e a explosão no picadeiro
do alvaiade e vermelho das caras dos palhaços,
as cambalhotas,
o estardalhaço,
o início do espetáculo.

Sob a lona imensa o silêncio imóvel,
o “respeitável público” de olhar arregalado,
a plateia em suspense
pela hora de alegria anunciada.

Profa Lucia Rocha, 2012

Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão

História 

O Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão acontece todos os anos no mês de julho no Auditório Cláudio Santoro, localizado em Campos do Jordão, no Estado de São Paulo. O evento foi idealizado em 1970 pelo então secretário estadual da Fazenda, Luis Arrobas Martins e inspirado no Festival de Música de Tanglewood, em Massachusets, Estados Unidos. 

Conhecido e respeitado internacionalmente, o Festival é passagem obrigatória de conceituados artistas de todo o mundo. Além da apresentação em concertos, esses grandes artistas também fazem parte da programação pedagógica do Festival, dando aulas individuais e masterclasses a jovens músicos.

Anualmente, estudantes de música de diferentes partes do mundo, sobretudo do Brasil, América Latina e América do Norte, escolhem o Festival para se aperfeiçoarem. Renomados artistas brasileiros foram bolsistas do Festival em edições anteriores e reconhecem a sua importância no caminho para a profissionalização de jovens músicos. 

Desde 2012, o Festival está sob a direção da Fundação Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e Unicamp. 

O festival realiza diversos cursos de formação musical, focados na Prática Orquestral, mas abrangendo também Piano, Violão, Canto e Regência, além da prática de Música de Câmara. O curso de Composição foi retomado em 2013. 

Em mais de 40 anos de história, o Festival se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina. 

Hoje

O Festival de Inverno é uma realização da Secretaria de Cultura de São Paulo em parceria com a Fundação Osesp, a Prefeitura de Campos do Jordão e a iniciativa privada, e tem a direção executiva de Marcelo Lopes, a direção artística de Arthur Nestrovski, a coordenação artístico-pedagógica de Fábio Zanon e a consultoria artística de Marin Alsop, regente e diretora musical da Osesp.

Atualmente, o Festival tem um público de dezenas de milhares de pessoas. Por seus palcos passam mais de 3 mil artistas e suas aulas são ministradas por mais de uma centena de músicos do primeiro escalão mundial. 

Este ano a 46ª edição do Festival ocorreu  no período de 4/7 a 2/8/2015. 

Fontes: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_de_Inverno_de_Campos_do_Jord%C3%A3o

http://camposdojordao.com.br/turismo/festival-de-inverno/

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=241406

História Geral – Períodos Históricos

Introdução 

Hoje começamos uma série de pequenos estudos sobre a História Geral.  A História Geral estuda a ação do homem no tempo e no espaço, principalmente suas sociedades.

Segundo Ismael Augusto Crivelli, bacharel em História pela Unicamp, meu querido filho caçula,  “Para fins didáticos ainda se usa a divisão da  linha do tempo em blocos de períodos históricos. Esses recortes ajudam a identificar melhor o contexto e as mudanças desses períodos são sempre identificadas a partir de grandes mudanças ou eventos importantes.” 

 A História Geral abrange os seguintes períodos históricos: Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. 

Pré-História

Pintura rupestre 

A Pré-História é o período anterior ao aparecimento da escrita. Esse período vai do surgimento dos primeiros seres humanos até 4.000 a.C. aproximadamente, quando os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. 

Foram os historiadores do século XIX que deram o nome de Pré-História a esse período de tempo, pois eles definiram como História o momento a partir do qual o homem produziu algum documento escrito. Essa era a perspectiva evolucionista da História.   

Porém, mais tarde, as pesquisas trataram como fontes históricas também os vestígios como pinturas rupestres, sítios arqueológicos, ossadas, fósseis, entre outros que permitiram estudar a ação dos seres humanos que viveram há milhares de anos. Então, a Pré-História foi dividida em dois períodos, de acordo com os tipos de ferramentas utilizados: o período Paleolítico (até 10.000 a.C.) e o período Neolítico (de 10.000 a 4.000 a.C.).

O período Paleolítico é chamado também de Idade da Pedra Lascada porque os homens usavam instrumentos não elaborados, como pedaços de ossos, madeiras e pedras. 

Os homens habitavam cavernas e seus instrumentos eram de uso coletivo. Seu alimento era a caça de animais, pesca e coleta de frutos e raízes. O alimento conseguido era dividido na coletividade. Quando o alimento acabava, eles mudavam para outra região onde tivesse alimento. Portanto, eles tinham uma vida nômade. Sua linguagem eram poucos sons sem palavras definidas. As pinturas rupestres  era sua melhor forma de comunicação de sentimentos e preocupações cotidianas. 

O período Neolítico é chamado também de Idade da Pedra Polida, pois os homens  fabricavam instrumentos de metal e pedras polidas como lanças, machados e outras ferramentas para facilitar a caça. Com esses instrumentos os homens produziam com melhor qualidade e rapidez. Nesse período, eles atingiram um importante grau de adiantamento, pois se tornaram sedentários, o que lhes possibilitou o desenvolvimento da  agricultura.  

Houve a divisão do trabalho na família: o homem protegia e sustentava a família e a mulher cuidava da prole e da habitação. A armazenagem dos alimentos garantia a sobrevivência nos períodos de seca ou inundação. Logo,  surgiu a necessidade da troca do excedente de alimentos com outras comunidades dando origem às vilas e pequenas cidades. A divisão do trabalho na comunidade criou o trabalhador especializado. 

A evolução do homem na Pré-História pela sua posição ereta, locomoção bípede  e formação da arcada dentária passou pelos seguintes hominídeos: Australopithecus, Pithecanthropus erectus, Homem de Neandertal e Homo Sapiens.  O Homo Sapiens desenvolveu a linguagem, dominou o fogo e construiu instrumentos diversos. Ele teria surgido há 150 mil anos atrás, no período Paleolítico. 

Fontes:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/prehistoria.htm

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

http://static.fanpage.it/socialmediafanpage/wp-content/uploads/2011/12/Il-pi%C3%B9-antico-letto-dellumanit%C3%A0-ed-i-nostri-antenati.jpg

http://grupoum.art.br/1/wp-content/uploads/2015/04/Pinturas_Rupestres_Serra_da_Capivara_Piau_.jpg

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Parabéns

Raquel Helena, Parabéns! Você venceu mais uma vez! Grande é o seu merecimento!

Filha querida, você só me dá orgulho!

Sua mãe.

Imagem:

http://www.recados-orkut.net/content/parabens/parabens-1.jpg

A história da Arte-6

Em 1504, época em que Michelangelo e Leonardo competiam em Florença, ali chegou um jovem pintor da pequena cidade de Urbino. Era Rafaello Santi, a quem conhecemos como Rafael (1483-1520), que realizou trabalhos bastante promissores na oficina de Perugino. Este precisava de um grupo de aprendizes para ajudá-lo nas muitas encomendas que recebia. Ele pintava retábulos e tinha aprendido a usar o sfumato de Leonardo para evitar uma aparência dura e rígida nas figuras. Ele pintou o retábulo Aparição da Virgem a S.Bernardo. 

(Nota: “retábulo”, painel com motivo religioso colocado acima ou atrás do altar.)

Aparição da Virgem a S.Bernardo, Perugino

Foi nessa atmosfera que o jovem Rafael cresceu e não tardou a dominar a maneira do seu professor. Rafael estava decidido a aprender. Ele não tinha tanto conhecimento como Leonardo nem a força de Michelangelo. Ele tinha uma doçura de temperamento que o recomendava aos mecenas (patrocinadores da aristocracia) influentes.

Para muitos ele é simplesmente o pintor de doces madonas que de tanto serem reproduzidas por pouco deixaram de ser apreciadas como pinturas. Vemos reproduções dessas obras em humildes moradas. Mas, sua evidente simplicidade é fruto de uma reflexão profunda, planificação cuidadosa e imensa sabedoria artística. Um exemplo é a Madonna del Granduca, de 1505.

Madona del Granduca, Raphael

Essa madona é um exemplo “clássico” para as incontáveis gerações à semelhança do que ocorrera com as obras dos escultores Fídias e Praxíteles da Grécia antiga. Rafael atingiu a simplicidade com sua pintura. A face da Virgem é modelada e se esbate na sombra, o volume do corpo é sentido envolto no manto que flui livremente; a firmeza e a ternura como ela segura o Menino Jesus, tudo contribui para o efeito de um impecável equilíbrio. Qualquer mudança perturbaria  o conjunto. É como se não pudesse ser de outro modo, como se assim existisse desde o início dos tempos.

Depois de alguns anos em Florença, Rafael foi para Roma. Ali chegou quando Michelangelo estava começando a trabalhar no teto da Capela Sistina. O Papa Júlio II logo arranjou trabalho para esse jovem e cordial artista. Pediu-lhe que decorasse as paredes de várias salas do Vaticano que tinham passado a ser conhecidas como stanze (aposentos). Rafael fez uma série de afrescos com grande domínio nas paredes e tetos dessas salas. Essas pinturas são melhor apreciadas na sua interrelação como um todo e não nos detalhes separados. 

Rafael pintou depois A ninfa Galatéia na residência de verão de um rico banqueiro, Agostino Chigi. Era a bela ninfa marinha deslizando sobre as ondas num carro puxado por dois golfinhos, rindo de uma canção enquanto o alegre séquito de outras ninfas e divindades marinhas dançavam e tocavam em torno dela.

A ninfa Galatéia, Raphael

Rafael foi considerado o artista que realizou o que a geração mais antiga se esforçara em conseguir: a perfeita composição de figuras movimentando-se livremente. Outra qualidade na sua obra: a pura beleza de suas figuras. Ele não tinha modelos para suas figuras, apenas seguia uma “certa ideia” formada na sua mente.   

Foi por sua realização que Rafael permaneceu famoso através dos séculos. Ele não pintou só madonas. Além de Galatéia, pintou outros retratos como do Papa Leão X, da família Medici, seu grande patrono. Pintou também, como dito acima, muitos afrescos. Rafael morreu aos 37 anos. 

Veneza e Itália Setentrional, início do século XVI

Ticiano em sua longa vida (1485-2576) quase ombreou em fama com Michelangelo. Ele resgatou a tradição dos retratos e retábulos. Sua maior fama são os retratos.   

Retrato de um homem, o Jovem inglês, Ticiano

Depois vem Antonio Allegri, apelidado Correggio (1489-1534). Ele se instruiu com os discípulos de Leonardo no tratamento de luz e sombra. Uma de suas obras mais famosas é a Santa Noite: a luz que o Menino irradia envolve sua mãe. 

A Santa Noite, Correggio

Outra característica na obra de Correggio que foi imitada em todos os séculos ulteriores: é o modo como ele pintou os afrescos dos  tetos e cúpulas de igrejas. Tentou dar aos fieis da nave de baixo a ilusão de que o teto estava aberto e de que eles olhavam diretamente para a glória do Céu. (continua) 

A Assunção da Virgem, Correggio

Fonte:

Gombrich, E.H., A História da Arte, Rio de Janeiro, LTC, 16ª edição

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

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Recado para as Mulheres e os Homens

Marinha, Turner

Até o começo do século XX, o marido era o único provedor da família. A mulher da classe média  vivia confinada dentro de casa parindo e criando inúmeros filhos, além de fazer pão,  bolacha,  macarrão,  docinhos, compotas, temperos, etc.

Seu lazer era mais trabalho até a hora de dormir:  tricô, crochê, bordado, costura da roupa para a família e a casa, etc. A mulher  era uma fábrica. A seu favor, ela tinha um corpo reforçado e apenas uma criada. A mulher era feliz, pois tinha orgulho em servir à família. Ela era uma escrava branca e não sabia. 

Nos dias que correm, a mulher tem um corpo mais delicado e gera um filho, no máximo dois, que ela põe na escola desde bebê.  E ela compra quase  tudo industrializado. Hoje, a mulher trabalha fora e estuda. Ou tem outras ocupações por opção sua.  Custou, mas tudo mudou.  

Atualmente, mulheres e homens, quase todo mundo tem jornada dupla ou tripla de trabalho. Empregada doméstica é para os milionários.  Então, em casa, o melhor é fazer o básico: o básico de comida, de limpeza e outras atividades.  Quem quiser  complicar, que faça. O tempo em casa agora  é curto, e  afinal  também é preciso cuidar da beleza e o casal precisa conversar, conviver um pouco, ter algum lazer.   

O maior compromisso de um espírito encarnado é com o próprio corpo, pois deste necessita para viver neste mundo material. É preciso respeitar o corpo que Jesus nos deu por empréstimo, evitando os limites de esforço físico e mental. 

Por isso, não “se matem” para não envelhecerem precocemente e não morrerem antes da hora como suicidas inconscientes, sendo então considerados culpados. E aí terem de ficar no Umbral até completar o tempo que deveriam viver na Terra.

Sejam completistas! Completista é aquele que completa o tempo que deve viver na Terra, coisa rara, pois tem muito suicídio inconsciente. 

Fora com o perfeccionismo! Pra que exagero? Façam bem feito, sim, mas apenas o básico para não se desgastarem desnecessariamente. 

Desapego dos bens materiais!  Quem fica se matando, só para se exibir, morre antes da hora e afinal  é obrigado a deixar os bens materiais neste mundo ao encargo de outros.      

O Espírito Bezerra de Menezes sempre dizia no centro que eu frequentava:  “O que é fundamental basta.” 

Profa. Lúcia Rocha

Imagem:

William Turner, pintor inglês do final do século XIX, paisagista, passando para a fase da pintura moderna. 
http://artlemon.ru/imagesbase/1/big/turner/william-turner-yacht-approaching-the-coast-artfond.jpg

Mensagem de Emmanuel

“Quando o homem gravar na própria alma
Os parágrafos luminosos da Divina Lei,
O companheiro não repreenderá o companheiro.

O irmão não denunciará outro irmão.
O cárcere cerrará suas portas,
Os tribunais quedarão em silêncio.
Canhões serão convertidos em arados,
Homens de armas volverão à sementeira do solo.

O ódio será expulso do mundo,
As baionetas repousarão,
As máquinas não vomitarão chamas 
para o incêndio e para a morte,
Mas cuidarão pacificamente do progresso planetário.

A justiça será ultrapassada pelo amor.
Os filhos da fé não somente serão justos,
Mas bons, profundamente bons.

A prece constituir-se-á de alegria e louvor
E as casas de oração estarão consagradas
ao trabalho sublime da fraternidade suprema

A pregação da Lei
Viverá nos atos e pensamentos de todos,
Porque o Cordeiro de Deus
Terá transformado o coração de cada homem
Em tabernáculo de luz eterna,
Em que o seu Reino Divino
Resplandecerá para sempre.”

(EMMANUEL "Pão Nosso", 41, F.C. Xavier, FEB)

“E não mais ensinará cada um a seu próximo, nem cada um a seu irmão, dizendo: - Conhece o Senhor! porque todos me conhecerão, desde o menor deles até ao maior.” — Paulo.  (Hebreus,  8:11)

* * *

REALIZAÇÃO: INSTITUTO ANDRÉ LUIZ

SITE ESPÍRITA ANDRÉ LUIZ www.institutoandreluiz.org/

"A seara é imensa e os trabalhadores poucos." - Jesus

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhmkoc4UKQRX30xEEN7I_pc-mTGwBSJ0Qlif21vqQdyDX9l-COr_bBVQJagvN2SdDx8AUD2m9zqvqwYWyHEB_WmfqH0D1KQzssjGnKD0Fthy_o7NSvw1rOCct-RmsjcNu27QbsHzqbndJE/s1600/251101_417490238310011_532025522_n.jpg