segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Ética - Os Vícios Morais - 3

Madona com o menino, Dürer

Para sua reflexão 

“Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações.”  (André Luiz)

A Ética é uma divisão da Filosofia que estuda a Moral, conjunto de regras para bem viver numa sociedade. A Ética analisa as virtudes e os vícios. “O Livro dos Espíritos”,  de Allan Kardec, afirma que o contrário de virtude é o vício moral ou imperfeição humana.

A mentira

Este tópico foi estudado no texto “Etica – Os vícios morais I”. Estou complementando esse estudo com artigos de filosofia indicados por minha filha Raquel Helena, bacharel e professora de Filosofia.

O filósofo Oswaldo Giacoia Júnior (2001) faz um estudo comparativo entre o filósofo prussiano Immanuell Kant (1724-1804) e o filósofo alemão Arthur Shopenhauer (1788-1860): 

“Kant disse: “Aquilo a que se pode ter direito é à veracidade nas declarações a cujo proferimento alguém se encontra subjetivamente obrigado, isto é, tem-se o direito de exigir de alguém que seja veraz nas declarações a que está obrigado.”

(...) ”Shopenhauer admite expressamente um direito à mentira, exposto numa argumentação cuja cáustica ironia visa diretamente Kant e se propõe a “esclarecer insólitas teorias sobre a mentira em estado de necessidade.” Para Shopenhauer, do princípio da veracidade nas declarações, ínsito (inerente) à ideia de contrato, não decorre uma obrigação incondicional de não mentir.”

(...) “Ao negar um suposto direto de mentir, ainda que por motivo filantrópico, Kant afirma o papel imperativo a ser cumprido pela moral. Porém, com isso, Kant atropela uma tradição racional do Direito Natural.” (Giacoia Junior, Oswaldo. Kant, Shopenhauer e o direito de mentir, in Em tempo, vol. 3, agosto de 2001, p.103-107).

Segundo Figueiredo (2005), em 1797, Benjamim Constant (1767-1830) escreveu um artigo (Das reações políticas, capítulo 8, Dos princípios), contestando o direito de mentir e o dever de dizer a verdade. Ele deu um exemplo: “Um assassino bate à sua porta com a intenção de matar seu amigo que está em sua casa. Você deve dizer a verdade quando o assassino perguntar sobre o paradeiro do seu amigo, ou deve mentir e dizer que o amigo não se encontra no local?”

 Figueiredo afirma que,  para Constant, junto do conceito de dever está o conceito de direito e onde não há direitos também não pode haver deveres, isto é, se o assassino tem a intenção de infringir a lei e matar seu amigo, tirando-lhe a liberdade, você não tem o dever de dizer a verdade porque o assassino não tem o direito a ela. 

De acordo com Figueiredo, Constant afirma que “ dizer a verdade é um dever, mas apenas em relação àquele que tem o direito à verdade. Porém, nenhum homem tem o direito à verdade que prejudica outro.”  

Conforme Figueiredo, para Kant um individuo não deve mentir em hipótese nenhuma, pois a mentira pode induzir o ouvinte a praticar uma ação que não corresponde à sua vontade, violando ao mesmo tempo o seu direito de saber a verdade. 

No entanto, para Shopenhauer,  citado por Figueiredo, nós temos o direito de mentir, como autodefesa, para nos livrarmos de assaltantes e violência de todo tipo, para defendermos nossa própria vida, nossa liberdade, nossos bens e nossa honra ou para fugir de uma pergunta indiscreta.  E também nos casos de medicina entre o médico e o paciente terminal. 

Fontes:

(Giacoia Junior,Oswaldo. Kant, Shopenhauer e o direito de mentir, in Em tempo, vol. 3, agosto de 2001, p.103-107).

Figueiredo, Nara Miranda de, Sobre um suposto direito de mentir:um paralelo entre Kant, Shipenhauer e Constan, e alguns conceitos shopenhauerianos, Revista Urutágua, 2001-2005, Universidade Estadual de Maringá, PR

http://www.urutagua.uem.br/007/07figueiredo.pdf

Nota 1: O filósofo Oswaldo Giacoia Junior é professor de Filosofia da Unicamp. Foi professor da Raquel Helena, bacharel e professora de Filosofia.

A falta de patriotismo 

O dicionário explica: 

“Patriotismo” , “civismo” e “brasilidade” são palavras sinônimas. “Patriotismo: amor à pátria, devoção ao seu solo e às suas tradições, à sua defesa e integridade.” “Patriota: pessoa que ama sua pátria e procura servi-la”. 

A falta de patriotismo é um vício moral muito difundido em nosso tempo. Infelizmente. O Brasil é um país  que está em constante desenvolvimento. Nascer brasileiro é uma oportunidade  de evolução espiritual conforme ensina a Doutrina Espírita. Mas, tem brasileiro que nasceu no Brasil e não valoriza nem respeita a pátria nem as coisas  brasileiras. Ele  não ama direito a  pátria porque não sabe o significado das palavras “pátria”, “patriota” , “patriotismo”.     

Provavelmente, todas as vezes que a escola  falou desse tema,  o educando não estava lá ou sua cabeça estava na Lua. E como ele perdeu a lição na escolaridade, certamente também não a recebeu na família, por isso segue pela vida imitando os errados, os brasileiros não assumidos, que têm vergonha de ser brasileiros, como se o Brasil fosse inferior às demais nações.      

Já se foi o tempo em que a família não esperava a escola educar para o patriotismo, pois ela mesma educava a infância e a adolescência na brasilidade. Isso foi há mais de meio século, no meu tempo. Em algum momento a tradição verde-amarela foi abandonada.

A falta de patriotismo tem muito da omissão do governo federal que não faz programas curtos de televisão para educar o povo no patriotismo, civismo, brasilidade, sequer para explicar que estas três palavras são sinônimas. Assim, o brasileiro só lembra que tem pátria quando assiste desfiles militares ou competições esportivas em que o Brasil participa. Mas, patriotismo é muito mais profundo que isso. O patriotismo faz parte da formação em todos os níveis das Forças Armadas (o Exército, a Marinha e a Aeronáutica): elas defendem a pátria, seja na paz ou na guerra.     

Uma forma muito importante de sentir o patriotismo é amar a língua materna, a língua pátria, desde a infância. Amar o português significa dominar ao menos o seu nível básico, oralmente ou por escrito.  

Devemos resgatar o patriotismo a partir da educação básica, pois somente uma geração bem educada no amor à pátria poderá ajudar a promover as mudanças necessárias para a evolução da nação. 

Fonte: 

http://www.ambientelegal.com.br/patriotismo-um-sentimento-em-extincao/

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“O genuíno amor à pátria, longe de ser demagogia, é serviço proveitoso e incessante.” André Luiz. (“Conduta Espírita”,  Espírito André Luiz, de Waldo Vieira, FEB) 

“A pátria é o ar e o pão, o templo e a escola, o lar e o seio de Mãe.” (“Conduta Espírita”, André Luiz, Waldo Vieira, FEB) 

Palavras de Santo Agostinho

“Perscrute, conseguintemente, a sua consciência aquele que se sinta possuído do desejo sério de melhorar-se, a fim de extirpar de si os maus pendores, como do seu jardim arranca as ervas daninhas: dê  balanço no seu dia moral para, a exemplo do comerciante, avaliar suas perdas e seus lucros e eu lhe asseguro que a conta destes será mais avultada que a daquelas. Se puder dizer que foi bom o seu dia, poderá dormir em paz e aguardar sem receio o despertar na outra vida.” Santo Agostinho. (“O Livro dos Espíritos”, questão 919-a, Allan Kardec, FEB)   

Nota: Santo Agostinho foi um dos espíritos superiores que ditaram “O Livro dos Espíritos”. 

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“O lar e o templo são as escolas da fé. A educação da alma é a alma da educação.”  (André Luiz)

“Reconhece-se o verdadeira espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más.” (Allan Kardec, ”O Evangelho Segundo o Espiritismo”, cap. XVII, 4).

“Embora ninguém possa voltar e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.” (Chico Xavier)

Considerações finais

Sendo a Terra um mundo de expiações e provas, um mundo muito atrasado, sua vida social  na escola, na universidade, no trabalho e na comunidade proporciona ao homem um convívio muito misturado de tipos de educação. Sendo a Terra atrasada, a maioria das pessoas tem vícios morais. A principal educação moral vem do berço de muitas gerações com a transmissão dos valores humanos. Os valores são principalmente as virtudes que fazem parte da moral. 

A moral diz respeito principalmente ao indivíduo. Existem o certo e o errado conforme as leis impõem e para que haja justiça social.  O “mais ou menos” certo  é o errado, pois não é o certo. Da somatória de indivíduos nos quais predominam os erros,  temos comunidades inteiras nas quais predominam os erros, uma nação inteira na qual predominam os erros. A Terra é um mundo onde predomina o erro, por isso ela é um mundo de expiações e provas, um mundo em desenvolvimento.       
A lei dos homens não penaliza os vícios morais, mas a Lei Divina, por seus emissários celestiais, a tudo vê e julga, providenciando o devido corretivo.

Quando um indivíduo comete um erro,  mas ignora que está errado, ele será julgado menos culpado, terá corretivo mais brando da Divina Providência. Mas, quando um indivíduo tem a oportunidade do conhecimento e mesmo assim, por seu livre arbítrio, permanece no erro, sua culpa será maior, pois, tendo sido avisado, não poderá alegar ignorância.

A Justiça Divina não é boa nem má, é justa, assim como a justiça humana, que a reflete. Quando uma pessoa faz algo de bom, ela adquire merecimento, a justiça Divina tudo vê;  em determinado momento do futuro a pessoa será recompensada.

Deus não exige de nós os detalhes, os primores da educação no início da caminhada evolutiva. Mas, todos nós seremos obrigatoriamente  arrastados pelo vendaval do tempo na esteira da evolução.   

Pois, na caminhada evolutiva, Deus criou o espírito simples e ignorante, cabendo-lhe evoluir pelo próprio esforço a partir das lições e bons exemplos, seja no mundo material em que habita ou no Espaço, nos intervalos das reencarnações. Pois, o objetivo do espírito é a evolução, o que significa um dia tornar-se novamente puro e pleno de conhecimento diante de Deus. 

A evolução só se alcança através da educação ou autoeducação.    

Cada nova reencarnação é uma nova oportunidade de recomeço do aprendizado das virtudes e o abandono dos vícios, mais um passo na caminhada evolutiva. Para isso, contamos inicialmente com a ajuda da família, principalmente da mãe, sendo a infância e a adolescência uma fase de esquecimento do passado espiritual de erros, o que facilita o recomeço no caminho do bem. 

Conclusão

Chico Xavier dizia que um centímetro de remorso pesa mais no coração que uma  tonelada de sacrifícios.  Quem tem remorso não tem paz. Por isso, o maior objetivo do espírito, seja encarnado ou desencarnado, deve ser a conquista da paz. 

Mas, a paz só se alcança com a consciência tranquila  pelo bom cumprimento dos deveres materiais e  morais, o que se consegue com o desenvolvimento das virtudes e o abandono dos vícios morais. Só quem se esforça pela aquisição de virtudes tem paz na consciência.

A maior virtude é a caridade ou amor ao próximo como a si mesmo, como disse Jesus: nós devemos fazer aos outros aquilo que gostaríamos que os outros fizessem por nós. Jesus, o Nosso Senhor, foi o Exemplo de virtude. Ele disse: “A minha paz vos deixo, a minha paz vos dou.” (João,14: 27-31).

FIM

Outras fontes:

“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec, FEB

“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, FEB 

“Nosso Lar”  e  “Sinal Verde” (sobre boa conduta) ambos do Espírito André Luiz,  Francisco Cândido Xavier, FEB.

Moderno dicionário da língua portuguesa, vol. 2, Michaelis 2000, São Paulo, Melhoramentos.

Imagem: “Madona com o menino”, do alemão Albrect Dürer (1471-1528), grande pintor retratista, o mais famoso do Alto Renacimento nórdico. O quadro encontra-se no Kunsthistorisches Museum, em Viena. 

http://biografiasgls.blogspot.com.br/2015/05/albrecht-durer.html

Profa. Lucia Rocha 

Imagem: http://images.zeno.org/Kunstwerke/I/big/10v0199a.jpg

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Pensamento - 6

“Sorri sempre. O teu sorriso é estímulo de alegria para os que te cercam. Cada dia que nasce é um sorriso de Deus estimulando as nossas esperanças.” 

(Espírito Azamor Serrão)

Prof. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.fazendavisconde.com.br/images/Pavao_Azul_Pavo_cristatus_Fazenda_Visconde_4.jpg

A História da Arte - 4

Em nenhuma outra época como no século XII, a arte europeia se aproximou tanto da arte oriental como no apogeu do estilo românico. Assim eram as esculturas de Arles e as iluminuras de tantos  manuscritos. 

Os artistas então abandonaram a ideia de representar as coisas tais quais as vemos. Assim, os artistas tiraram bom proveito da sua liberdade com relação às formas e as cores. Então, eram  o ouro brilhante e os azuis luminosos para a ourivesaria , as intensas cores das iluminuras , o vermelho brilhante e os verdes profundos dos seus vitrais.  Essa liberdade iria habilitá-los a transmitir a ideia do sobrenatural.  

Vitral, Catedral de Chartres 

O estilo românico não sobreviveu sequer pelo século XII. A nova ideia nasceu ao norte da França. Era o aparecimento do estilo gótico. . Este influenciou a arquitetura das catedrais góticas com alteração das abóbadas, uma edificação de pedra e vidro que o mundo jamais tinha visto. 

Catedral de Notre-Dame de Paris 

O século XII foi o século das grandes catedrais. Esse trabalho continuou no século XIV e mais além, mas já não era prioridade. Os construtores góticos do século XIV já não se contentavam com os majestosos contornos das catedrais anteriores. Gostavam de exibir a decoração de complexos rendilhados. As igrejas já não eram as principais obras dos arquitetos. Assim foram construídos municipalidades, sedes de corporações, universidades, palácios, pontes e portas das cidades. 

As esculturas ainda eram feitas de pedra para as igrejas, mas agora surgem os trabalhos menores em metais preciosos ou marfim. O amor dos pintores desse século é visto nos detalhes graciosos dos manuscritos iluminados como no Saltério da Rainha Mary. As figuras humanas eram inspiradas na arte italiana. 

Na Itália, em Florença, surge Giotto com sua pintura religiosa. Ele foi contemporâneo do grande poeta florentino Dante Alighieri que escreveu a Divina Comédia.

O Renascimento

O Renascimento começou em meados do século XIV. O Renascimento é também conhecido  como Renascença. A palavra renascença significa nascer de novo, ressurgir. A ideia de Renascimento ganhava terreno desde o tempo de Giotto. Os italianos sabiam que sua civilização antiga tinha sido dissipada pelas invasões das tribos germânicas, os godos e os vândalos que invadiram a Itália e desmantelaram o Império; eram os “bárbaros” do norte da Europa.

A ideia de renascimento era a de ressurreição da “grandeza de Roma”. O período entre a idade clássica e o Renascimento foi chamado de Idade Média. Assim, como os italianos culpavam os godos pela queda do Império romano começaram a se referir à arte desse período como arte gótica com a intenção de significar “bárbara”, tal como hoje chamamos vandalismo a destruição inútil de belas coisas.  

O maior escultor do círculo de Brunelleschi foi o mestre florentino Donatello (1386-1466) . Ele esculpiu São Jorge em mármore , altura 209 cm (Museo Nazionale del Bargello, Florença).  O santo guerreiro  reflete em seu rosto energia e concentração, nada tem da beleza indefinida dos santos medievais. 

São Jorge, Donatello

A nova arte da perspectiva aumenta a ilusão da realidade.
O domínio da ciência e o conhecimento da arte clássica ficaram durante um tempo na posse exclusiva dos italianos do Renascimento.

Assim como  a geração de Donatello se cansou do estilo gótico internacional e desejou criar figuras mais vigorosas e austeras, também no norte resolveram revolucionar com suas descobertas. Quem fez algo totalmente novo foi o pintor Yan van Eyck. Ele estava ligado à corte de Borgonha, mas trabalhou mais na região dos Países Baixos que hoje é a Bélgica. Em 1432, Ele concluiu o políptico “O retábulo de Gand” iniciado por seu irmão Hubert, um óleo sobre painel, cada painel com 146,2 cm (Catedral de São Bavão, Gand). 

O retábulo de Gand com as folhas fechadas, Yan van Eyck  

O retábulo de Gand com as folhas abertas, Yan van Eick

Sua mais notável concepção de nova arte Yan aplicou na concepção de Adão e Eva depois da Queda no Paraíso. 

Van Eyck foi o inventor da pintura a óleo. Ele inventou uma receita de preparação de tintas. Antes dele os artistas usavam a têmpera, que era a mistura de pigmentos extraídos da natureza (plantas e minerais) com o ovo. A arte de van Eyck teve seu maior triunfo nos retratos. Ele passou a usar óleo em vez de ovo, permitindo-lhe trabalhar mais devagar e com maior precisão. Um dos seus retratos mais famosos é o do mercador italiano Giovanni Arnolfini que viera aos países baixos a negócios com sua noiva. O quadro representa o casamento.  

Os esponsais dos Arnolfini, Yan van Eyck

Em 1440, Fra Angelico pintou a Anunciação, um afresco (Museo de San Marco).

Anunciação, Fra Angelico

Em 1475, os pintores discutiam os problemas da pintura de fundo de suas obras. Entre os artistas florentinos da segunda metade do século XV que lutaram por uma solução para esta questão encontrava-se o pintor Sandro Boticelli (1446-1510). Um dos seus quadros mais famosos não representa uma lenda cristã, mas um mito clássico : o nascimento de Vênus. Para os homens cultos da época, a mitologia dos admiradores gregos e romanos representa  algo mais do que alegres e bonitas histórias da carochinha. Acreditavam que essas lendas ocultavam verdades profundas e misteriosas.

O cliente que encomendou a obra a Boticelli era membro da rica e poderosa família dos Medici. Para os letrados, a história do nascimento de Vênus era o símbolo do mistério através do qual a mensagem divina da beleza veio ao mundo. Vênus emerge do mar numa concha que é impelida para a praia pelos alados deuses eólios (dos ventos) no meio de uma chuva de rosas. Quando Vênus está quase pisando na terra uma das Horas ou Ninfas recebe-a com um manto de púrpura. 

As figuras de Boticelli parecem menos sólidas, não são tão corretamente desenhadas, mas os movimentos graciosos recordam a tradição gótica de Fra Angelico. A Vênus de Boticelli é tão bela que não percebemos o comprimento incomum do seu pescoço, ou o acentuado caimento dos seus ombros ou o modo singular como o braço esquerdo se articula ao tronco. O rico mercador que encomendou esse quadro foi Lorenzo de Medici. Foi a serviço do empório desse mercador que Américo Vespúcio navegou para o Novo Mundo e descobriu o continente a que deu o nome de América.

Aqui se dá o “fim oficial” que os historiadores dão à Idade Média. 

O nascimento de Vênus, Boticelli

Fonte: Gombrich, E.H., A história da arte, Rio de Janeiro: LTC, 2009 

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

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Na Palavra e na Ação

Espírito  Emmanuel

“E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.” – Paulo. (Colossenses, 3:17.) 

“Dizes-te cristão, declaras-te seguidor de Jesus, afirmas-te cultor do Evangelho... Isso quer dizer que o nome do Senhor se encontra empenhado em tuas mãos. Se buscamos o Cristo, decerto é necessário refleti-lo. É imprescindível, assim, saibamos agir como se lhe fôssemos representantes fiéis, no caminho em que estagiamos. Lembra-te de semelhante obrigação e, cumprindo-a, libertar-te-ás com facilidade das sombras que te atormentam a marcha. Assevera-nos o Apóstolo: - “ e tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.”

 Efetivamente, a palavra e os atos representam a força de exteriorização dos nossos sentimentos e pensamentos. O coração inspira o cérebro. O cérebro dirige a existência. A emoção cria a ideia. A ideia plasma as ações. É preciso, pois, sentir com Jesus para que aprendamos a raciocinar e a servir com ele. 

Alguém nos sugere a extensão da maledicência, nas teias do julgamento precipitado? Há quem nos chame à contemplação das chagas e cicatrizes alheias? Surgem desavenças e mágoas em nosso campo de ação? Usemos a palavra nos moldes do Benfeitor Sublime, ajudando para o bem de todos, entre a bondade e o perdão. Somos tentados ao revide por ofensas inesperadas? Sofremos preterição e calúnia, apodo e perseguição? Padecemos íntimo desencanto ou desgostos e angústias no templo familiar? 

Usemos a conduta do Sublime Benfeitor, ajudando para o bem de todos, entre o perdão e a bondade. Seja onde for e com quem for, busca o lado luminoso das criaturas, mobilizando o amor puro, a fim de que estejas em verdade na companhia do Excelso Cultivador, purificando a eira do mundo. Não basta declarar a nossa condição de aprendizes do Mestre dos mestres. É indispensável estejamos realmente com ele, para com ele colaborar na construção da Vida Melhor.” Emmanuel. 

Nota: O Espírito Emmanuel é um educador. Ele foi o Guia de Francisco Cândido Xavier. 

Fonte:

Palavras de Vida Eterna, Xavier, F. C. pelo espirito Emmanuel, página 27

Profa. Lúcia Rocha

Imagem:

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O Homem e a Mulher do Século XXI



O novo Código Civil, Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002,  entrou em vigor em janeiro de 2003.  Com relação ao Direito de Família, parte do Código Civil, ele dá à mulher os mesmos direitos e deveres que ao homem. Essa a principal mudança no Direito de Família.  Portanto, as expressões “chefe de família” e “pátrio poder”,  que existiam no código velho, já não vigoram mais. Ao menos teoricamente, elas pertencem ao passado da nossa história.   

 Mas, como nos ensina a História, a vida na família e na sociedade é uma mistura de costumes dos vários tempos históricos que se permeiam com seus valores humanos antigos e contemporâneos.  As  expressões “chefe de família” e “pátrio poder” correspondem a valores humanos muito fortes e arraigados na família, há várias gerações,  por isso certamente elas ainda estarão vigentes por muito tempo por esse Brasil afora.   

Com relação ao Direito de Família, o novo código  inspira uma verdadeira revolução social. Mas, desde a sua publicação, em 2003, há doze anos, o governo federal ainda não fez nenhuma campanha educativa pela televisão conscientizando a população dessas mudanças importantes dentro da família: os novos papeis do homem e da mulher.  

O governo federal não está fazendo a sua obrigação mínima para ajudar essa mudança social a acontecer,  em favor da mulher.  Nesse sentido, o governo federal é o Estado omisso.  Assim, o Estado é culpado pelo fato de muita mulher continuar sofrendo nas mãos do marido mandão e intransigente, sem que ela saiba que isso pode mudar e tem de mudar, pois até a lei já mudou para conferir à mulher os mesmos direitos e deveres que ao homem.  

Reportagens recentes da televisão têm mostrado um Brasil que ainda conserva muita família patriarcal. Isso não é lenda, é a dura realidade de um passado que ainda sobrevive e coexiste com o hoje na frente da gente.  

Tanto quanto ontem, hoje a família da classe média se esforça para  ter as novas tecnologias buscando conforto e modernidade.  A família quer tudo do bom e do melhor, e o quanto antes, como sempre quis.   

Mas, ao contrário das novas tecnologias,  qualquer mudança social custa a ser adotada por todas as famílias,  pois isso depende da mudança da mentalidade das pessoas dentro da família, onde  viver acomodado é muito mais fácil.

Assim, o abandono do patriarcalismo será obviamente uma mudança lenta, difícil, sofrida. Enquanto isso, os novos direitos da mulher continuarão apenas no papel. Mas, o governo tem de vencer pelo cansaço,  fazer a sua obrigação de comunicar ao povo uma mudança desse porte na família, célula da sociedade, milhares de células por esse Brasil gigante.          

 A principal mudança no novo Código, com relação ao Direito de Família, é a nova posição da mulher que agora está no mesmo patamar do homem. 

Portanto, a nova mulher  não pode admitir que, em pleno século XXI, o homem “tome conta dela”, como se ela fosse incapaz, modo como era tratada, no mesmo nível dos filhos menores,  na vigência do código velho. Que ela não aceite, sequer de brincadeira, que ele diga que vai   “tomar conta dela”, expressão arcaica e  humilhante que vêm do Brasil colônia, duzentos anos atrás, quando  o homem era “o poderoso chefão” empinado,  exigente, antipático  e muitas vezes injusto.       

O  homem atualizado,  aquele que gosta de exibir aos amigos a coleção de tecnologias de ponta que ele possui, precisa assumir  o seu novo papel na família:  ao lado da mulher. 

A mulher que adota as novas tecnologias precisa reconhecer o seu novo papel: ao lado do homem. 

O homem e a mulher agora têm de se ver como parceiros que devem ser.  

Como parceiros, o certo é dividirem, não apenas o lazer, mas também  o fogão, a faxina, o supermercado, as noites à cabeceira de um filho. Onde dois trabalham, dois trabalham menos e tudo fica pronto na metade do tempo. 

Portanto, os deveres precisam ser compartilhados para que sejam realmente “os mesmos” para os dois,  conforme determina a nova lei.       

Se o homem contemporâneo quiser manter ou fazer união  com a nova mulher, ele vai ter de mostrar-se a ela como um parceiro de verdade: “... na alegria e na tristeza, na saúde e na doença,  todos os dias das suas vidas.”  O “felizes para sempre” agora tem de ser construído pelos dois, diariamente.     

Cabe ainda à nova mulher zelar para que esses novos valores da família sejam transmitidos para suas filhas, netas e bisnetas e assim sucessivamente, garantindo nessa luta que não haja retrocesso na história da mulher brasileira. 

Também nas questões da família, o Brasil precisa fazer parte do primeiro mundo. Lei ele tem.    

Carpe diem! (aproveite o dia, a oportunidade)  

Fonte:

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/L10406.htm

Profa. Lucia Rocha

Imagem: 

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O Veganismo e o Crudismo

Primavera

O Veganismo

O termo vegan (inglês, vigan) vem da livre tradução de “The Vegan Society”, grupo que criou o termo "Veganismo", fundado no Reino Unido, em 1944.

"Veganismo é uma filosofia de vida que busca excluir, na medida do possível e praticável, todas as formas de exploração e crueldade contra os animais na alimentação, vestuário e qualquer outra finalidade; e por extensão, que promova o desenvolvimento e uso de alternativas livres de origem animal para benefício de humanos, animais e meio ambiente. Na dieta, significa a prática de dispensar todos os produtos derivados em parte ou totalmente de animais."  (The Vegan Society”) 

O veganismo adota uma dieta estritamente de vegetais. Ele exclui qualquer alimento de origem animal. Os veganos se vestem de tecido vegetal (algodão, linho) e sintético, inclusive calçado e não usam cremes ou similares para a beleza de  origem animal. Rejeitam tudo o que é de origem animal. 

A Associação Dietética Americana (The American Dietetic Association) e os Nutricionistas do Canadá (Dietitians of Canada) consideram a dieta vegana apropriada para todos os estágios do ciclo de vida, embora eles  alertem que uma dieta vegana mal planejada pode ser deficiente em vitamina B12, ferro, vitamina D, cálcio, iodo, e ácidos graxos ômega 3.

O Crudismo

O Crudismo ou Crudivorismo (ou alimentação viva) é uma doutrina alimentar em que os alimentos são de origem agrícola e consumidos crus. Não alterando sua forma natural, defende a política nutricional de que cozer ou fritar devasta a total capacidade nutritiva do alimento. Não inclui nenhum produto de origem animal.

Nada pode ser cozido ao fogo ou desidratado pelo fato de causar perda de nutrientes. São ingeridos necessariamente alimentos em sua forma natural, crus. 

A alimentação crudívora, também chamada de "alimentação viva" ou "cozinha viva", é uma forma de alimentação baseada em alimentos crus como frutas frescas, vegetais, sementes, grãos germinados ou brotos como o trigo, arroz, cevada, centeio, aveia, lentilha, grão de bico, ervilha, alfafa; algas e azeite.

O maior estudioso da "cozinha viva" da atualidade é o médico Alberto Peribanez Gonzalez, autor do livro científico “Lugar de Médico é na Cozinha”, onde expõe um longo e vasto estudo das reações do corpo humano aos alimentos. Com doutorado na Alemanha, ele  possui uma granja no Rio Grande do Sul onde recebe e acolhe pessoas interessadas em aprender sobre o assunto em contato com a natureza e os alimentos propriamente ditos.

 ***

Notas de Lucia Rocha:

1. Particularmente, considero que nós precisamos comer no mínimo alguns produtos de origem animal como ovo, leite e derivados que fazem parte do regime ovo-lacteo-vegetariano. Essa é a orientação da Casa de Recuperação e Benefícios “Bezerra de Menezes”, dada por esse Espírito mesmo, o seu mentor espiritual, aos médiuns. Nesse centro trabalhei como médium no período de 1966 a 1972.  

2. O duplo etéreo, corpo semifluídico que reveste o corpo físico e que é destruido alguns dias após a morte, contém uma determinada quantidade de fluido vital que se nutre principalmente das emanações da alimentação densa.

Por isso,  tanto o excesso de trabalho físico ou mental quanto o excesso sexual e de noite mal dormidas, bem como uma dieta radical, reduzem aceleradamente o fluido vital contido no duplo etéreo. Assim,  ele se esgota precocemente ocorrendo a morte precoce do corpo, mesmo sem doenças. Isso é considerado suicídio inconsciente.  O suicídio consciente ou o inconsciente é o maior crime que o homem  pode praticar contra Deus, pois somente este pode tirar a vida. O segundo maior crime é o homicídio.  

O suicida inconsciente é culpado perante a Divina Providência, apesar dele ignorar essas questões. Então, a pessoa desencarna e fica no Umbral, como suicida, juntamente com outros suicidas (conscientes e inconscientes)  o tempo que restaria para completar sua vida na Terra. No Umbral,  todos “sofrem os horrores de um verdadeiro inferno”, como diz André Luiz. Esses espíritos suicidas só aprenderão sofrendo, já que não quiseram aprender por amor.  A pessoa tem seu livre arbítrio, pode se alimentar como quiser. Entretanto, André Luiz alerta: “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.”  As pessoas que tiveram a oportunidade de saber o certo e o errado, por amor, não poderão alegar ignorância, sua culpa será maior. Quem não aprende por amor, aprende pela dor.   

3. As pessoas que induzem outras a adotar dietas radicais ainda terão de responder como culpadas pelo suicídio inconsciente delas. Da mesma forma, os autores de páginas na internet que incentivam dietas radicais serão consideradas culpadas pela multiplicação imprevisível de futuros suicidas inconscientes. 

4. O Chico Xavier não era vegetariano. Ele comia frango.  Certamente por orientação do seu Guia Emmanuel. O Chico, aquele espírito iluminado, não fazia dieta radical. 

5. Esses dois temas foram sugeridos pelo meu filho Marcus Vinicius.

Fontes:      

http://www.veganismo.org.br/ 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Veganismo. 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Crudivorismo

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.vocesabia.net/wp-content/uploads/2012/09/primavera2.jpg

Ética - Os Vícios Morais 2

Madona, Raphael

Para sua reflexão 

“Da conduta dos indivíduos depende o destino das organizações.”  (André Luiz)

A Ética é uma divisão da Filosofia que estuda a Moral, conjunto de regras para bem viver numa sociedade. A Ética analisa as virtudes e os vícios. “O Livro dos Espíritos”,  de Allan Kardec, afirma que o contrário de virtude é o vício moral ou imperfeição humana.  

O sadismo       

O sadismo é um vício moral terrível, pois pode maltratar muitas pessoas. O sadismo não se relaciona apenas com a área sexual. Ele pode chegar a consequências imprevisíveis. Sadismo é também ter prazer em  humilhar  outra pessoa na frente dos outros por pura crueldade. Sadismo também é sentir prazer em ver um parente ou colega não alcançar seus sonhos. 

Determinados programas da televisão, no horário de censura livre,  mostram vídeos de pessoas em pequenos acidentes humilhantes, envolvendo crianças e adultos. São situações “programadas” para a filmagem que depois vai ser exibida para um bando de  outros sádicos,  para que todos juntos possam rir e se deleitar com a desgraça alheia por pura crueldade mental.

Outro exemplo são as “pegadinhas” materiais e “intelectuais” na vida cotidiana com a nítida intenção de fazer a vítima de boba. Quem faz isso gosta de exibir-se como muito esperto e inteligente. O prazer sádico é justamente esse: mostrar-se superior à vitima por humilhá-la na frente de outras pessoas esperando que estas participem da diversão infeliz rindo junto. O sádico é um covarde cruel, pois não dá chance à vitima de se defender. Uma pessoa inteligente não precisa maltratar as pessoas para se divertir,  antes busca um tipo de diversão saudável.   

Pura ignorância dos séculos passados, que está arraigada em muita família brasileira. Mas, não foram os inocentes índios nem os ingênuos africanos nem os inteligentes e comportados orientais que disseminaram e perpetuaram esse vício terrível no Brasil. Basta ver os vídeos com as maldades na televisão: os protagonistas são todos bem brancos.     

Sadismo são também certos trotes cruéis, físicos e mentais,  sobre os calouros em certas universidades, com a visível intenção de humilhar e fazer sofrer física e mentalmente as vítimas com fins de diversão maldosa para poucos espectadores também sádicos. Infelizmente, a televisão tem noticiado o triste final de certos trotes sádicos com a morte de algumas  vítimas. É um sadismo que se junta  à falta de limites.  

Sadismo é também gostar de assistir filmes sangrentos e de grande violência física e mental. Isso destrói a sensibilidade, pois deixa a pessoa dura,  ríspida, amarga e injusta. Sadismo é também se interessar por ouvir e ver na televisão ou no cinema ou na conversa ou no telefone ou na internet notícias de desgraças, tragédias, dificuldades, doenças, acidentes, tudo o que envolve a dor e o sofrimento físico ou moral dos outros e ainda passar adiante as informações numa bola de neve com todas as vibrações inferiores. 

Quem se diverte com o sadismo se liga no mal.  E por isso atrai espíritos inferiores e ignorantes. Alguém pode imaginar um anjo cometendo sadismo? Ou um sádico se ligar num anjo? A Divina Providência anota todos esses comportamentos, assim como anota os esforços para abandonar esse vício moral terrível de pessoas no mínimo emocionalmente imaturas, tenham a idade que tiverem. 

Segundo Donoso (2011), psicóloga,  o sadismo é um tipo de maldade. Deleitar-se com a infelicidade do outro é a maior prova de desamor. No contexto social, o sadismo se manifesta nas guerras, a destruição  do outro em massa. Em sua dissertação de mestrado, Donoso estudou o sadismo das guerras.

A autora explica que a Guernica”, o famoso quadro de Pablo Picasso, retrata o sadismo de Hitler que, em 1937, mandou destruir a pequena cidade de Guernica com um bombardeio de aviões. Foi a primeira vez na História que uma população urbana foi conscientemente dizimada. 

Durante a Segunda Guerra Mundial, Picasso, que pintou  “Guernica”,  residia na Paris ocupada pelos alemães. Ele sofria assédio constante da Gestapo. Certa vez,  um oficial nazista entrou no seu apartamento e viu fotos do já famoso quadro sobre a mesa. Então, com uma foto da “Guernica” na mão, o oficial alemão perguntou: “C’est vous que avait fait ca?“ “Non, c’est vous.” Tradução: “Foi o senhor que fez isso?”, perguntou a Picasso. “Não, foram vocês.”, ele respondeu. (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-19072011-160217/pt-br.php)

Guernica, Picasso

O sadismo de Hitler

A Alemanha tinha sido derrotada na Primeira Guerra Mundial (1914-1919). No final dos anos de 1930, Hitler era o seu ditador que se intitulava o “Führer” (chefe máximo); seu regime político era o nazismo. Ele considerava a raça ariana, da qual descendem os alemães, a mais pura,  bela e perfeita. A ideia de superioridade racial estava atrelada à superioridade militar, científica e econômica. Segundo Hitler, essa era a superioridade germânica, “o resto” deveria ser eliminado. 

Com o desenrolar da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a derrocada alemã sob a liderança de Hitler  estabeleceu uma política de extermínio da população enjaulada nos campos de concentração da cidade de Aushwitz. Nos meses finais do conflito, a crueldade por ordem de Hitler ficou conhecida como “Holocausto”. 

 O Holocausto (do grego, “queimado” em oferenda a um deus) foi um conjunto de atos de opressão, mutilação, sadismo individual e  assassinatos em massa (entre eles os crematórios) também contra vários grupos étnicos, políticos e sociais na Europa. O Holocausto foi o maior genocídio (assassinato em massa) do século XX com o extermínio étnico de 6 milhões de judeus. As vítimas não-judias eram ciganos, poloneses, comunistas, homossexuais, prisioneiros de  guerra,  deficientes físicos e mentais.  

Em 1945, sabendo que já havia perdido a Segunda Guerra, Adolf Hitler e sua esposa suicidaram-se. Com esse ato, o poderoso “Führer” mostrou-se um covarde. Era exatamente o que ele era. A ação nazista foi o mais abominável desastre de toda a história ocidental. Hitler praticou o sadismo na potência máxima.  

O premiado filme “A lista de Schindler” (1993), direção de Steven Spielberg, mostra como o empresário alemão Schindler salvou a vida de mais de mais de mil judeus durante o Holocausto ao empregá-los na sua fábrica.  

Hitler e Gandhi

Abaixo, texto de Geraldo Lemos Neto sobre sua conversa com Francisco Cândido Xavier: 

“ (...) Perguntei ao Chico sobre Hitler. Onde estaria o espírito de Hitler? Chico então me contou uma história muito interessante. Segundo ele, imediatamente após sua desencarnação, o espírito de Hitler recebeu das Altas Esferas uma sentença de ficar 1.000 anos terrestres em regime de solitária numa prisão espiritual situada no planeta Plutão. Chico explicou-me que esta providência foi necessária não somente pelo aspecto da pena que se lhe imputara aos erros clamorosos, mas também em função da Misericórdia Celeste em protegê-lo da horda de milhões de almas vingativas que não lhe haviam perdoado os deslizes lamentáveis. Durante este período de 10 séculos em absoluta solidão, ele seria chamado a meditar mais profundamente sobre os enganos cometidos e então teria nova chance de recomeçar na estrada evolutiva.

Quando Gandhi desencarnou, seu espírito ascendeu aos Planos Mais Altos da Terra pela iluminação natural da sua bondade característica. Ao saber do triste destino do algoz da humanidade na II Grande Guerra Mundial, solicitou uma audiência com Jesus Cristo, o Governador Espiritual da Terra, e pediu ao Cristo a possibilidade de guiar o espírito de Hitler para o Bem, o amor e a Verdade. Sensibilizado pelo sacrifício de Gandhi, Nosso Senhor autorizou-o na difícil tarefa e desde então temos Gandhi como dos poucos que se aproximam do espírito de Hitler com compaixão e amor.“ (Fonte: http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2013/04/onde-estaria-o-espirito-de-hither.html)

A ingratidão  

A ingratidão é o esquecimento do benefício recebido. O filho ingrato não reconhece os sacrifícios que os pais fizeram por ele, de uma forma ou de outra. Assim temos ainda o amigo ingrato, o filho da pátria ingrato. O ingrato tem memória curta, mas ele vai colher o que plantou recebendo também ingratidão. 

Devemos enviar um pensamento de gratidão a todos os trabalhadores que participam da cadeia produtiva do alimento que comemos: os agricultores, os transportadores, os comerciantes, quem preparou o alimento no fogão, etc. 

Devemos ser agradecidos aos médicos que cuidam da nossa saúde e a todos os profissionais que participam do grande universo de tecnologias e serviços de que desfrutamos em nossa vida.

“A gratidão também expressa justiça.” (Espírito André Luiz, “Conduta Espírita”,  Waldo Vieira, FEB)  (continua)      

Cada um se acha certo no seu erro, é o orgulho. Por isso, o ser humano tem dificuldade em corrigir-se dos seus vícios morais. 

Fontes: 

“O Evangelho Segundo o Espiritismo”, Allan Kardec, FEB

“O Livro dos Espíritos”, de Allan Kardec. 

“Nosso Lar”  e  “Sinal Verde” (sobre boa conduta) ambos do Espírito André Luiz, psicografia de Francisco Cândido Xavier, FEB.

https://artigosdepsicologia.wordpress.com/2007/09/16/sadismo/

Donoso, Marie Danielle Brülhart, Estudo psicanalítico sobre a gramática da maldade gratuita; Dissertação de Mestrado; Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo, 2011 (http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/47/47134/tde-19072011-160217/pt-br.php)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Holocausto

https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Lista_de_Schindler

http://grupoallankardec.blogspot.com.br/2013/04/onde-estaria-o-espirito-de-hither.html

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

http://cfs8.blog.daum.net/image/18/blog/2008/09/07/11/20/48c33a53e933a

“Guernica” (1937), óleo sobre painel (350 cm x 782 cm) de Pablo Picasso. O quadro é o símbolo do terror produzido pela guerra. Como um retrato de guerra, ele foi pintado em tons de cinza.  

http://www.artemagazine.it/wp-content/uploads/2014/04/Guernica-Picasso.jpg