segunda-feira, 14 de março de 2016

“Parabéns a você, nesta data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida.“

Melian Sophie, querida neta, que os seus sonhos lindos se realizem todos.

Seja sempre feliz, feliz!

Beijos.

Vovó Lúcia.

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Meditação XXXI - André Luiz


“Quando o discípulo está preparado, o Pai envia o instrutor. Quando o servidor está pronto, o serviço aparece.” (Espírito André Luiz)  

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Fonte: “Os mensageiros”, André Luiz; Xavier, F.C., RJ: FEB)

Profa. Lúcia Rocha

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Museu da Língua Portuguesa

Museu segue "vivo"
Estação da Língua em Araraquara  (Foto: Divulgação/Museu da Língua Portuguesa)

O Museu da Língua Portuguesa inaugurou no dia 04/03/2016 sua exposição itinerante em Araraquara, SP. É a primeira ação cultural desde o incêndio que consumiu parte da sua sede na capital paulista no final do ano. 

Para o diretor da instituição, Antonio Carlos Sartini, a iniciativa mostra que o museu "continua vivo".  A Estação da língua, como é chamada a mostra, passou por sete municípios entre 2013 e 2014 e, depois da temporada no Palacete das Rosas de Araraquara, até 2 de abril, seguirá para Pirassununga, SP. 

“Temos ainda muito trabalho pela frente, mas estamos muito animados com essa parceria com a Fundação Roberto Marinho e também com as manifestações de interesse de várias pessoas jurídicas, empresas, que querem colaborar com esse processo de reestruturação do Museu da Língua Portuguesa. Inclusive, muitas entidades internacionais, e o próprio governo de Portugal. O Parlamento Português aprovou uma moção de apoio e auxilia também na reabertura do museu. É um momento muito difícil, mas estamos muito animados e empenhados nessa reestruturação. Esperamos que a reabertura seja o mais rápido possível, sabendo que é um processo lento", disse o diretor.

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Nota de Lúcia Rocha:

O Museu da Língua Portuguesa é um museu interativo sobre a língua portuguesa, localizado no edifício histórico Estação da Luz, na Praça da Luz, s/n, Centro, São Paulo, SP.

Estamos torcendo para que ele possa ser reaberto o mais breve possível. 

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Fonte:

http://g1.globo.com/sp/sao-carlos-regiao/noticia/2016/03/museu-da-lingua-portuguesa-abre-exposicao-e-mostra-que-segue-vivo.html


Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.folharegiao.com.br/files/noticia/photo/6549/noticia_4b9523be41c8554126219e99f1f60aef.jpg

Palavras de Emmanuel - 2


Abaixo, a resposta do educador espiritual Emmanuel a um centro espírita:

Pergunta: “A mente invigilante pode instalar doenças no organismo? E o que pode provocar doenças de causas espirituais na vida diária?

Emmanuel – “A mente é mais poderosa para instalar doenças e desarmonias do que todas as bactérias e vírus conhecidos. Necessário, pois, considerar igualmente, que desequilíbrios e moléstias surgem também da imprudência e do desmazelo, da revolta e da preguiça. Pessoas que se embriagam a ponto de arruinar a saúde; que esquecem a higiene até se tornarem presas de parasitas destruidores; que se encolerizam pelas menores razões, destrambelhando os próprios nervos; os que passam, todas as horas em redes e leitos, poltronas e janelas, sem coragem de vencer a ociosidade e o desânimo pela movimentação do trabalho, prejudicando a função dos órgãos do corpo físico, em razão da própria imobilidade, são criaturas que geram doenças para si mesmas, nas atitudes de hoje mesmo, sem qualquer ligação com causas anteriores de existências passadas.” 

Fonte: “Leis do Amor”; Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira (http://www.institutoandreluiz.org/perguntas_respostas_1.html)

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Nota de Lúcia Rocha: 

Smilinguido é um personagem criado por Marcia d'Haese e CarlosTadeu Grzybowski.  

Smi, como é chamado pelos amigos, é uma formiga que interage com seus amigos e com a natureza ressaltando os valores cristãos em todas as suas atividades. 

(https://pt.wikipedia.org/wiki/Smilinguido)

Profa. Lúcia Rocha

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Minha Terra


A cena brasileira vive momentos de grande tensão. Milhões de espectadores rogam uma luz ao Sublime Provedor. Por trás, nos bastidores, as ágeis fiandeiras do Tempo tecem a abençoada solução.      

Profª Lúcia Rocha

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Imagem:

As Fiandeiras, do pintor espanhol Diego Velázquez  (1599-1660).

https://alriccio.wordpress.com/2013/05/31/uma-anlise-semitica-de-%C2%93as-fiandeiras%C2%94-de-diego-velzquez/

Poesia - Canção do Exílio

António Gonçalves Dias

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá,
As aves que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.

Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.

Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.

Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar - sozinho, à noite -
Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu'inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá.”

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Nota de Lúcia Rocha:

António Gonçalves Dias (1823-1864), natural de Caxias, MA, foi poeta da primeira fase do Romantismo brasileiro. Ao lado do escritor José de Alencar, desenvolveu o Indianismo.  O poema acima (in “Primeiros Cantos”) é uma alusão à pátria distante porque o autor o escreveu, em Coimbra, Portugal, aos vinte anos.  Nesse poema, ele cita os versos “Nossos bosques têm mais vida,  Nossa vida mais amores”, do Hino Nacional Brasileiro. 

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Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Gon%C3%A7alves_Dias
http://www.brasilescola.com/historiab/hinonacionaldobrasil.htm

Profª Lúcia Rocha

Imagem: https://ultimaflordolacio.files.wordpress.com/2014/08/gonc3a7alves_dias.jpg

Platão

A Escola de Atenas, Rafael

  

Platão nasceu em Atenas, a capital da Grécia, em 428/7 a.C. Ele pertencia a uma tradicional família ateniense ligada a figuras eminentes da política, sobretudo pelo lado materno. A crítica de Platão à democracia ateniense vinha do seu conhecimento direto das manobras políticas, desde a infância. 

O grande acontecimento da mocidade de Platão foi o encontro com Sócrates, em Atenas. Platão tornou-se discípulo de Sócrates e seguiu seus debates. Como escreveu, mais tarde, no diálogo Fédon, ele considerava seu mestre “o mais sábio e o mais justo dos homens”. Mas, Sócrates foi acusado de corromper a juventude por difundir ideias contrárias à religião tradicional e condenado a morrer bebendo cicuta na prisão. Acompanhando de perto a injusta acusação feita a Sócrates, Platão desencanta-se com a democracia ateniense.

Com Sócrates, o jovem Platão sentira a necessidade de fundamentar qualquer atividade em conceitos claros e seguros. Através do seu mestre, Platão reconheceu que o importante não era fazer política, mas fazer “a política”. 

Por isso, Platão recusa-se a participar, na mocidade, de atividades políticas, pois primeiro tinha de encontrar os fundamentos teóricos da ação política – e de toda ação – para orientar-se corretamente. 

Depois da morte de Sócrates e disperso o núcleo que se reunira em torno do mestre, Platão viaja. Visita Megara, vai ao sul da Italia (Magna Grécia) onde convive com Arquitas de Tarento, famoso matemático e político pitagórico que lhe dá o exemplo vivo do rei-filósofo: como pitagórico, ele aplicava à política o senso de proporção matemática. Mais tarde, no seu livro República, Platão apontará o rei-filósofo como a solução ideal para os problemas políticos. 

Nessa época, Platão compõe seus primeiros diálogos, geralmente chamados “diálogos socráticos”, pois tem em Sócrates o personagem central. 

Entre esses diálogos está a Apologia de Sócrates, que reproduz a defesa feita pelo próprio Sócrates diante da Assembleia ateniense que o julgou e condenou. Outros diálogos dessa fase constituem também defesas que Platão faz do seu mestre, mostrando que nem era ímpio nem pervertia os jovens. São os diálogos Críton, Laques, Lysis,  Cármides, Eutífron, Hípias Menor, Hípias Maior, o Protágoras, e o Ion. Platão começou a escrever  República nessa época. 

Em geral, os “diálogos socráticos” desenvolvem discussões sobre ética, procurando definir determinada virtude (coragem, Laques; piedade, Eutífron; amizade, Lysis; autocontrole, Cármides). Esses diálogos são aporéticos, ou seja, fazem o levantamento de diferentes modos de se conceituar aquelas virtudes, denunciam a fragilidade desses conceitos, mas deixam a questão inconclusa.

O próprio Sócrates preocupava-se antes com o desencadeamento do conhecimento de si mesmo e não propriamente com definições de conceitos. De qualquer modo, algumas teses socráticas básicas podem ser encontradas nesses diálogos, como a da identificação da virtude como certo tipo de conhecimento e a da unidade de todas as virtudes. 

Os outros diálogos dessa fase manifestam duas preocupações que permanecerão constantes na obra platônica: o problema político (como em Cármides) e o papel que a retórica pode desempenhar na ética e na educação (Górgias, Protágoras, os dois Hípias). 

A Academia

Cerca de 387 a.C., Platão funda em Atenas a Academia, sua própria escola de investigação científica e filosófica. O acontecimento é da máxima importância para a história do pensamento ocidental.

Platão torna-se o primeiro dirigente de uma instituição permanente, voltada para a pesquisa original concebida como uma conjugação de esforços de um grupo que vê no conhecimento algo vivo e dinâmico e não um corpo de doutrinas a serem resguardadas e transmitidas.

Platão disse que as atividades da sua Academia eram, antes de tudo, busca e inquietação, reformulação permanente e multiplicação das vias de abordagem dos problemas, ou seja, a filosofia era fundamentalmente “o filosofar” – esforço para pensar mais profunda e claramente. 

Depois das suas viagens, quando frequentou centros pitagóricos de pesquisa científica, Platão viu na matemática a promessa de um caminho que ultrapassasse as aporias socráticas – as perguntas que Sócrates fazia, mas afinal deixava sem resposta – e conduzisse à certeza. 

A educação deveria basear-se numa episteme (ciência) e ultrapassar o plano instável da opinião (doxa). E a política poderia deixar de ser o jogo de interesses nem sempre claros e pouco dignos para se transformar numa ação iluminada pela verdade e por um gesto criador de harmonia, justiça e beleza. 

Durante vinte anos Platão dedica-se ao magistério e à composição de suas obras. Sob forte influência do pitagorismo, escreve os “diálogos de transição” que marcam o progressivo desligamento das suas posições originais socráticas para expressar uma filosofia própria, a partir da nova saída para o problema do conhecimento, representada pela doutrina das ideias, formas incorpóreas e transcendentes que seriam os modelos dos objetos sensíveis (do mundo material). Isso aparece nos diálogos: Ménon, Fédon, Banquete, Fedro e Eutidemo. 

Parmênides, Teeteto, Sofista e Político são os diálogos da maturidade de Platão onde aparecem as primeiras formulações da sua “doutrina das ideias”, como já haviam aparecido vagamente no Fédon. Aqui, todo o pensamento platônico reestrutura-se a partir de bases epistemológicas (científicas) mais exigentes e seguras. 

O diálogo Filebo, da fase final de Platão, retoma o tema da felicidade. Ao morrer, Platão deixou uma obra inacabada: Leis. Nessa obra, ele retoma o problema político e altera teses expressas na República. Ele propõe uma conciliação entre a monarquia constitucional e a democracia.

O interesse juvenil pela política acompanhou-o até o fim da sua vida. O aprofundamento da consciência política foi um longo itinerário que permitiu a Platão a construção da primeira grande síntese filosófica do pensamento antigo e abriu horizontes de pesquisa ainda hoje explorados, servindo de inspiração e de estímulo a grandes aventuras do espírito.   

Na atualidade

Penso que podemos estender muito do pensamento do grande filósofo Platão à atualidade. Assim, por exemplo, as diversas atividades da Academia (universidade) devem ser, “antes de tudo, busca e inquietação, reformulação permanente e multiplicação das vias de abordagem dos problemas” (da pesquisa), ou seja, “o esforço para pensar mais profunda e claramente”.  

Platão disse ainda que “a pesquisa é uma conjugação de esforços de um grupo que vê no conhecimento algo vivo e dinâmico e não um corpo de doutrinas a serem resguardadas e transmitidas.”

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Notas de Lúcia Rocha: 

  1. Da palavra “Academia” vêm as palavras da atualidade “academia” (universidade, curso superior) e “acadêmico” (relativo à universidade).
  2. Platão (Atenas, 428-7 a.C.; 348-7 a.C., Atenas).


Fonte: Diálogos, Platão; Coleção Os pensadores, Introdução; 2ª ed.; SP: Abril Cultural, 1979 

Profª Lúcia Rocha

Imagem:

A Escola de Atenas, do pintor renascentista Rafael, retrata Platão (o idoso) com Aristóteles, seu discípulo. É um afresco que se encontra num dos museus do Vaticano, Itália. 

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