terça-feira, 3 de novembro de 2015

Psicologia: as Máscaras

Introdução

As máscaras do Carnaval de Veneza são belos trabalhos artesanais, apreciados no mundo todo. Mas, como o nome diz, são um tipo de Carnaval, FANTASIA, brincadeira. Algumas peças de teatro também usam máscaras na composição do figurino, até hoje.  Mas, teatro é pura fantasia, não é realidade, só entretenimento sadio. No nordeste brasileiro há festividades populares que usam máscaras nas ruas.

Jung

A Psicologia explica que “persona” é uma palavra de origem latina, nome de uma máscara usada pelos atores na antiguidade. O psicólogo Carl Gustav Jung, psicoterapeuta de meados do século XX,  usou a palavra persona para mostrar a maneira como uma pessoa adapta-se ao mundo. Assim, a persona ou máscara de uma pessoa é a sua maneira de ser socialmente. Essa máscara é necessária para uma adaptação à vida social e para a sobrevivência em sociedade, pois as outras pessoas nos julgam o tempo todo. 

Já na infância, a criança tenta se comportar bem para receber aprovação de suas atitudes. Isso é uma máscara que ela usa para ser aprovada socialmente. Enquanto cresce, pais e professores na escola vão lhe transmitindo valores. Assim, aos poucos se desenvolve a sua “persona”(máscara) , que estará presente na sua profissão e nos papéis da sua vida inteira.  

Mas, o uso da máscara pode nos fazer esquecer do nosso ego, do nosso verdadeiro eu, nossa personalidade. Quando alguém se identifica somente com a persona (máscara) e esquece-se do ego (eu, personalidade), tende a ficar frio e vazio.

Não ter “persona” (máscara) é tão negativo quanto tê-la em excesso. A máscara  é necessária, por exemplo,  para nos relacionarmos com uma certa civilidade: ninguém fala tudo o que sente, há um limite, um respeito com o próximo, por isso usa uma máscara.

(http://amigosdofreud.blogspot.com.br/2012/02/persona-e-sombra-na-psicologia.html)

Considerações

Um médico, diante de um doente terminal, também costuma usar uma máscara para não lhe falar a verdade cruel. E assim, na vida em família, com o companheiro e em sociedade, muitas vezes precisamos usar uma máscara para não sermos cruéis.

Toda vez que falamos uma mentira, estamos usando uma máscara, inclusive  para fugir da responsabilidade por um erro que tenhamos cometido. Os adolescentes costumam usar muitas máscaras: mentem por medo das pessoas, do mundo.  Mas, isso é normal, coisa que ele vai deixando conforme vai amadurecendo, tornando-se adulto. Mas, há adultos que vivem eternamente atrás de máscaras por falta de coragem de enfrentar suas responsabilidades. A coragem é uma virtude de quem já não precisa se esconder atrás de certas máscaras.  

Mas, que o uso da máscara não seja para enganar as pessoas, prejudicando-as. E que o uso da máscara não nos faça esquecer do nosso eu, de quem somos verdadeiramente.

Como diz, em outras palavras, o psicólogo Augusto Cury, cada um dá o que tem, por isso não devemos esperar que as pessoas sejam o que elas não conseguem ser.    

O Espírito André Luiz diz: “Nosso espírito assume centenas de reencarnações para aprimorar a personalidade.” (“Os Mensageiros”, Xavier, F.C., FEB). 

Fontes:

Cury, Augusto . Ansiedade, o mal do século

Espírito André Luiz, “Conduta Espírita”, Xavier, F.C., FEB

http://amigosdofreud.blogspot.com.br/2012/02/persona-e-sombra-na-psicologia.html

Profa.  Lucia Rocha

Imagem: http://morephotos.pl/wp-content/uploads/2011/10/zdjecie-z-imprezy.jpg

Contos do Livro "Boa Nova" - 1

Hoje, começo a publicar uma série de trinta contos do livro “Boa Nova”. Com o auxílio da psicografia de Francisco Cândido Xavier, o Espírito Humberto de Campos apresenta 30 episódios relacionados ao Cristo, seus discípulos e importantes personagens bíblicos, como Zebedeu, Maria de Magdala, Pedro, Tomé e outros, que tiveram suas existências tocadas pelos ensinamentos e amor de Jesus.

BOA NOVA

Os historiadores do Império Romano sempre observaram com espanto os profundos contrastes da gloriosa época de Augusto. Caio Júlio César Otávio chegara ao poder, não obstante o lustre de sua notável ascendência, por uma série de acontecimentos felizes. As mensalidades mais altas da antiga República não acreditavam no seu triunfo. Aliando-se contra a usurpação de Antônio, com os próprios conjurados que haviam praticado o assassínio de seu pai adotivo, suas pretensões foram sempre contrariadas por sombrias perspectivas. Entretanto, suas primeiras vitórias começaram com a instituição do triunvirato e, em seguida, os desastres de Antônio, no Oriente, lhe abriram inesperados caminhos. Como se o mundo pressentisse uma abençoada renovação de valores no tempo, em breve todas as legiões se entregavam, sem resistência, ao filho do soberano assassinado. Uma nova era principiara com aquele jovem enérgico e magnânimo. O grande império do mundo, como que influenciado por um conjunto de forças estranhas, descansava numa onda de harmonia e de júbilo, depois de guerras seculares e tenebrosas. Por toda parte levantavam-se templos e monumentos preciosos. O hino de uma paz duradoura começava em Roma para terminar na mais remota de suas províncias, acompanhado de amplas manifestações de alegria por parte da plebe anônima e sofredora. A cidade dos Césares se povoava de artistas, de espíritos nobres e realizadores. Em todos os recantos, permanecia a sagrada emoção de segurança, enquanto o organismo das leis se renovava, distribuindo os bens da educação e da justiça.

No entanto, o inesquecível Imperador era franzino e doente. Os cronistas da época referem-se, por mais de uma vez, às manchas que lhe cobriam a epiderme, transformando-se, de vez em quando, em dardos dolorosos. Otávio nunca foi senhor de uma saúde completa. Suas pernas viviam sempre enroladas em faixas e sua caixa torácica convenientemente  resguardada contra os golpes de ar que lhe motivavam incessantes resfriados. Com frequência, queixava-se de enxaquecas, que se faziam seguir de singulares abatimentos. Não somente nesse particular padecia o Imperador das extremas vicissitudes da vida humana. Ele, que era o regenerador dos costumes, o restaurador das tradições mais puras da família, o maior reorganizador do Império, foi obrigado a humilhar os seus mais fundos e delicados sentimentos de pai e de soberano, lavrando um decreto de banimento de sua única filha, exilando-a na Ilha de Pandatária, por efeito da sua vida de condenáveis escândalos na Corte, sendo compelido, mais tarde, a tomar as mesmas providências em relação à sua neta. Notou que a companheira amada de seus dias se envolvia, na intimidade doméstica, em contínuas questões de envenenamento dos seus descendentes mais diretos, experimentando ele, assim, na família, a mais angustiosa ansiedade do coração. Apesar de tudo, seu nome foi dado ao século ilustre que o vira nascer. Seus numerosos anos de governo se assinalaram por inolvidáveis iniciativas. 

A alma coletiva do Império nunca sentira tamanha impressão de estabilidade e de alegria. A paisagem gloriosa de Roma jamais reunira tão grande número de inteligências. E nessa época que surgem Vergílio, Horário, Ovídio, Salústio, Tito Lívio e Mecenas, como favoritos dos deuses. Em todos os lugares lavravam-se mármores soberbos, esplendiam jardins suntuosos, erigiam-se palácios e santuários, protegia-se a inteligência, criavam-se leis de harmonia e de justiça, num oceano de paz inigualável. Os carros de triunfo esqueciam, por algum tempo, as palmas de sangue e o sorriso da deusa Vitória não mais se abria para os movimentos de destruição e morticínio. O próprio Imperador, muitas vezes, em presidindo às grandes festas populares, com o coração tomado de angústia pelos dissabores de sua vida íntima, se surpreendeu, testemunhando o júbilo e a tranquilidade geral do seu povo e, sem que conseguisse explicar o mistério daquela onda interminável de harmonia, chorando de comoção, quando, do alto de sua tribuna dourada, escutava a famosa composição de Horácio, onde se destacavam estes versos de imorredoura beleza:

Ó Sol fecundo,
Que com teu carro brilhante
Abres e fechas o dia!... 
Que surges sempre novo e sempre igual! 
Que nunca possas ver Algo maior do que Roma.

É que os historiadores ainda não perceberam, na chamada época de Augusto, o século do Evangelho ou da Boa Nova. Esqueceram-se de que o nobre Otávio era também homem e não conseguiram saber que, no seu reinado, a esfera do Cristo se aproximava da Terra, numa vibração profunda de amor e de beleza. Acercavam-se de Roma e do mundo não mais espíritos belicosos, como Alexandre e Aníbal, porém outros que se vestiriam dos andrajos dos pescadores, para servirem de base indestrutível aos eternos ensinos do Cordeiro. 

Imergiam nos fluidos do planeta os que preparariam a vinda do Senhor e os que se transformariam em seguidores humildes e imortais dos seus passos divinos. É por essa razão que o ascendente místico da era de Augusto se traduzia na paz e no júbilo do povo que, instintivamente, se sentia no limiar de uma transformação celestial. Ia chegar à Terra o Sublime Emissário. Sua lição de verdade e de luz ia espalhar-se pelo mundo inteiro, como chuva de bênçãos magníficas e confortadoras. A Humanidade vivia, então, o século da Boa Nova. Era a “festa do noivado” a que Jesus se referiu no seu ensinamento imorredouro. 

 Depois dessa festa dos corações, qual roteiro indelével para a concórdia dos homens, ficaria o Evangelho como o livro mais vivaz e mais formoso do mundo, constituindo a mensagem permanente do céu, entre as criaturas em trânsito pela Terra, o mapa das abençoadas altitudes espirituais, o guia do caminho, o manual do amor, da coragem e da perene alegria.

E, para que essas características se conservassem entre os homens, como expressão de sua sábia vontade, Jesus recomendou aos seus apóstolos que iniciassem o seu glorioso testamento com os hinos e os perfumes da Natureza, sob a claridade maravilhosa de uma estrela a guiar reis e pastores à manjedoura rústica, onde se entoavam as primeiras notas de seu cântico de amor, e o terminassem com a luminosa visão da Humanidade futura, na posse das bênçãos de redenção. É por esse motivo que o Evangelho de Jesus, sendo livro do amor e da alegria, começa com a descrição da gloriosa noite de Natal e termina com a profunda visão da Jerusalém libertada, entrevista por João, nas suas divinas profecias do Apocalipse.

JESUS E O PRECURSOR

Após a famosa apresentação de Jesus aos doutores do Templo de Jerusalém, Maria recebeu a visita de Isabel e de seu filho, em sua casinha pobre de Nazaré. Depois das saudações habituais, do desdobramento dos assuntos familiares, as duas primas entraram a falar de ambas as crianças, cujo nascimento fora antecipado por acontecimentos singulares e cercado de estranhas circunstâncias.

Enquanto o patriarca José atendia às últimas necessidades diárias de sua oficina humilde, entretinham-se as duas em curiosa palestra, trocando carinhosamente as mais ternas confidências maternais. O que me espanta, dizia Isabel, com caricioso sorriso, é o temperamento de João, dado às mais fundas meditações, apesar da sua pouca idade. Não raro, procuro-o inutilmente em casa, para encontrá-lo, quase sempre, entre as figueiras bravas, ou caminhando ao longo das estradas adustas, como se a pequena fronte estivesse dominada por graves pensamentos.

Essas crianças, a meu ver, respondeu-lhe Maria, intensificando o brilho suave de seus olhos —, trazem para a Humanidade a luz divina de um caminho novo. Meu filho também é assim, envolvendo-me o coração numa atmosfera de incessantes cuidados. Por vezes, vou encontrá-lo a sós, junto das águas, e, de outras, em conversação profunda com os viajantes que demandam a Samaria ou as aldeias mais distantes, nas adjacências do lago. Quase sempre, surpreendo-lhe a palavra caridosa que dirige às lavadeiras, aos transeuntes, aos mendigos sofredores... Fala de sua comunhão com Deus com uma eloquência que nunca encontrei nas observações dos nossos doutores e, constantemente, ando a cismar, em relação ao seu destino.

Apesar de todos os valores da crença, murmurou Isabel, convicta —, nós, as mães, temos sempre o espírito abalado por injustificáveis receios. Como se se deixasse empolgar por amorosos temores, Maria continuou: — Ainda há alguns dias, estivemos em Jerusalém, nas comemorações e as facilidade de argumentação com que Jesus elucidava os problemas, que lhe eram apresentados pelos orientadores do templo, nos deixou a todos receosos e perplexos. 

Sua ciência não pode ser deste mundo: vem de Deus, que certamente se manifesta por seus lábios amigos da pureza. Notando-lhe as respostas, Eleazar chamou a José, em particular, e o advertiu de que o menino parece haver nascido para a perdição de muitos poderosos em Israel. 

Com a prima a lhe escutar atentamente a palavra, Maria prosseguiu, de olhos úmidos, após ligeira pausa: — Ciente desse aviso, procurei Eleazar, a fim de interceder por Jesus, junto de suas valiosas relações com as autoridades do templo. Pensei na sua infância desprotegida e receio pelo seu futuro. Eleazar prometeu interessar-se pela sua sorte; todavia, de regresso a Nazaré, experimentei singular multiplicação dos meus temores. 

Conversei com José, mais detidamente, acerca do pequeno, preocupada com o seu preparo conveniente para a vida!... Entretanto, no dia que se seguiu às nossas íntimas confabulações, Jesus se aproximou de mim, pela manhã, e me interpelou: “Mãe, que queres tu de mim? Acaso não tenho testemunhado a minha comunhão com o Pai que está no Céu? Altamente surpreendida com a sua pergunta, respondi-lhe, hesitante: Tenho cuidado por ti, meu filho! Reconheço que necessitas de um preparo melhor para a vida...

Mas, como se estivesse em pleno conhecimento do que se passava em meu íntimo, ponderou ele: “Mãe, toda preparação útil e generosa no mundo é preciosa; entretanto, eu já estou com Deus. Meu Pai, porém, deseja de nós toda a exemplificação que seja boa e eu escolherei, desse modo, a escola melhor. 

No mesmo dia, embora soubesse das belas promessas que os doutores do templo fizeram na sua presença a seu respeito, Jesus aproximou-se de José e lhe pediu, com humildade, o admitisse em seus trabalhos. Desde então, como se nos quisesse ensinar que a melhor escola para Deus é a do lar e a do esforço próprio, concluiu a palavra materna com singeleza —, ele aperfeiçoa as madeiras da oficina, empunha o martelo e a enxó, enchendo a casa de ânimo, com a sua doce alegria! 

Isabel lhe escutava atenta a narrativa, e, depois de outras pequenas considerações materiais, ambas observaram que as primeiras sombras da noite desciam na paisagem acinzentando o céu sem nuvens.

A carpintaria já estava fechada e José buscava a serenidade do interior doméstico para o repouso. As duas mães se entreolharam, inquietas, e perguntavam a si próprias para onde teriam ido as duas crianças. Nazaré, com a sua paisagem, das mais belas de toda a Galileia, é talvez o mais formoso recanto da Palestina. Suas ruas humildes e pedregosas, suas casas pequeninas, suas lojas singulares se agrupam numa ampla concavidade em cima das montanhas, ao norte do Esdrelon. Seus horizontes são estreitos e sem interesse; contudo, os que subam um pouco além, até onde se localizam as casinholas mais elevadas, encontrarão para o olhar assombrado as mais formosas perspectivas. O céu parece alongar-se, cobrindo o conjunto maravilhoso, numa dilatação infinita. 

Maria e Isabel avistaram seus filhos, lado a lado, sobre uma eminência banhada pelos derradeiros raios vespertinos. De longe, afigurou-se-lhes que os cabelos de Jesus esvoaçavam ao sopro caricioso das brisas do alto. Seu pequeno indicador mostrava a João as paisagens que se multiplicavam a distância, como um grande general que desse a conhecer as minudências dos seus planos a um soldado de confiança.

Ante seus olhos surgiam as montanhas de Samaria, o cume de Magedo, as eminências de Gelboé, a figura esbelta do Tabor, onde, mais tarde, ficaria inesquecível o instante da Transfiguração, o vale do rio sagrado do Cristianismo, os cumes de Safed, o golfo de Khalfa, o elevado cenário do Pereu, num soberbo conjunto de montes e vales, ao lado das águas cristalinas. Quem poderia saber qual a conversação solitária que se travara entre ambos? Distanciados no tempo, devemos presumir que fosse, na Terra, a primeira combinação entre o amor e a verdade, para a conquista do mundo. Sabemos, porém, que, na manhã imediata, em partindo o precursor na carinhosa companhia de sua mãe, perguntou Isabel a Jesus, com gracioso interesse: — Não queres vir conosco? — ao que o pequeno carpinteiro de Nazaré respondeu, profeticamente, com inflexão de profunda bondade: — “João partirá primeiro.”

Transcorridos alguns anos, vamos encontrar o Batista na sua gloriosa tarefa de preparação do caminho à verdade, precedendo o trabalho divino do amor, que o mundo conheceria em Jesus Cristo.

João, de fato, partiu primeiro, a fim de executar as operações iniciais para a grandiosa conquista. Vestido de peles e alimentando-se de mel selvagem, esclarecendo com energia e deixando-se degolar em testemunho à Verdade, ele precedeu a lição da misericórdia e da bondade. 

O Mestre dos mestres quis colocar a figura franca e áspera do seu profeta no limiar de seus gloriosos ensinos e, por isso, encontramos em João Batista um dos mais belos de todos os símbolos imortais do Cristianismo. Salomé representa a futilidade do mundo, Herodes e sua mulher o convencionalismo político e o interesse particular. João era a verdade, e a verdade, na sua tarefa de aperfeiçoamento, dilacera e magoa, deixando-se levar aos sacrifícios extremos. 

Como a dor que precede as poderosas manifestações da luz no íntimo dos corações, ela recebe o bloco de mármore bruto e lhe trabalha as asperezas para que a obra do amor surja, em sua pureza divina. João Batista foi a voz clamante do deserto. Operário da primeira hora, é ele o símbolo rude da verdade que arranca as mais fortes raízes do mundo, para que o reino de Deus prevaleça nos corações. Exprimindo a austera disciplina que antecede a espontaneidade do amor, a luta para que se desfaçam as sombras do caminho, João é o primeiro sinal do cristão ativo, em guerra com as próprias imperfeições do seu mundo interior, a fim de estabelecer em si mesmo o santuário de sua realização com o Cristo. Foi por essa razão que dele disse Jesus: “Dos nascidos de mulher, João Batista é o maior de todos.” (continua)

Nota: transcrição do texto da obra “Boa Nova”, pelo Espírito Humberto de Campos; Xavier, F.C., FEB  

http://bvespirita.com/Boa%20Nova%20(psicografia%20Chico%20Xavier%20-%20espirito%20Humberto%20de%20Campos).pdf

Profa. Lúcia Rocha

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Música Erudita - Wolfgang Amadeus Mozart

Tom Hulce (Mozart) 

Wolfgang Amadeus Mozart (pronuncia-se “Motzart), batizado Joannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart  (1756-1791) foi um prolífico e influente compositor austríaco do período clássico.

Mozart mostrou uma habilidade musical prodigiosa desde sua infância. Já competente no teclado e no violino, começou a compor aos cinco anos de idade, quando passou a se apresentar para a realeza europeia, maravilhando a todos com seu talento precoce. Chegando à adolescência, foi contratado como músico da corte em Salzburgo. 

Em 1781, ao visitar Viena com seu patrão, desentendeu-se com ele e solicitou demissão. Permanecendo em Viena, onde trabalhou o resto da sua vida por conta própria, conquistou fama, porém pouca estabilidade financeira. Seus últimos anos viram surgir algumas de suas sinfonias, concertos e óperas mais conhecidos, além do seu famoso Requiem. As circunstâncias de sua morte prematura aos 33 anos deram origem a diversas lendas. 

Foi o autor de mais de seiscentas obras, muitas delas referências na música sinfônica, concertista, operística, coral, pianística e camerística. Sua produção foi louvada por todos os críticos da sua época, embora muitos a considerassem excessivamente complexa e difícil, e estendeu sua influência sobre vários compositores ao longo de todo o século XIX e início do século XX. 

Hoje, Mozart é visto pela crítica especializada como um dos maiores compositores do Ocidente, tendo conseguido conquistar grande prestígio mesmo entre os leigos e sua imagem se tornou um ícone popular.

Catálogo Köchel

Mozart

O catálogo Köchel (pronuncia-se “Kêchel”) é um inventário das obras de Wolfgang Amadeus Mozart, organizado em ordem cronológica  pelo musicólogo austríaco Ludwig von Köchel e publicado em 1862, após a morte de Mozart. O catálogo estabelece uma cronologia e também  facilita as referências às obras de Mozart.

A cada obra corresponde um índice Köchel, ou seja, um número precedido da letra K  (do alemão Köchelverzeichnis: "Catálogo Köchel"). Assim, a 433ª obra do compositor Männer suchen stets zu naschen. Arie für Baß und Orchester  é identificada simplesmente pelo índice K. 433.

O catálogo começa com um pequeno Minueto em Sol (K.1) e termina no célebre Requiem (K. 626).

Filme

O filme americano “Amadeus” foi lançado em 1984. Direção de Milos Forman, com Tom Hulce no papel título, Murray Abraham, Simon Callow; 3 hs de duração. Melodrama. Lindo. 

Após tentar o suicídio, Salieri (F. Murray Abraham) confessa a um padre que foi o responsável pela morte de Mozart (Tom Hulce) e relata como conheceu, conviveu e passou a odiar Mozart, que era um jovem irreverente, mas compunha como se sua música tivesse sido abençoada por Deus.

Nota: Assisti duas vezes ao filme em ocasiões diferentes. Linda história com final meio triste. Tom Hulce,  no papel título, está extraordinário. Vale.    

Tom Hulce (Mozart)


Fontes

https://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_Amadeus_Mozart

https://pt.wikipedia.org/wiki/Cat%C3%A1logo_K%C3%B6chel

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:
https://pbs.twimg.com/media/CBdNiS2WwAAW8td.jpg:large

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História Geral - Antiguidade 2

Legado da Civilização Grega: filosofia, democracia, artes e teatro

A filosofia é uma das mais importantes contribuições da civilização grega para a posteridade.  O tão afamado “gosto” que os gregos possuíam pela sabedoria pode ser considerado como um item que influiu na construção de outros diferentes aspectos desta sociedade. A constituição do regime democrático na Grécia antiga contribuiu para o desenvolvimento da filosofia.  

Antes do surgimento da democracia, o regime político grego era controlado pelos grandes proprietários de terra. O privilégio e o nascimento eram os critérios para que as instituições políticas fossem organizadas nas mãos de uma minoria. Com o aparecimento do ideal democrático, essa minoria perdeu lugar para a figura de um cidadão capaz de argumentar, fazer escolhas, criticar concepções e defender perspectivas. 

Toda essa capacidade exigida desse novo cidadão abriu espaço para que os jovens fossem preparados para o exercício da cidadania. Foi nesse período que surgiram os sofistas que criticaram sistematicamente os pensadores cosmologistas. Estes filósofos  explicavam racionalmente as origens do mundo, a personalidade do homem e a ordenação da natureza. Em contrapartida, os sofistas ignoravam essas questões dizendo que o convencimento das ideias era o que importava. 

A concepção dos sofistas ganhou força no regime democrático, pois que nas assembleias havia discussões entre os cidadãos para a elaboração e aprovação das leis. Entre os principais mestres do sofismo destacava-se Isócrates de Atenas, Protágoras de Abdera e Górgias de Leontini. Mesmo conseguindo arrebanhar diferentes seguidores, os sofistas sofreram uma crítica sistemática de outros filósofos, como o grego Sócrates. 

Segundo Sócrates, as ideias deveriam contar com um profundo processo reflexivo para que pudessem alcançar um critério de verdade. Por isso, Sócrates convocava os cidadãos de Atenas a conhecerem a si mesmos. O poder de convencer por meio da reflexão socrática demonstrava um distanciamento dos discursos sofistas. 

Assim, a instalação do regime democrático e a discussão das ideias promoveu uma interessante  desenvolvimento da filosofia. Mais importante do que saber qual destes pensadores tinha razão,  a filosofia não nasceu por meio de ideias puras, mas surgiu da dúvida e se desenvolveu com o debate filosófico. 

Artes gregas

Em contato com os fenícios , nos primórdios da sua civilização, os gregos desenvolveram o comércio, a navegação, e com eles aprenderam a arte da escrita. Os gregos, principalmente os atenienses, eram dinâmicos e curiosos, adoravam novidades e mudanças. Essa característica os levou a desenvolver uma arte e uma cultura sem igual, com a criação de uma mitologia particularmente rica, da filosofia, do teatro, e de revoluções esportivas, com a instituição das Olimpíadas, realizadas de quatro em quatro anos, em honra a Zeus (o principal deus grego),  concepções que até hoje compõem o tesouro cultural da humanidade.

Esta produção artística ficou conhecida como arte micênica, incluindo a elaborada no continente e nas ilhas, com exceção de Creta, onde se desenvolvia um estilo diferente, o minoico. 

Os artistas gregos buscavam exprimir o que contemplavam na Natureza, buscando  expressar em suas obras a perfeição, a harmonia, o equilíbrio e o ritmo ideais. Entusiasmados com a vida, apaixonados pelo presente, eles eram seres racionais, sob o governo de homens que não se igualavam aos deuses, mas que buscavam também na política a expressão maior, daí o exercício da democracia pelos atenienses.

Os deuses deram lugar aos homens no centro do universo, ou seja, ao antropocentrismo , que, ao lado do racionalismo e da procura das proporções e medidas perfeitas, marca a pintura, a arquitetura e a escultura gregas. Após uma fase de influência mesopotâmica, a arte grega conheceu um período de fertilidade e maturidade, durante o período arcaico, que durou até 475 a.C. 

A base da produção artística posterior foi construída neste momento, com a definição de seus pilares estéticos. Depois de enfrentar os persas nos campos de batalha, a arte grega obteve uma conquista importante, a de sua autonomia cultural na região mediterrânica. A fase clássica estendeu-se de 475 a.C. até 323 a.C., constituindo o último período artístico essencialmente grego. Esta etapa, liderada por Atenas e sob o governo de Péricles, protagonizou uma espécie de idade de ouro grega.

Na arquitetura, os templos foram edificados a partir do século VII. Os primeiros eram uma espécie de cabana, construída com madeira, cascalho ou tijolos de barro, algumas vezes com tetos de folhas. Colunas de pedra são egressas do século VI, momento em que os arquitetos passam a desenvolver o trilito – dois pilares de sustentação com um fecho horizontal. Os templos gregos apresentavam uma harmonia simétrica entre o átrio de entrada e o dos fundos. 

O mais importante é o Partenon,  em Atenas. Além dos templos, os teatros, os ginásios esportivos e as ágoras (locais de reunião dos gregos, nos quais eles se concentravam para debater os assuntos mais variados),  são exemplos conhecidos da arquitetura grega.

Na pintura, a expressão maior era a arte da cerâmica. Os vasos gregos são muito conhecidos por seu colorido, sua harmonia, o equilíbrio de suas formas, a busca da perfeição. Utilizados em rituais religiosos, tinham também objetivos funcionais como armazenar água, vinho, azeite e mantimentos. Suas formas correspondiam estritamente ao seu uso. Suas pinturas reproduziam cenas cotidianas dos gregos e também passagens da mitologia grega.

As esculturas gregas expressam os esforços artísticos mais sublimes, de certa forma até hoje insuperáveis. Representam o ideal grego de perfeição, o antropocentrismo, o equilíbrio e o movimento em seu grau mais elevado. As do período arcaico foram profundamente influenciadas pelos mesopotâmicos, egípcios e artistas da Ásia Menor. Duas modalidades se destacam neste período – o Kouros, figura masculina, e a Koré, imagem feminina. Escultores do século VI e princípio do V estudaram detalhadamente o corpo humano, incrementando nas estátuas desta época suas proporções e medidas. 

No período clássico  passa-se a procurar o movimento, usando-se então o bronze, mais resistente que o mármore. As figuras femininas são libertas de suas roupas, surgindo assim estátuas de mulheres nuas. No período helenístico, já sob a influência romana, os seres são representados não mais conforme idade ou personalidade, mas também segundo suas emoções ou estados de espírito. Uma grande vitória atinge os escultores: alcançam a arte de representar grupos de figuras, mantendo a aparência de movimento e a beleza sob todos os ângulos de observação. Os principais escultores gregos da era clássica foram Praxíteles, Policleto, Fídias, Lisipo e Miron.

Vaso grego

O discóbolo

Teatro grego

Durante o período clássico da história da Grécia (século V a.C.) foram estabelecidos os estilos mais conhecidos de teatro: a tragédia e a comédia. Ésquilo e Sófocles são os dramaturgos de maior importância desta época. Aristófanes escreveu sátiras à sociedade ateniense. 

Nesta época clássica foram construídos diversos teatros ao ar livre. Eram aproveitadas montanhas e colinas de pedra para servirem de suporte para as arquibancadas. A acústica (propagação do som) era perfeita, de tal forma que a pessoa sentada na última fileira (parte superior) podia ouvir tão bem a voz dos atores, quanto quem estivesse sentado na primeira fileira.

 Os atores representavam usando máscaras e túnicas de acordo com o personagem e mímica. Muitas vezes, eram montados cenários bem decorados para dar maior realismo à encenação. Diversas peças são até hoje encenadas, como “Édipo rei”, de Sófocles (427 a.C.). No início do século XX,  Sigmund Freud, criador da psicanálise,  levou o mito de Édipo para a psicanálise. 

Édipo e a esfinge, Ingres

Mitologia grega

No período histórico antes de Cristo,  as religiões eram politeístas, isto é,  os homens adoravam vários deuses. 

Os gregos buscavam explicar os acontecimentos terrenos com base no que acontecia no Olimpo, monte onde eles acreditavam  que os deuses viviam.

Principais deuses gregos: Zeus (o líder); Hades (deus do mundo subterrâneo), Poseidon (deus dos oceanos), Hera (esposa de Zeus), Afrodite (deusa do amor e da beleza feminina), Atena (deusa da sabedoria), Apolo (deus do sol e da beleza masculina), Artemis (deusa da caça), Ares (deus da guerra), Eros (deus do amor), Cronos (deus do tempo), Hermes (mensageiro) e Ceres (deusa da agricultura). 

A mitologia grega é uma das mais conhecidas até hoje.

Poseidon

Entre as civilizações nascidas na Antiguidade, a civilização grega foi a que legou ao mundo ocidental os elementos essenciais para a sua constituição, como a democracia, a filosofia e as artes. 

Por Rainer Sousa 

Mestre em História

Fontes:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/idade-antiga.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/filosofia-democracia.htm

http://www.infoescola.com/artes/arte-grega/

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

https://viciodapoesia.files.wordpress.com/2013/08/a-calix-krater.jpg

http://dietpill-reviews.co.uk/wp-content/uploads/2013/06/greek-athlete.jpg

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/04/IngresOdipusAndSphinx.jpg

http://www.estudopratico.com.br/wp-content/uploads/2013/06/poseidon.jpg

Uso e abuso - André Luiz

Jardim Botânico do Rio de Janeiro

*O uso é o bom-senso da vida e o metro da caridade. Vida sem abuso, consciência tranquila. 

* Uso é moderação em tudo. Abuso é desequilíbrio. 

* O uso exprime alegria. Do abuso nasce a dor. 

* Existem abusos de tempo, conhecimento e emoção. Por isso, muitas vezes, o uso chama-se “abstenção”.

* O uso cria a reminiscência confortadora. O abuso forja a lembrança infeliz. 

* Saber fazer significa saber usar. Todos os objetos ou aparelhos, atitudes ou circunstâncias exigem uso adequado, sem o que surge o erro. 

* Doença – abuso da saúde. Vício – abuso do hábito. Supérfluo – abuso do necessário. Egoísmo – abuso do direito.

* Todos os aspectos menos bons da existência constituem abusos. 

* O uso é a lei que constrói. O abuso é a exorbitância que desgasta. 

* Eis por que progredir é usar bem os empréstimos de Deus. 

(Espírito André Luiz, “Conduta Espírita”, Xavier, F.C., FEB)

Profa. Lúcia Rocha
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Poesia - Meu Dia

Aos rubores da Aurora
o Sol me oferece
o meu dia,
folha em branco
pra eu desenhar minhas  vivências.

No escoar das horas,
riscos e rabiscos,
riso, choro, ilusões,
arrependimento, boas ações,
comemoração, cismas,
um mar de emoções.

Linhas tortas
minhas e dos outros,
passo a borracha pra que  virem coisas mortas.
Projeto ruas, pontes, passarelas,
ergo muros,  abro portas,
deixo a luz do amor entrar pelas janelas.

Meu trabalho tem valor,
meu destino eu que traço,
liberdade e suor,
paciência e persistência,
gosto do que eu faço,
a voz do lamento eu calo
com metas e sucesso
e firmo o pensamento.

Eu invento e reinvento,
me dou uma nova chance de ser feliz,
sou a pá e a mão na massa,  
só me  omito pra evitar conflito,    
gosto de  dizer “ainda bem que eu fiz...”

Meu dia, meu Presente, meu hoje,
meu inexorável  agora,
momento exato em que penso e existo
pra aprender a lição,
o Futuro será mera consequência,
do Passado trago as boas sementes,
base das novas etapas da minha existência.

Cada Sol, cada manhã,
admirável mundo novo em minhas mãos,  
tempo  Presente
que eu ganho com o meu dia
e que no entanto
se esvai minuto a minuto
ainda que eu lamente.

Pois somente no Presente,
esse tempo   tão fugaz,
é que acontece a caminhada,
é que acontece a vida,
razão e sensibilidade.

Lucia Rocha, 2013

A Doutrina Espírita e a Nomenclatura

Allan Kardec

Certas páginas na internet, assinadas por pessoas que se dizem espíritas, utilizam a nomenclatura do hinduísmo misturada com a nomenclatura de Allan Kardec e do Espírito André Luiz. A nomenclatura do hinduísmo é oriental, não pertence ao Espiritismo, uma doutrina ocidental. 

Misturar nomenclaturas faz uma confusão desnecessária na cabeça dos espíritas iniciantes, principalmente os jovens que, com raras exceções, mal conhecem os livros básicos da Doutrina e os primeiros livros do Espírito André Luiz. 

Uma forma de um espírita não misturar nomenclaturas é ler e estudar apenas as obras da Doutrina Espírita que são as de Allan Kardec e as dos Espíritos André Luiz e Emmanuel. Um espírita não lê obras de outras religiões para não plasmar (fixar) na memória do seu períspirito as  nomenclaturas estranhas ao Espiritismo, fazendo uma confusão desnecessária.   

Obviamente, pode-se ler os romances mediúnicos ditados por espíritos elevados a diversos médiuns responsáveis, pois esses não ferem a Doutrina Espírita. 

Contudo, as pessoas que gostam da nomenclatura oriental, que ajam de acordo com a sua consciência, pois têm seu livre arbítrio. Porém, André Luiz adverte: “A semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.”    

Uma exceção é a palavra “chacra” (do sânscrito, “roda de luz”), uma palavra oriental, que   André Luiz coloca em suas obras (a partir de “Nosso lar”) juntamente  dos seus sinônimos “centro de força”, “fulcro energético”,  “vórtice de energia”. 

Quem escreve  textos  que misturam a nomenclatura de outras religiões com a da Espiritismo, vai ter de responder por isso perante a Divina Providência, pois assim fere a Doutrina Espírita e ainda pode influenciar pessoas a adotar outra religião, fazendo-as sair do caminho que escolheram antes de encarnar. 

Conforme lemos nas diversas obras de André Luiz, cada religião mostra aos seus adeptos um ângulo da verdade  divina e de forma adequada ao  grau de evolução dos seus adeptos. Todas as religiões merecem o nosso respeito.

Vejamos a palavra de Calderaro, instrutor de André Luiz no plano espiritual superior: “As páginas da sabedoria hinduísta são escritos do ontem e a Boa-Nova de Jesus-Cristo é matéria do hoje, comparadas aos milênios vividos na jornada progressiva.” (André Luiz; Francisco Cândido Xavier, “No mundo Maior”, cap. 3, FEB.)

Palavras de Emmanuel

Nas “Perguntas e Respostas” do portal do Instituto André Luiz, o Espírito Emmanuel afirma que é errado dizer  expressões e palavras como “espiritismo kardecista”, “espírita kardecista” (o adepto do Espiritismo), “centro kardecista, “kardecismo”.  Emmanuel diz que o Espiritismo é uma doutrina dos Espíritos e não de Allan Kardec, que foi  o seu codificador. Mas, os Espíritos superiores, autores da Doutrina Espírita, autorizaram Kardec a assinar os livros da codificação como autor.

Está correta a expressão “codificação kardequiana”, como usa a FEB.  

Conclusão

A nomenclatura da Doutrina Espírita foi consagrada por Allan Kardec e pelas obras complementares de André Luiz e Emmanuel, psicografadas por Francisco Cândido Xavier.

Portanto, o correto é dizer que os adeptos do Espiritismo são os espíritas, que frequentam os centros espíritas e  estudam os livros da Doutrina Espírita, que são os livros de Allan Kardec, bem como os demais livros dos Espíritos Emmanuel e André Luiz. Segundo afirma a própria Federação Espírita Brasileira, a Doutrina Espírita é basicamente uma obra de educação. 

Certamente ao reencarnarmos, já sabíamos que viríamos para o Brasil com a grande possibilidade de nos tornarmos espíritas. A Doutrina Espírita é uma herança sagrada que nós, espíritas, devemos honrar, transmitindo-a em sua pureza aos nossos descendentes, principalmente pelo exemplo. Jovem, não jogue fora a oportunidade que Jesus lhe deu de conhecer o Espiritismo, foi você mesmo que a pediu e  recebeu por mérito ou por acréscimo da Divina Providência. E como diz André Luiz, é a mãe que, antes de encarnar, recebe a missão de colocar os filhos no caminho.   

Fontes: 

“O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec, FEB

“Nosso Lar” e “No Mundo Maior”; André Luiz; Francisco Cândido Xavier; FEB.

http://www.institutoandreluiz.org/

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://img1.liveinternet.ru/images/attach/c/4/82/692/82692891_allankardec.jpg