segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Dia 15 de Outubro

Anchieta

15 de outubro - Dia do Professor ! 

Ontem, o jovem noviço José de Anchieta deixou para trás a civilização europeia para vir educar os nossos singelos curumins. Na areia do rio Tietê, ele começou a sua escola. Glória a Anchieta, o primeiro professor do Brasil!  

Hoje, o pedagogo  é o primeiro professor de português. Paixão pela educação! Todo professor é um guardião da  língua pátria. Questão de brasilidade!   

Salve os professores! Brava gente brasileira!    

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: 

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Comemoração

Deusa grega da Vitória

Raquel Helena, a Iluminada.

Seu nome inscrito na Ordem dos Advogados do Brasil. Para sempre.

À mais jovem advogada brasileira, os louros da vitória!

 Alegria, alegria,
quanta  alegria!

Alegria, alegria,
quanta harmonia!

Sua mãe,
Lucia

Imagem:

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A História da Arte 8

A Europa católica, século XVII

A história da arte às vezes é descrita como a história de uma  sucessão de vários estilos. O estilo que sucedeu ao Renascimento ou Renascença é usualmente chamado barroco.  A palavra barroco foi empregada pelos críticos de um período ulterior que lutavam contra as tendências seiscentistas e queriam expô-las ao ridículo. Barroco, realmente significa absurdo ou grotesco, e era empregado por homens que insistiam em que as formas das construções clássicas jamais deveriam ser usadas ou combinadas senão da maneira adotada por gregos e romanos. 

Michelangelo Caravaggio, homem de temperamento impetuoso e irado era extremamente  suscetível à menor ofensa e até capaz de apunhalar um desafeto. Mas, sua obra seguiu rumos diferentes. Ele queria retratar a verdade tal como podia vê-la. Muitos achavam que ele não tinha o menor respeito pela tradição. Foi chamado de naturalista. Suas obras não perderam o arrojo por três séculos, desde que ele as criou. Assim,  no quadro de São Tomé um dos apóstolos enfia o dedo na ferida de Jesus. As pessoas achavam esse retrato ultrajante. Mas, ele leu detidamente a Bíblia para retratar seus personagens. Ele trabalhou em Roma que então era o centro cultural. 

Guido Reni pintou “Aurora” com as Horas, moças que dançavam precedidas pela figura de uma criança com um archote, a Estrela matutina. Ele faz lembrar Rafael em seus afrescos na Farnesina. 

Aurora, Guido Reni  

O maior dos mestres “acadêmicos” foi Nicolas Poussin (2594-1665) que fez de Roma sua cidade adotiva. Ele estudou as estátuas clássicas com fervoroso empenho para fazer suas pinturas como Et in Arcadia ego (E na Arcádia estou). 

Et in Arcadia ego, Poussin

O flamengo Peter Paul Rubens chegou a Roma em 1600, aos 23 anos. Rubens admirava as pinturas de histórias e mitos de Carracci e admirava o naturalismo de Caravaggio. Há mais movimento,  luz e cores em seu quadro do que em qualquer dos anteriores como em “Virgem e  Menino entronizados com santos” 

Virgem e Menino entronizados com santos, Rubens

Cabeça de Clara Serena, Rubens

Clara Serena era a filha do artista. Entre os principais discípulos de Rubens e seu ajudante estava o mais independente, Anthony van Dyck (1599-1641). Ele pintou depois a aristocracia inglesa como “Lord John e Lord Bernard Stuart.

Lord John e Lord Bernard Stuart, Van Dyck

Rubens conheceu o espanhol Diego Velasquez. Este estudara o naturalismo das obras de Caravaggio através de copiadores. A conselho de Rubens, Velasquez foi a Roma estudar as pinturas dos grandes mestres, mas logo regressou a Madri. Sua principal tarefa era pintar retratos do rei Filipe IV e dos membros da família real.  Essas pessoas eram feias e se vestiam de modo complicado. Mas, Velzasquez transformou esses retratos nas obras mais fascinantes que o mundo já viu, como num passe de mágica. Tinha estudado a técnica de pincel de Rubens e Ticiano. Ninguém pode deixar de ver sua obra prima que é o retrato do Papa Inocêncio X no Palazzo Doria Pamphili.

Papa Inocêncio X, Velasquez  

No quadro “Las meninas”, vemos o próprio Velasquez trabalhando numa tela enorme. O espelho da parede do fundo reflete as figuras do Rei e da Rainha que estão posando para o retrato. A menina da frente, Marguerita, é a filha do régio casal, ladeada por duas damas de honra, uma delas servindo-lhe um lanche, enquanto a outra faz uma reverência ao casal real. Os dois anões (a mulher feia e o homem com o cão), a corte os  mantinha para divertir-se. Os austeros adultos do fundo parecem zelar pela boa conduta dos visitantes. 
(Continua)

Las meninas, Velasquez

Fonte:

Gombrich, E.H., A História da Arte, Rio de Janeiro, KLTC, 2009

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

http://d1b5cmcvdw4fcj.cloudfront.net/wp-content/uploads/2013/03/aurora-guido-reni.jpg

https://itibancomics.files.wordpress.com/2015/10/poussin_1638_arcadian-shepherds.jpg

http://images.niceartgallery.com/image/data/254/254346.jpg

http://images.zeno.org/Kunstwerke/I/big/48m0018a.jpg

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/2/2f/Sir-Anthony-van-Dyck-Lord-John-Stuart-and-His-Brother-Lord-Bernard-Stuart.jpg

https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7f/Retrato_del_Papa_Inocencio_X._Roma,_by_Diego_Vel%C3%A1zquez.jpg

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LIBRAS nos Hospitais de São Paulo

Hospitais de São Paulo vão ter gente treinada para traduzir a LIBRAS, a Língua Brasileira de Sinais para os surdos. 

A cidade tem 120 mil surdos que terão essa ajuda nos hospitais para fazerem consultas, é o que  explica a repórter Neide Duarte do Jornal Nacional.

A médica urologista Sylvia Marzano disse para a repórter que é muito bom contar com alguém que possa ajudar na consulta. 

A aula de Libras, que  é oferecida pelo Centro de Tecnologia e Inclusão, é para quem trabalha em lugares públicos e que eventualmente pode atender um dos surdos que vivem na cidade de São Paulo. Essa foi a terceira semana de aula e o curso já tem fila de espera.

Fonte:  

http://diariodosurdo.com.br/2015/10/hospitais-de-sp-vao-ter-gente-treinada-para-traduzir-a-libras/

Profa. Lúcia Rocha

As Emoções

(Ao meu querido filho Marcus Vinicius por seus feitos admiráveis, motivo de grande orgulho para mim. )

A  emoção suave faz a alma vibrar
de felicidade
e tudo são flores,
e tudo são amores.

Cedinho a nossa emoção menina
sai de dentro da gente
pra encontrar com outra emoção menina
e as duas  juntinhas
em translúcida alegria
dançam, cantam,
brincam esvoaçantes
fazendo o mundo mais feliz.

Às vezes uma emoção que passa ao lado
pode num ímpeto arrastar
a nossa emoção ingênua
pra beira do abismo do buraco fundo do fim do mundo
aonde não existe luz,
aonde não existe um mísero segundo de paz.

Ainda bem que de repente uma emoção abençoada
surge de dentro da gente
e com todo o amor
faz a emoção desequilibrada
voltar depressa arrependida
da beira do abismo do buraco fundo do fim do mundo
pra de novo sentir a paz,
pra de novo sentir a luz
do  nosso amado Mestre Jesus,
Sol esplendoroso de manhã primaveril.

(Poesia de Lucia Rocha, 2015)

História - Antiguidade

História Geral – Antiguidade

O Período da História conhecido como Idade Antiga, ou Antiguidade, foi o momento em que surgiram as primeiras civilizações no globo terrestre. Esse período vai desde a invenção da escrita, pelos sumérios, por volta de 4.000 a.C. até o ano de 453 d.C., data da queda do Império Romano do Ocidente. 

Dentro da Antiguidade há uma divisão didática: a Antiguidade Oriental e a Antiguidade Clássica. A Antiguidade Oriental abrange o Egito Antigo, a Mesopotâmia, o povo Hebreu,  os fenícios, os persas, os chineses, os hindus, os cretenses e os macedônios.  A Antiguidade Clássica abrange a Grécia e Roma. 

No nosso estudo não vamos abordar a Antiguidade Oriental, pois, o programa de História do Vestibular da Unicamp começa com as civilizações da Antiguidade Clássica: Grécia e Roma e seus legados culturais (filosofia, arte e direito), conforme o estabelecido no Manual do Candidato- Vestibular Unicamp 2015, p.35.

A Civilização Grega


A Civilização Grega desenvolveu-se a partir de 800 a.C. e viveu o seu auge no chamado período clássico, entre 500 e 300 a.C. Os gregos  ocupavam uma península banhada pelo mar Jônico, o mar Egeu e o mar Mediterrâneo desde o século XX a.C.   

O primeiro passo para compreender a civilização grega é saber como eles próprios se compreendiam. Os gregos viviam em cidades-estados independentes, cujo  conjunto formava a Hélade. Eles eram conhecidos como helenos. As cidades-estados eram conhecidas como póleis (plural de “pólis”, palavra da qual deriva o termo “política”).

As principais cidades formadas na Hélade foram Atenas e Esparta. Cada cidade possuía características próprias, desde a forma de governo até o padrão militar. O que as unificava eram os aspectos culturais, como a língua, cujo alfabeto foi desenvolvido no Período Arcaico. 

O período de formação da pólis grega é conhecido como Período Arcaico e compreende uma extensão de dois séculos, indo de 800 a 500 a.C.  Nesse período destaca-se o poeta Homero cujos poemas foram importantes na educação, pois exaltavam a virtude e o heroísmo a serem seguidos. Homero escreveu dois poemas épicos: a Iliada e a Odisseia. 

A Iliada é o trabalho mais antigo e mais extenso da literatura ocidental e um dos mais importantes  que chegaram aos nossos dias,  escrita por Homero no século VII a.C. A Iliada é um poema épico que  narra o período de pouco mais de 50 dias do último ano da Guerra de Troia com a ira de Aquiles. 

A Odisseia relata o regresso de Odisseu (nome grego de Ulisses), rei de Ítaca, herói da Guerra de Troia e que dá nome à obra. Ulisses leva dez anos para voltar à terra natal, Ítaca, justamente o tempo que durou a Guerra. A Odisseia foi a segunda obra da literatura ocidental e uma das mais importantes da literatura mundial que chegaram aos nossos dias e até hoje editada com sucesso por diversos autores da literatura juvenil,  como “Ruth Rocha conta a Odisseia”.

As póleis formadas na Grécia não só determinaram a presença de um tipo de organização demográfica como permitia aos gregos o debate para a elaboração e transformação das leis que regiam o seu cotidiano. Assim, a política no mundo antigo não se restringia às antigas tradições orais ou à simples autoridade de um governante maior.

Por isso,  a democracia se tornou um instituição política possível entre os gregos. No sistema democrático, mesmo que excludente naquela época, o comportamento político e a concepção jurídica se assentavam  na reflexão sobre o modo como a sociedade se organizava.

Nasce a Filosofia

A partir do final do século VII a.C., os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação mítica da realidade. O processo de criação e desenvolvimento de técnicas levou ao questionamento a respeito do universo.  Por isso, alguns historiadores da Filosofia, como Marilena Chauí e Maria Lúcia Aranha, concordam que foi entre o final do século VII a.C. e o VI a.C. foi que surgiu a Filosofia. A palavra “filosofia” é atribuída a Pitágoras por Cicero e Diógenes. 

Para Aristóteles, Tales (de Mileto) foi  o iniciador do pensamento filosófico que se distingue do mito. No entanto, o pensamento mítico, embora sem a função de explicar a realidade, ainda ecoa em obras filosóficas, como as de Platão, dos neoplatônicos e dos pitagóricos, que vieram antes de Aristóteles.

Para a história da filosofia ocidental, o filósofo Sócrates tem grande importância. A forma como ele entendia a atividade de filosofar e a sua investigação a respeito do homem apresentam uma inovação em relação aos outros filósofos, entre eles Tales e Pitágoras, que ainda tinham como centro de seus pensamentos a preocupação a respeito da origem do universo e outras questões relativas à natureza.

O filósofo Sócrates disse: ”Conhece-te a ti mesmo”. Os filósofos gregos que vieram antes de Sócrates são chamados de “pré-socráticos”. Os filósofos gregos que vieram depois de Sócrates, e alguns foram seus alunos, como Platão, são chamados de “pós-socráticos”. Platão foi professor de Aristóteles.  

O auge da Grécia antiga

A partir de 500 a.C., teve início o Período Clássico, auge da Civilização grega que foi até 300 a.C. Nesse período ocorreu o desenvolvimento do sistema filosófico de Sócrates, Platão e Aristóteles; do teatro, com grandes dramaturgos, como Eurípedes, Sófocles e Aristófanes; das chamadas Guerras Médicas, ou Guerras Greco-Persas, travadas contra os persas; e da rivalidade entre Atenas e Esparta com a formação das Ligas do Peloponeso e de Delos, cujo desfecho foi a Guerra do Peloponeso.

Alexandre Magno e o helenismo

Por volta das últimas décadas do século IV a.C., as cidades-Estado gregas enfrentaram sérias dificuldades para superar as perdas causadas a partir da deflagração da Guerra do Peloponeso. Além das perdas humanas e econômicas, a extensão dos conflitos prejudicou seriamente o contingente militar que protegeria a Grécia de uma possível invasão estrangeira. Não por acaso, os macedônios, então comandados pelo rei Filipe II, aproveitaram da situação para ocupar a Península Balcânica.

Para conseguir tal feito, o rei Filipe II alimentou a rivalidade das cidades-Estado gregas enquanto ganhava tempo para organizar uma poderosa força militar. Em 338 a.C., empreendeu a invasão ao território grego ao abater as tropas atenienses e tebanas na Batalha de Queroneia. Apesar do primeiro êxito, Filipe II morreu assassinado em 336 a.C.. Com isso, teve que deixar o processo final de dominação dos gregos a cargo de seu filho Alexandre, O Grande.

Educado pelo filósofo grego Aristóteles, Alexandre teve uma formação que o permitiu conhecer profundamente os vários traços da cultura grega. Contudo, para chegar ao poder, teve que assassinar os irmãos com os quais disputava o trono. Depois disso, enfrentou a rebelião de várias cidades-Estado gregas que não aceitavam o processo de dominação macedônico. 

Logo em seguida, passou astutamente a se intitular como libertador dos gregos ao empreender uma guerra que daria fim à presença dos persas na Ásia Menor.

A Guerra do Peloponeso terminou em 338 a.C. com a Macedônia dominando as cidades gregas. 

Esse domínio fez parte do império comandado por Alexandre, o Grande, rei da Macedônia. O império de Alexandre ocupou uma vasta extensão, indo do sul da Europa à Índia, e levando consigo as bases da cultura grega.  A expansão da cultura grega pelo mundo através das conquistas de Alexandre, que formaram  o Império Macedônico, ficou conhecida como helenismo.  

Alexandre Magno

Entre outras ações que marcam a consolidação do helenismo, podemos destacar o casamento de Alexandre com a princesa da Pérsia. Após desposá-la, cerca de dez mil soldados macedônios também se casaram com mulheres de descendência persa. Além disso, o imperador também permitia a construção de teatros, museus e bibliotecas que teriam a função de preservar e difundir os valores das culturas grega, egípcia e persa.

Tal política de integração cultural fez com que vários ramos do conhecimento fossem ricamente desenvolvidos durante esse período. A biblioteca da cidade egípcia de Alexandria, por exemplo, mantinha cerca de 400 mil obras literárias em seu acervo. A arquitetura foi marcada pela construção de suntuosos templos em homenagem a diversas divindades. Concomitantemente, os campos da Filosofia, da Geometria e da Matemática também observaram um expressivo avanço.

Império Macedônio de Alexandre Magno

Com a morte de Alexandre, o seu grandioso império foi dividido em três grandes reinos: o reino da Macedônia, que englobava toda a Grécia; o reino da Síria, compreendido entre a Ásia Menor, a Mesopotâmia e a Síria; e o reino do Egito, composto pela região nordeste da África, uma porção da Palestina e algumas regiões da Arábia.

Essa divisão política acabou permitindo que os romanos, entre os séculos II e I a.C., dominassem todos estes reinos. Vários traços da cultura grega acabaram sendo absorvidos nesse novo processo de dominação. Dessa forma, a civilização grega vivenciou a última etapa da sua história na Antiguidade. 

(Continua) 

Por Rainer Sousa 
Mestre em História

Fontes:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/idade-antiga.htm

http://www.mundoeducacao.com/filosofia/origem-filosofia.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/filosofia-democracia.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/periodo-helenistico.htm

http://www.infoescola.com/artes/arte-grega/

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/civilizacao-grega.htm

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Allan Kardec

Allan Kardec

No dia 3 de outubro, os espíritas comemoraram o aniversário do nascimento de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo ou Doutrina Espírita.

História

Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, na França , em 3 de outubro de 1804.  Foi aluno da escola do pedagogo suíço Pestalozzi. Sua família era católica. Formou-se pedagogo, falava diversas línguas. Na juventude organizou gratuitamente, em sua própria casa, cursos de Química, Matemática, Francês e outras disciplinas, pois gostava muito de ensinar. Foi casado com  a professora Amélie Boudet, mas não tiveram filhos. Ela era nove anos mais velha que ele, mas parecia dez anos mais nova.

No livro “O que é o Espiritismo”, de Allan Kardec,  lemos:

“Uma noite, seu Espírito protetor, Z., deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando, ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. Ele se chamava, então, Allan Kardec, e, como a amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, prometia-lhe esse Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo.” (Allan Kardec, “O que é o Espiritismo”, FEB, p. 19.) (http://www.sej.org.br/livros/oe.pdf)

Rivail estava para publicar, em Paris, “O Livro dos Espíritos”, obra ditada pelos espíritos superiores a diversos médiuns no mundo inteiro e organizada por ele. Então,  Hippolyte resolveu usar o pseudônimo de Allan Kardec conforme a revelação espiritual que lhe havia sido feita. Isto era principalmente para não se confundir com as obras científicas que ele já havia pulicado. 

A primeira edição de “O Livro dos Espíritos” foi queimada em praça pública, em Paris, mas Kardec não esmoreceu.  A segunda edição foi publicada em 18 de abril de 1857, em Paris. Com a publicação dessa obra, Allan Kardec fundou o Espiritismo.

Na folha de rosto de “O Evangelho segundo o Espiritismo”,  lemos o seu lema:  “Fé inabalável só o é aquela que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da Humanidade.” Sua frase importante: “Fora da caridade não há salvação.” 

Kardec publicou o pentateuco espírita, as cinco obras da codificação  da Doutrina Espírita: “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos médiuns”, “O Evangelho segundo o Espiritismo”, “O céu e o inferno” e “A gênese”. 

Kardec assinou como autor as obras do pentateuco espírita por ordem dos espíritos superiores, os  autores da Doutrina Espírita.  Ele foi o codificador do Espiritismo ou Doutrina Espírita, que tem um tríplice aspecto: é a um só tempo uma religião, uma ciência e uma filosofia. 

Foram os espíritos superiores, autores do Espiritismo, que deram a ele o nome de “doutrina” conforme está no final de Prolegômenos de “O Livro dos Espíritos”.  Em Nota Explicativa, ao final de “O Livro dos Espíritos”, p. 605, a Editora da Federação Espírita Brasileira (FEB) usa a expressão “Doutrina Espírita”.   

Allan Kardec faleceu em 31 de março de 1869, aos 65 anos, vítima de um aneurisma cerebral. Ele escreveu ainda, em vida,  “O que é o Espiritismo”, obra que não pertence à codificação da doutrina.  

Após o seu desencarne, seus amigos publicaram “Obras Póstumas”, dando-lhe a autoria. Essa obra contém os últimos textos pessoais de Allan Kardec, bem como diversas mensagens de espíritos superiores psicografadas por diversos médiuns. Essa obra não pertence à codificação da doutrina. 

Fonte: 
Revista Espírita, 1969, Paris, in Obras Póstumas, Allan Kardec, FEB, p.17 

http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/139.pdf

Profa. Lúcia Rocha

Imagem:

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