segunda-feira, 19 de outubro de 2015

As Emoções

(Ao meu querido filho Marcus Vinicius por seus feitos admiráveis, motivo de grande orgulho para mim. )

A  emoção suave faz a alma vibrar
de felicidade
e tudo são flores,
e tudo são amores.

Cedinho a nossa emoção menina
sai de dentro da gente
pra encontrar com outra emoção menina
e as duas  juntinhas
em translúcida alegria
dançam, cantam,
brincam esvoaçantes
fazendo o mundo mais feliz.

Às vezes uma emoção que passa ao lado
pode num ímpeto arrastar
a nossa emoção ingênua
pra beira do abismo do buraco fundo do fim do mundo
aonde não existe luz,
aonde não existe um mísero segundo de paz.

Ainda bem que de repente uma emoção abençoada
surge de dentro da gente
e com todo o amor
faz a emoção desequilibrada
voltar depressa arrependida
da beira do abismo do buraco fundo do fim do mundo
pra de novo sentir a paz,
pra de novo sentir a luz
do  nosso amado Mestre Jesus,
Sol esplendoroso de manhã primaveril.

(Poesia de Lucia Rocha, 2015)

História - Antiguidade

História Geral – Antiguidade

O Período da História conhecido como Idade Antiga, ou Antiguidade, foi o momento em que surgiram as primeiras civilizações no globo terrestre. Esse período vai desde a invenção da escrita, pelos sumérios, por volta de 4.000 a.C. até o ano de 453 d.C., data da queda do Império Romano do Ocidente. 

Dentro da Antiguidade há uma divisão didática: a Antiguidade Oriental e a Antiguidade Clássica. A Antiguidade Oriental abrange o Egito Antigo, a Mesopotâmia, o povo Hebreu,  os fenícios, os persas, os chineses, os hindus, os cretenses e os macedônios.  A Antiguidade Clássica abrange a Grécia e Roma. 

No nosso estudo não vamos abordar a Antiguidade Oriental, pois, o programa de História do Vestibular da Unicamp começa com as civilizações da Antiguidade Clássica: Grécia e Roma e seus legados culturais (filosofia, arte e direito), conforme o estabelecido no Manual do Candidato- Vestibular Unicamp 2015, p.35.

A Civilização Grega


A Civilização Grega desenvolveu-se a partir de 800 a.C. e viveu o seu auge no chamado período clássico, entre 500 e 300 a.C. Os gregos  ocupavam uma península banhada pelo mar Jônico, o mar Egeu e o mar Mediterrâneo desde o século XX a.C.   

O primeiro passo para compreender a civilização grega é saber como eles próprios se compreendiam. Os gregos viviam em cidades-estados independentes, cujo  conjunto formava a Hélade. Eles eram conhecidos como helenos. As cidades-estados eram conhecidas como póleis (plural de “pólis”, palavra da qual deriva o termo “política”).

As principais cidades formadas na Hélade foram Atenas e Esparta. Cada cidade possuía características próprias, desde a forma de governo até o padrão militar. O que as unificava eram os aspectos culturais, como a língua, cujo alfabeto foi desenvolvido no Período Arcaico. 

O período de formação da pólis grega é conhecido como Período Arcaico e compreende uma extensão de dois séculos, indo de 800 a 500 a.C.  Nesse período destaca-se o poeta Homero cujos poemas foram importantes na educação, pois exaltavam a virtude e o heroísmo a serem seguidos. Homero escreveu dois poemas épicos: a Iliada e a Odisseia. 

A Iliada é o trabalho mais antigo e mais extenso da literatura ocidental e um dos mais importantes  que chegaram aos nossos dias,  escrita por Homero no século VII a.C. A Iliada é um poema épico que  narra o período de pouco mais de 50 dias do último ano da Guerra de Troia com a ira de Aquiles. 

A Odisseia relata o regresso de Odisseu (nome grego de Ulisses), rei de Ítaca, herói da Guerra de Troia e que dá nome à obra. Ulisses leva dez anos para voltar à terra natal, Ítaca, justamente o tempo que durou a Guerra. A Odisseia foi a segunda obra da literatura ocidental e uma das mais importantes da literatura mundial que chegaram aos nossos dias e até hoje editada com sucesso por diversos autores da literatura juvenil,  como “Ruth Rocha conta a Odisseia”.

As póleis formadas na Grécia não só determinaram a presença de um tipo de organização demográfica como permitia aos gregos o debate para a elaboração e transformação das leis que regiam o seu cotidiano. Assim, a política no mundo antigo não se restringia às antigas tradições orais ou à simples autoridade de um governante maior.

Por isso,  a democracia se tornou um instituição política possível entre os gregos. No sistema democrático, mesmo que excludente naquela época, o comportamento político e a concepção jurídica se assentavam  na reflexão sobre o modo como a sociedade se organizava.

Nasce a Filosofia

A partir do final do século VII a.C., os homens e as mulheres não se satisfaziam mais com uma explicação mítica da realidade. O processo de criação e desenvolvimento de técnicas levou ao questionamento a respeito do universo.  Por isso, alguns historiadores da Filosofia, como Marilena Chauí e Maria Lúcia Aranha, concordam que foi entre o final do século VII a.C. e o VI a.C. foi que surgiu a Filosofia. A palavra “filosofia” é atribuída a Pitágoras por Cicero e Diógenes. 

Para Aristóteles, Tales (de Mileto) foi  o iniciador do pensamento filosófico que se distingue do mito. No entanto, o pensamento mítico, embora sem a função de explicar a realidade, ainda ecoa em obras filosóficas, como as de Platão, dos neoplatônicos e dos pitagóricos, que vieram antes de Aristóteles.

Para a história da filosofia ocidental, o filósofo Sócrates tem grande importância. A forma como ele entendia a atividade de filosofar e a sua investigação a respeito do homem apresentam uma inovação em relação aos outros filósofos, entre eles Tales e Pitágoras, que ainda tinham como centro de seus pensamentos a preocupação a respeito da origem do universo e outras questões relativas à natureza.

O filósofo Sócrates disse: ”Conhece-te a ti mesmo”. Os filósofos gregos que vieram antes de Sócrates são chamados de “pré-socráticos”. Os filósofos gregos que vieram depois de Sócrates, e alguns foram seus alunos, como Platão, são chamados de “pós-socráticos”. Platão foi professor de Aristóteles.  

O auge da Grécia antiga

A partir de 500 a.C., teve início o Período Clássico, auge da Civilização grega que foi até 300 a.C. Nesse período ocorreu o desenvolvimento do sistema filosófico de Sócrates, Platão e Aristóteles; do teatro, com grandes dramaturgos, como Eurípedes, Sófocles e Aristófanes; das chamadas Guerras Médicas, ou Guerras Greco-Persas, travadas contra os persas; e da rivalidade entre Atenas e Esparta com a formação das Ligas do Peloponeso e de Delos, cujo desfecho foi a Guerra do Peloponeso.

Alexandre Magno e o helenismo

Por volta das últimas décadas do século IV a.C., as cidades-Estado gregas enfrentaram sérias dificuldades para superar as perdas causadas a partir da deflagração da Guerra do Peloponeso. Além das perdas humanas e econômicas, a extensão dos conflitos prejudicou seriamente o contingente militar que protegeria a Grécia de uma possível invasão estrangeira. Não por acaso, os macedônios, então comandados pelo rei Filipe II, aproveitaram da situação para ocupar a Península Balcânica.

Para conseguir tal feito, o rei Filipe II alimentou a rivalidade das cidades-Estado gregas enquanto ganhava tempo para organizar uma poderosa força militar. Em 338 a.C., empreendeu a invasão ao território grego ao abater as tropas atenienses e tebanas na Batalha de Queroneia. Apesar do primeiro êxito, Filipe II morreu assassinado em 336 a.C.. Com isso, teve que deixar o processo final de dominação dos gregos a cargo de seu filho Alexandre, O Grande.

Educado pelo filósofo grego Aristóteles, Alexandre teve uma formação que o permitiu conhecer profundamente os vários traços da cultura grega. Contudo, para chegar ao poder, teve que assassinar os irmãos com os quais disputava o trono. Depois disso, enfrentou a rebelião de várias cidades-Estado gregas que não aceitavam o processo de dominação macedônico. 

Logo em seguida, passou astutamente a se intitular como libertador dos gregos ao empreender uma guerra que daria fim à presença dos persas na Ásia Menor.

A Guerra do Peloponeso terminou em 338 a.C. com a Macedônia dominando as cidades gregas. 

Esse domínio fez parte do império comandado por Alexandre, o Grande, rei da Macedônia. O império de Alexandre ocupou uma vasta extensão, indo do sul da Europa à Índia, e levando consigo as bases da cultura grega.  A expansão da cultura grega pelo mundo através das conquistas de Alexandre, que formaram  o Império Macedônico, ficou conhecida como helenismo.  

Alexandre Magno

Entre outras ações que marcam a consolidação do helenismo, podemos destacar o casamento de Alexandre com a princesa da Pérsia. Após desposá-la, cerca de dez mil soldados macedônios também se casaram com mulheres de descendência persa. Além disso, o imperador também permitia a construção de teatros, museus e bibliotecas que teriam a função de preservar e difundir os valores das culturas grega, egípcia e persa.

Tal política de integração cultural fez com que vários ramos do conhecimento fossem ricamente desenvolvidos durante esse período. A biblioteca da cidade egípcia de Alexandria, por exemplo, mantinha cerca de 400 mil obras literárias em seu acervo. A arquitetura foi marcada pela construção de suntuosos templos em homenagem a diversas divindades. Concomitantemente, os campos da Filosofia, da Geometria e da Matemática também observaram um expressivo avanço.

Império Macedônio de Alexandre Magno

Com a morte de Alexandre, o seu grandioso império foi dividido em três grandes reinos: o reino da Macedônia, que englobava toda a Grécia; o reino da Síria, compreendido entre a Ásia Menor, a Mesopotâmia e a Síria; e o reino do Egito, composto pela região nordeste da África, uma porção da Palestina e algumas regiões da Arábia.

Essa divisão política acabou permitindo que os romanos, entre os séculos II e I a.C., dominassem todos estes reinos. Vários traços da cultura grega acabaram sendo absorvidos nesse novo processo de dominação. Dessa forma, a civilização grega vivenciou a última etapa da sua história na Antiguidade. 

(Continua) 

Por Rainer Sousa 
Mestre em História

Fontes:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/idade-antiga.htm

http://www.mundoeducacao.com/filosofia/origem-filosofia.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/filosofia-democracia.htm

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/periodo-helenistico.htm

http://www.infoescola.com/artes/arte-grega/

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/civilizacao-grega.htm

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Allan Kardec

Allan Kardec

No dia 3 de outubro, os espíritas comemoraram o aniversário do nascimento de Allan Kardec, o codificador do Espiritismo ou Doutrina Espírita.

História

Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, na França , em 3 de outubro de 1804.  Foi aluno da escola do pedagogo suíço Pestalozzi. Sua família era católica. Formou-se pedagogo, falava diversas línguas. Na juventude organizou gratuitamente, em sua própria casa, cursos de Química, Matemática, Francês e outras disciplinas, pois gostava muito de ensinar. Foi casado com  a professora Amélie Boudet, mas não tiveram filhos. Ela era nove anos mais velha que ele, mas parecia dez anos mais nova.

No livro “O que é o Espiritismo”, de Allan Kardec,  lemos:

“Uma noite, seu Espírito protetor, Z., deu-lhe, por um médium, uma comunicação toda pessoal, na qual lhe dizia, entre outras coisas, tê-lo conhecido em uma precedente existência, quando, ao tempo dos Druidas, viviam juntos nas Gálias. Ele se chamava, então, Allan Kardec, e, como a amizade que lhe havia votado só fazia aumentar, prometia-lhe esse Espírito secundá-lo na tarefa muito importante a que ele era chamado, e que facilmente levaria a termo.” (Allan Kardec, “O que é o Espiritismo”, FEB, p. 19.) (http://www.sej.org.br/livros/oe.pdf)

Rivail estava para publicar, em Paris, “O Livro dos Espíritos”, obra ditada pelos espíritos superiores a diversos médiuns no mundo inteiro e organizada por ele. Então,  Hippolyte resolveu usar o pseudônimo de Allan Kardec conforme a revelação espiritual que lhe havia sido feita. Isto era principalmente para não se confundir com as obras científicas que ele já havia pulicado. 

A primeira edição de “O Livro dos Espíritos” foi queimada em praça pública, em Paris, mas Kardec não esmoreceu.  A segunda edição foi publicada em 18 de abril de 1857, em Paris. Com a publicação dessa obra, Allan Kardec fundou o Espiritismo.

Na folha de rosto de “O Evangelho segundo o Espiritismo”,  lemos o seu lema:  “Fé inabalável só o é aquela que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da Humanidade.” Sua frase importante: “Fora da caridade não há salvação.” 

Kardec publicou o pentateuco espírita, as cinco obras da codificação  da Doutrina Espírita: “O Livro dos Espíritos”, “O Livro dos médiuns”, “O Evangelho segundo o Espiritismo”, “O céu e o inferno” e “A gênese”. 

Kardec assinou como autor as obras do pentateuco espírita por ordem dos espíritos superiores, os  autores da Doutrina Espírita.  Ele foi o codificador do Espiritismo ou Doutrina Espírita, que tem um tríplice aspecto: é a um só tempo uma religião, uma ciência e uma filosofia. 

Foram os espíritos superiores, autores do Espiritismo, que deram a ele o nome de “doutrina” conforme está no final de Prolegômenos de “O Livro dos Espíritos”.  Em Nota Explicativa, ao final de “O Livro dos Espíritos”, p. 605, a Editora da Federação Espírita Brasileira (FEB) usa a expressão “Doutrina Espírita”.   

Allan Kardec faleceu em 31 de março de 1869, aos 65 anos, vítima de um aneurisma cerebral. Ele escreveu ainda, em vida,  “O que é o Espiritismo”, obra que não pertence à codificação da doutrina.  

Após o seu desencarne, seus amigos publicaram “Obras Póstumas”, dando-lhe a autoria. Essa obra contém os últimos textos pessoais de Allan Kardec, bem como diversas mensagens de espíritos superiores psicografadas por diversos médiuns. Essa obra não pertence à codificação da doutrina. 

Fonte: 
Revista Espírita, 1969, Paris, in Obras Póstumas, Allan Kardec, FEB, p.17 

http://www.febnet.org.br/wp-content/uploads/2012/07/139.pdf

Profa. Lúcia Rocha

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segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Meditação XXX - A Prece

Pingu

“Quando nada mais  resta a fazer, ainda resta a prece, a mais poderosa ligação entre o Criador e a criatura.”
Espírito André Luiz  (“Obreiros da vida eterna”, Xavier, F., C., FEB) 

Nota de Lucia Rocha: A prece é uma ligação com Deus pelo pensamento.Muitas vezes, deixar as palavras de lado e elevar o pensamento a Deus já é uma prece sincera. Basta pensar em Deus.  Deus sabe do que necessitamos. E o nosso pedido será atendido na hora certa.     

Profa. Lucia Rocha

Imagem: http://img.slusham.com/pingu_4.jpg


História do Brasil - A "Constituição Cidadã"

Ulisses Guimarães 

A Constituição da República Federativa do Brasil  completa 27 anos em 5 de outubro de 2015. É a Constituição de 1988, chamada “Constituição cidadã”. 

A Constituição de 1988

A atual Constituição brasileira é a sétima desde a Independência. Ela surgiu após uma sequência  de fatos históricos  importantes. 

Em abril de 1984, e com a intensificação da luta pela redemocratização, surgiu o movimento civil  chamado “Diretas já”, que reivindicava  eleições diretas para Presidente. Faziam parte do movimento personalidades como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Fernando Henrique Cardoso, Mario Covas, Luiz Inácio Lula da Silva, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Franco Montoro, Eduardo Suplicy e outros intelectuais. Ulysses Guimarães foi chamado “Senhor Diretas”. 

A cantora paraense Fafá de Belém participou ativa e gratuitamente do movimento tendo sido considerada a “Musa das Diretas”, trajando camiseta amarela e cantando com sua bela voz nos palanques dos comícios o Hino Nacional Brasileiro de forma lenta e original,  atitude  que foi contestada pela justiça, mas aclamada pelo povo, pois cantando ela emocionava a massa, incitando-a pelas eleições diretas. 

O “Diretas já” foi uma série de comícios realizados nas principais cidades brasileiras entre março de 1983 e abril de 1984.  A televisão mostrou.    

O movimento conquistou uma vitória parcial, pois  em 15 janeiro de 1985, Tancredo Neves, que apoiava a democracia,  foi eleito presidente, de forma indireta, pelo Colégio Eleitoral. Era o primeiro presidente civil desde a ditadura. 

Mas, ele não chegou a tomar posse, pois faleceu.  Assumiu o vice-Presidente José Sarney que, embora tenha sido aliado dos militares, deu continuidade ao processo de redemocratização. 

Em novembro de 1986, foram realizadas eleições gerais diretas para os poderes  Executivo e Legislativo.  Em 1° de fevereiro de 1987, os membros do Congresso Nacional  (Câmara dos Deputados e Senado Federal) foram convocados para formar a Assembleia Nacional Constituinte que deveria elaborar uma nova Constituição. Num total de 559 constituintes, entre deputados e senadores,  os intelectuais concluíram o documento em 2 de setembro de 1988. 

O texto foi aprovado em dois turnos de votação, pela maioria absoluta da Assembleia Nacional Constituinte,  o que ocorreu em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição da República Federativa do Brasil. 

Entre as conquistas trazidas pela nova Carta Magna, destacam-se a retomada dos direitos sociais (que haviam sido tirados do povo pela Constituição anterior, a  de 1967, da ditadura militar), o restabelecimento das eleições diretas para  presidente da república, governadores de estados e prefeitos municipais, o direito de voto  para os analfabetos, o fim da censura aos meios de comunicação, obras de arte, músicas, filmes, teatro e similares. É a Constituição brasileira mais completa. Esta Constituição está vigente até hoje. 

Para saber mais: 

Pinho, Rodrigo Cesar Rebello, Teoria Geral da Constituição e Direitos Fundamentais, São Paulo, Saraiva, 2007, (Coleção Sinopses Jurídicas, vol. 17)

Assembleia Nacional Constituinte

A “Constituição Cidadã’’

Em 5 de outubro de 1988, no Congresso Nacional, em Brasília, o deputado Ulysses Guimarães, que presidia a Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a nova Constituição Federal, anunciou:

“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil.” (...)  “Essa será a Constituição cidadã porque recuperará como cidadãos milhões de brasileiros, vítimas da pior das discriminações: a miséria. [...]. O povo nos mandou aqui para fazê-la, não para ter medo. Viva a Constituição de 1988! Viva a vida que ela vai defender e semear!".

Com essas palavras, o deputado Ulysses Guimarães encerrou os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, que ele presidia. Estava, assim, entregue ao povo a nossa nova Carta Magna.

Nota de Lucia Rocha 1: Ulysses Guimarães presidiu a Assembleia Nacional Constituinte com o sacrifício da própria saúde, pois durante o período da elaboração da Carta Magna ele, já de idade avançada,  esteve doente por várias vezes. Mas, ele permaneceu fiel ao compromisso até o fim. Foi o que a televisão mostrou, eu vi. Seu nome permanecerá na História do Brasil como o principal mentor da “Constituição cidadã”.   

Nota 2: Em outubro de 1992, quatro anos depois de promulgar a nova Constituição, o deputado Ulysses Guimarães com sua esposa e um casal de amigos tomaram um helicóptero para empreender viagem. O helicóptero caiu no mar, morreram todos. O corpo de Ulysses não foi encontrado. 

Para saber mais: 

Pinho, Rodrigo Cesar Rebello, Teoria Geral da Constituição e direitos fundamentais, São Paulo, Saraiva, 2007, (Coleção Sinopses Jurídicas, vol. 17)

Russo, Luciana, Direito Constitucional, São Paulo, Editora Saraiva, 2011, Coleção OAB Nacional, 1ª Fase

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

http://www.idadecerta.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/11/ULYSSES-GUIMAR%C3%83ES-001.jpg

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Meditação XXV - Salmo 23

Rei Davi

Salmo 23

“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas mui tranquilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.”

(Rei Davi, Salmo 23, Velho Testamento)

Profa. Lúcia Rocha

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A História da Arte - 7

A propagação do novo saber: Alemanha e Países Baixos

No início do século XVI, a Itália havia deixado três realizações tangíveis dos mestres italianos para as quais se podia apontar: uma foi a descoberta da perspectiva científica, a segunda o conhecimento da anatomia – e simultaneamente a representação perfeita do belo corpo humano – e em terceiro lugar, o conhecimento das formas clássicas de construção, que pareciam simbolizar tudo o era digno e  belo. Esse era o novo saber.

Dürer fez trabalhos com visões apocalípticas que se juntaram ao descontentamento da Alemanha com as instituições da Igreja e que eclodiu na Reforma de Lutero. Para representar esse grande momento, Dürer desprezou as poses tradicionais de São Miguel combatendo o dragão. 

São Miguel e o dragão, Dürer

Adão e Eva, Dürer

Auto retrato, Dürer

Parmigianino (1503-1540)  era um seguidor de Correggio. Sua “Madona do colo longo” nada tem a ver com as madonas de Rafael, pois o pintor pintou seu pescoço igual ao de um cisne e fez seus dedos longos e assim como o restante do seu corpo. 

Madona do colo longo, Parmigianino

 Gianbologna (1529-1608) fez esculturas em bronze, como “Mercúrio”. 

Mercurio, Gianbologna

Tintoretto (1518-1594) pintava eventos com dramaticidade. 

São Jorge e o dragão, Tintoretto

El Greco, apelido do grego  Domenikos Theotokopoulos (1541-1614) veio para Veneza. Depois, foi  para Toledo, na Espanha, onde pintou uma cena apocalíptica: “A abertura do Quinto Selo do Apocalipse” . 

A abertura do Quinto Selo do apocalipse, El Greco

Frei Hortensino Felix Paravicino, El Greco

A arte italiana foi finalmente aceita pela alta sociedade com os maneiristas como o escultor Cellini. 

Perseu e a medusa, Cellini

Cellini influenciou o escultor francês Jean Goujon com seus alto-relevos. 

(Continua)

Ninfas da Fonte dos Inocentes, Goujon

Fonte:

Grombrich, F.H., A História da Arte, Rio de Janeiro,  LTC, 2009

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

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