segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Meditação XXX - A Prece

Pingu

“Quando nada mais  resta a fazer, ainda resta a prece, a mais poderosa ligação entre o Criador e a criatura.”
Espírito André Luiz  (“Obreiros da vida eterna”, Xavier, F., C., FEB) 

Nota de Lucia Rocha: A prece é uma ligação com Deus pelo pensamento.Muitas vezes, deixar as palavras de lado e elevar o pensamento a Deus já é uma prece sincera. Basta pensar em Deus.  Deus sabe do que necessitamos. E o nosso pedido será atendido na hora certa.     

Profa. Lucia Rocha

Imagem: http://img.slusham.com/pingu_4.jpg


História do Brasil - A "Constituição Cidadã"

Ulisses Guimarães 

A Constituição da República Federativa do Brasil  completa 27 anos em 5 de outubro de 2015. É a Constituição de 1988, chamada “Constituição cidadã”. 

A Constituição de 1988

A atual Constituição brasileira é a sétima desde a Independência. Ela surgiu após uma sequência  de fatos históricos  importantes. 

Em abril de 1984, e com a intensificação da luta pela redemocratização, surgiu o movimento civil  chamado “Diretas já”, que reivindicava  eleições diretas para Presidente. Faziam parte do movimento personalidades como Ulysses Guimarães, Tancredo Neves, Fernando Henrique Cardoso, Mario Covas, Luiz Inácio Lula da Silva, Leonel Brizola, Miguel Arraes, Franco Montoro, Eduardo Suplicy e outros intelectuais. Ulysses Guimarães foi chamado “Senhor Diretas”. 

A cantora paraense Fafá de Belém participou ativa e gratuitamente do movimento tendo sido considerada a “Musa das Diretas”, trajando camiseta amarela e cantando com sua bela voz nos palanques dos comícios o Hino Nacional Brasileiro de forma lenta e original,  atitude  que foi contestada pela justiça, mas aclamada pelo povo, pois cantando ela emocionava a massa, incitando-a pelas eleições diretas. 

O “Diretas já” foi uma série de comícios realizados nas principais cidades brasileiras entre março de 1983 e abril de 1984.  A televisão mostrou.    

O movimento conquistou uma vitória parcial, pois  em 15 janeiro de 1985, Tancredo Neves, que apoiava a democracia,  foi eleito presidente, de forma indireta, pelo Colégio Eleitoral. Era o primeiro presidente civil desde a ditadura. 

Mas, ele não chegou a tomar posse, pois faleceu.  Assumiu o vice-Presidente José Sarney que, embora tenha sido aliado dos militares, deu continuidade ao processo de redemocratização. 

Em novembro de 1986, foram realizadas eleições gerais diretas para os poderes  Executivo e Legislativo.  Em 1° de fevereiro de 1987, os membros do Congresso Nacional  (Câmara dos Deputados e Senado Federal) foram convocados para formar a Assembleia Nacional Constituinte que deveria elaborar uma nova Constituição. Num total de 559 constituintes, entre deputados e senadores,  os intelectuais concluíram o documento em 2 de setembro de 1988. 

O texto foi aprovado em dois turnos de votação, pela maioria absoluta da Assembleia Nacional Constituinte,  o que ocorreu em 5 de outubro de 1988, data da promulgação da atual Constituição da República Federativa do Brasil. 

Entre as conquistas trazidas pela nova Carta Magna, destacam-se a retomada dos direitos sociais (que haviam sido tirados do povo pela Constituição anterior, a  de 1967, da ditadura militar), o restabelecimento das eleições diretas para  presidente da república, governadores de estados e prefeitos municipais, o direito de voto  para os analfabetos, o fim da censura aos meios de comunicação, obras de arte, músicas, filmes, teatro e similares. É a Constituição brasileira mais completa. Esta Constituição está vigente até hoje. 

Para saber mais: 

Pinho, Rodrigo Cesar Rebello, Teoria Geral da Constituição e Direitos Fundamentais, São Paulo, Saraiva, 2007, (Coleção Sinopses Jurídicas, vol. 17)

Assembleia Nacional Constituinte

A “Constituição Cidadã’’

Em 5 de outubro de 1988, no Congresso Nacional, em Brasília, o deputado Ulysses Guimarães, que presidia a Assembleia Nacional Constituinte que elaborou a nova Constituição Federal, anunciou:

“Declaro promulgado o documento da liberdade, da democracia e da justiça social do Brasil.” (...)  “Essa será a Constituição cidadã porque recuperará como cidadãos milhões de brasileiros, vítimas da pior das discriminações: a miséria. [...]. O povo nos mandou aqui para fazê-la, não para ter medo. Viva a Constituição de 1988! Viva a vida que ela vai defender e semear!".

Com essas palavras, o deputado Ulysses Guimarães encerrou os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte, que ele presidia. Estava, assim, entregue ao povo a nossa nova Carta Magna.

Nota de Lucia Rocha 1: Ulysses Guimarães presidiu a Assembleia Nacional Constituinte com o sacrifício da própria saúde, pois durante o período da elaboração da Carta Magna ele, já de idade avançada,  esteve doente por várias vezes. Mas, ele permaneceu fiel ao compromisso até o fim. Foi o que a televisão mostrou, eu vi. Seu nome permanecerá na História do Brasil como o principal mentor da “Constituição cidadã”.   

Nota 2: Em outubro de 1992, quatro anos depois de promulgar a nova Constituição, o deputado Ulysses Guimarães com sua esposa e um casal de amigos tomaram um helicóptero para empreender viagem. O helicóptero caiu no mar, morreram todos. O corpo de Ulysses não foi encontrado. 

Para saber mais: 

Pinho, Rodrigo Cesar Rebello, Teoria Geral da Constituição e direitos fundamentais, São Paulo, Saraiva, 2007, (Coleção Sinopses Jurídicas, vol. 17)

Russo, Luciana, Direito Constitucional, São Paulo, Editora Saraiva, 2011, Coleção OAB Nacional, 1ª Fase

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

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Meditação XXV - Salmo 23

Rei Davi

Salmo 23

“O Senhor é o meu pastor, nada me faltará.
Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas mui tranquilas.
Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça por amor do seu nome.
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte, não temeria mal algum porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam.
Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda.
Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida; e habitarei na casa do Senhor por longos dias.”

(Rei Davi, Salmo 23, Velho Testamento)

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.zun.com.br/fotos/2012/01/pastor-de-olvelhas.jpg

A História da Arte - 7

A propagação do novo saber: Alemanha e Países Baixos

No início do século XVI, a Itália havia deixado três realizações tangíveis dos mestres italianos para as quais se podia apontar: uma foi a descoberta da perspectiva científica, a segunda o conhecimento da anatomia – e simultaneamente a representação perfeita do belo corpo humano – e em terceiro lugar, o conhecimento das formas clássicas de construção, que pareciam simbolizar tudo o era digno e  belo. Esse era o novo saber.

Dürer fez trabalhos com visões apocalípticas que se juntaram ao descontentamento da Alemanha com as instituições da Igreja e que eclodiu na Reforma de Lutero. Para representar esse grande momento, Dürer desprezou as poses tradicionais de São Miguel combatendo o dragão. 

São Miguel e o dragão, Dürer

Adão e Eva, Dürer

Auto retrato, Dürer

Parmigianino (1503-1540)  era um seguidor de Correggio. Sua “Madona do colo longo” nada tem a ver com as madonas de Rafael, pois o pintor pintou seu pescoço igual ao de um cisne e fez seus dedos longos e assim como o restante do seu corpo. 

Madona do colo longo, Parmigianino

 Gianbologna (1529-1608) fez esculturas em bronze, como “Mercúrio”. 

Mercurio, Gianbologna

Tintoretto (1518-1594) pintava eventos com dramaticidade. 

São Jorge e o dragão, Tintoretto

El Greco, apelido do grego  Domenikos Theotokopoulos (1541-1614) veio para Veneza. Depois, foi  para Toledo, na Espanha, onde pintou uma cena apocalíptica: “A abertura do Quinto Selo do Apocalipse” . 

A abertura do Quinto Selo do apocalipse, El Greco

Frei Hortensino Felix Paravicino, El Greco

A arte italiana foi finalmente aceita pela alta sociedade com os maneiristas como o escultor Cellini. 

Perseu e a medusa, Cellini

Cellini influenciou o escultor francês Jean Goujon com seus alto-relevos. 

(Continua)

Ninfas da Fonte dos Inocentes, Goujon

Fonte:

Grombrich, F.H., A História da Arte, Rio de Janeiro,  LTC, 2009

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

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O Circo

Ao cair da tarde,
o cartaz da entrada com as atrações,
os balões coloridos soltos na névoa,
no megafone o palhaço da perna de pau
anuncia a última apresentação.

Debaixo do pano,
a arquibancada lotada,
o algodão doce e os pirulitos,
os leques e as ventarolas,
o verão escaldante.

De repente,
o rufar dos tambores e a explosão no picadeiro
do alvaiade e vermelho das caras dos palhaços,
as cambalhotas,
o estardalhaço,
o início do espetáculo.

Sob a lona imensa o silêncio imóvel,
o “respeitável público” de olhar arregalado,
a plateia em suspense
pela hora de alegria anunciada.

Profa Lucia Rocha, 2012

Festival Internacional de Inverno Campos do Jordão

História 

O Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão acontece todos os anos no mês de julho no Auditório Cláudio Santoro, localizado em Campos do Jordão, no Estado de São Paulo. O evento foi idealizado em 1970 pelo então secretário estadual da Fazenda, Luis Arrobas Martins e inspirado no Festival de Música de Tanglewood, em Massachusets, Estados Unidos. 

Conhecido e respeitado internacionalmente, o Festival é passagem obrigatória de conceituados artistas de todo o mundo. Além da apresentação em concertos, esses grandes artistas também fazem parte da programação pedagógica do Festival, dando aulas individuais e masterclasses a jovens músicos.

Anualmente, estudantes de música de diferentes partes do mundo, sobretudo do Brasil, América Latina e América do Norte, escolhem o Festival para se aperfeiçoarem. Renomados artistas brasileiros foram bolsistas do Festival em edições anteriores e reconhecem a sua importância no caminho para a profissionalização de jovens músicos. 

Desde 2012, o Festival está sob a direção da Fundação Osesp (Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo) e Unicamp. 

O festival realiza diversos cursos de formação musical, focados na Prática Orquestral, mas abrangendo também Piano, Violão, Canto e Regência, além da prática de Música de Câmara. O curso de Composição foi retomado em 2013. 

Em mais de 40 anos de história, o Festival se consolidou como o maior e mais importante festival de música clássica da América Latina. 

Hoje

O Festival de Inverno é uma realização da Secretaria de Cultura de São Paulo em parceria com a Fundação Osesp, a Prefeitura de Campos do Jordão e a iniciativa privada, e tem a direção executiva de Marcelo Lopes, a direção artística de Arthur Nestrovski, a coordenação artístico-pedagógica de Fábio Zanon e a consultoria artística de Marin Alsop, regente e diretora musical da Osesp.

Atualmente, o Festival tem um público de dezenas de milhares de pessoas. Por seus palcos passam mais de 3 mil artistas e suas aulas são ministradas por mais de uma centena de músicos do primeiro escalão mundial. 

Este ano a 46ª edição do Festival ocorreu  no período de 4/7 a 2/8/2015. 

Fontes: 

https://pt.wikipedia.org/wiki/Festival_de_Inverno_de_Campos_do_Jord%C3%A3o

http://camposdojordao.com.br/turismo/festival-de-inverno/

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.saopaulo.sp.gov.br/spnoticias/lenoticia2.php?id=241406

História Geral – Períodos Históricos

Introdução 

Hoje começamos uma série de pequenos estudos sobre a História Geral.  A História Geral estuda a ação do homem no tempo e no espaço, principalmente suas sociedades.

Segundo Ismael Augusto Crivelli, bacharel em História pela Unicamp, meu querido filho caçula,  “Para fins didáticos ainda se usa a divisão da  linha do tempo em blocos de períodos históricos. Esses recortes ajudam a identificar melhor o contexto e as mudanças desses períodos são sempre identificadas a partir de grandes mudanças ou eventos importantes.” 

 A História Geral abrange os seguintes períodos históricos: Pré-História, Idade Antiga, Idade Média, Idade Moderna e Idade Contemporânea. 

Pré-História

Pintura rupestre 

A Pré-História é o período anterior ao aparecimento da escrita. Esse período vai do surgimento dos primeiros seres humanos até 4.000 a.C. aproximadamente, quando os sumérios desenvolveram a escrita cuneiforme. 

Foram os historiadores do século XIX que deram o nome de Pré-História a esse período de tempo, pois eles definiram como História o momento a partir do qual o homem produziu algum documento escrito. Essa era a perspectiva evolucionista da História.   

Porém, mais tarde, as pesquisas trataram como fontes históricas também os vestígios como pinturas rupestres, sítios arqueológicos, ossadas, fósseis, entre outros que permitiram estudar a ação dos seres humanos que viveram há milhares de anos. Então, a Pré-História foi dividida em dois períodos, de acordo com os tipos de ferramentas utilizados: o período Paleolítico (até 10.000 a.C.) e o período Neolítico (de 10.000 a 4.000 a.C.).

O período Paleolítico é chamado também de Idade da Pedra Lascada porque os homens usavam instrumentos não elaborados, como pedaços de ossos, madeiras e pedras. 

Os homens habitavam cavernas e seus instrumentos eram de uso coletivo. Seu alimento era a caça de animais, pesca e coleta de frutos e raízes. O alimento conseguido era dividido na coletividade. Quando o alimento acabava, eles mudavam para outra região onde tivesse alimento. Portanto, eles tinham uma vida nômade. Sua linguagem eram poucos sons sem palavras definidas. As pinturas rupestres  era sua melhor forma de comunicação de sentimentos e preocupações cotidianas. 

O período Neolítico é chamado também de Idade da Pedra Polida, pois os homens  fabricavam instrumentos de metal e pedras polidas como lanças, machados e outras ferramentas para facilitar a caça. Com esses instrumentos os homens produziam com melhor qualidade e rapidez. Nesse período, eles atingiram um importante grau de adiantamento, pois se tornaram sedentários, o que lhes possibilitou o desenvolvimento da  agricultura.  

Houve a divisão do trabalho na família: o homem protegia e sustentava a família e a mulher cuidava da prole e da habitação. A armazenagem dos alimentos garantia a sobrevivência nos períodos de seca ou inundação. Logo,  surgiu a necessidade da troca do excedente de alimentos com outras comunidades dando origem às vilas e pequenas cidades. A divisão do trabalho na comunidade criou o trabalhador especializado. 

A evolução do homem na Pré-História pela sua posição ereta, locomoção bípede  e formação da arcada dentária passou pelos seguintes hominídeos: Australopithecus, Pithecanthropus erectus, Homem de Neandertal e Homo Sapiens.  O Homo Sapiens desenvolveu a linguagem, dominou o fogo e construiu instrumentos diversos. Ele teria surgido há 150 mil anos atrás, no período Paleolítico. 

Fontes:

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/

http://www.mundoeducacao.com/historiageral/prehistoria.htm

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

http://static.fanpage.it/socialmediafanpage/wp-content/uploads/2011/12/Il-pi%C3%B9-antico-letto-dellumanit%C3%A0-ed-i-nostri-antenati.jpg

http://grupoum.art.br/1/wp-content/uploads/2015/04/Pinturas_Rupestres_Serra_da_Capivara_Piau_.jpg