segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O Ser e o Ter - 2

Madona Cowper, Raphael

FILOSOFIA – OS VALORES DO “SER” E DO “TER” II
(Para sua reflexão)

O corpo físico

Como ensinam as obras de André Luiz, na série romanceada que começa com a obra Nosso Lar, o espírito reencarnante recebe um veículo carnal  por empréstimo para manifestar-se neste mundo, cumprir a sua missão. O corpo físico é, pois,   o primeiro bem material que o espírito recebe ao nascer e que um dia voltará ao pó. Mas, somente a Divina Providência pode determinar o término da vida terrena de um espírito reencarnado. O corpo físico é o nosso maior valor do “ter” em cada existência, por isso devemos respeitá-lo e cuidar dele com responsabilidade. Esse é o nosso maior compromisso do “ser”. 

André Luiz explica também que, por não cuidarmos adequadamente do corpo físico ou por agredi-lo com maus hábitos e vícios, nós cometemos um tipo de suicídio inconsciente. Além disso, adquirimos uma ou mais doenças crônicas que nos fazem sofrer se não nesta, com certeza em outras existências. Uma doença crônica fica plasmada no períspirito (corpo espiritual) por muitas vidas. Por exemplo, se na Terra uma pessoa fica gravemente doente do fígado por vícios ou maus hábitos, a região do fígado fica destruída no seu períspirito. E assim também  com outros órgãos vitais como o cérebro, os pulmões, os rins, etc. Muitas vezes são necessárias diversas reencarnações até o espírito aprender a valorizar o corpo físico e assim merecer ter de volta o períspirito totalmente reconstruído, que vai servir de matriz para um futuro corpo perfeito.  

Portanto,  muitas doenças crônicas desta existência podem ser a continuação de doenças provocadas em vidas anteriores. O períspirito é a matriz a partir da qual o corpo de uma reencarnação futura é projetado em desenho por engenheiros siderais antes do nascimento. Antes de reencarnar, a pessoa é chamada para ver o desenho do corpo que vai merecer ou vai ter por acréscimo da misericórdia divina, inclusive com as doenças crônicas, os defeitos físicos e outras ocorrências, tudo com as datas previamente marcadas. Não existe acaso. Cada uma dessas ocorrências significa o pagamento de uma parcela da dívida moral que o espírito reencarnante adquiriu com o Plano Superior e assim ele aprende a valorizar o corpo físico caminhando na evolução.          

O espírito encarnado precisa do corpo bem cuidado para viver e fazer o esforço de aprimoramento espiritual. Estando com saúde fica mais fácil trabalhar, estudar e compreender  as  questões da moral cristã que estão no Evangelho para a evolução humana.

Um espírito reencarnado em primeiro lugar é carne humana, vestimenta frágil e provisória. Sem o corpo físico não há vida na Terra, por isso o suicídio consciente (planejado) e o suicídio inconsciente (destruição do corpo aos poucos sem consciência disso) são os maiores crimes do espírito reencarnado. O suicida consciente tira a própria vida por revolta, ódio, num ato impulsivo, impensado  ou premeditado.  O suicida inconsciente, como o nome diz, não tem consciência de que está se matando, acabando com a própria vida aos poucos pelos excessos ou descuido da saúde. Ambos os casos serão julgados pela Divina Providência com a aplicação de severos corretivos para as existências posteriores. Só Deus, através dos seus mentores espirituais, tem o direito de tirar a vida do homem.  

No estágio atual da evolução dos homens na Terra, o número de suicídios inconscientes é imenso por causa dos inúmeros vícios e maus hábitos da modernidade que destroem progressivamente o corpo físico. Alguns exemplos: entregar-se às drogas ou à prática de esportes radicais ou ao sexo desregrado,  seguir dietas radicais (alimentar-se mal), dormir pouco, trabalhar excessivamente e outros.

Cuidar bem do corpo físico, o maior valor do “ter”, é o primeiro compromisso moral do espírito reencarnado com “o ser”.  A paz do espírito nasce dos deveres retamente cumpridos. A paz de Deus é que mantém em equilíbrio a harmonia do Universo. 

Nota: Texto baseado nas obras do Espírito André Luiz da série Nosso Lar, psicografia de Francisco Cândido Xavier, Editora da Federação Espírita Brasileira, século XX. 

Imagem: Madona Cowper, 1505. Óleo sobre tela de Raphael  que mede 59,5 cm x 44 cm. Está exposta na National Gallery of Art, em Washington.  A perspectiva da obra está expressa no cenário  que nos dá uma ideia de profundidade. O artista utilizou cores quentes (o vermelho e o amarelo da roupa da madona) para destacar as figuras colocadas no centro. Os rostos têm uma expressão serena. Raphael foi um dos maiores  pintores italianos do Renascimento, formando uma trilogia de grandes mestres com Leonardo da Vinci (que o antecedeu) e Michelângelo Buonarroti (seu contemporâneo).  

Profa. Lucia Rocha

Imagem: http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bc0061bc8/8684738_p2fsz.png

A Invenção do Papel

O papiro e o pergaminho 

O papiro foi o mais famoso dos suportes vegetais para a escrita na Antiguidade. Do seu nome deriva a palavra papel. Foi inventado pelos egípcios e os exemplares mais antigos datam de 3.500 anos. O papiro era feito de lâminas do junco (do latim, cyperus papyrus) que crescia nas margens do rio Nilo no antigo Egito. O papiro serviu de suporte para a escrita dos textos egípcios, gregos e latinos até o início da nossa era quando foi substituído pelo pergaminho. 

O pergaminho era um suporte de escrita feito do couro de animais como ovelhas, carneiros, cabras, vacas e outros. Conta-se que foi desenvolvido na cidade de Pérgamo, levando-lhe o nome, duzentos anos antes de Cristo. Mas em forma rudimentar já existia mil anos antes. Toda a cultura medieval foi feita em manuscrito sobre pergaminho.

O Papel oriental 

O papel como hoje o conhecemos  foi inventado na China a partir de fibras vegetais. No ano 105, T’Sai Lun introduziu o papel na corte imperial,  por isso ele  é reverenciado até hoje como seu inventor. Os chineses usavam lâminas de bambu, folhas de palmeira e seda. Suas experiências com restos de redes, cânhamo, amoreira, bambu e outras fibras resultaram no material que hoje chamamos papel.  Da China o papel foi para a Coreia. Nos anos 600 da nossa era, o papel foi difundido no Japão através dos monges budistas.

O Papel ocidental

A difusão do papel para o ocidente se deu através dos árabes. Interessados neste material barato para divulgar os ensinamentos de Maomé, os árabes construíram importantes bibliotecas. Graças aos árabes, muito textos produzidos por gregos e romanos foram preservados e reintegrados à cultura ocidental depois da Idade Média. 

Os árabes inovaram na produção de papel dando-lhe a aparência e resistência similar à do pergaminho. Usavam principalmente restos de trapos e  fibras de linho, método que foi adotado pela Europa, sob seu domínio nos anos 1100, iniciando-se em Xátiva, na Espanha, onde os moinhos de trigo abandonados foram transformados em fábricas de papel. 

Assim, a Espanha foi a porta de entrada do papel na civilização ocidental. Na Idade Média, os papeleiros italianos desenvolveram um sistema de intervenção na folha de papel chamado de “marca d’água”, que permitia identificar o nome do fabricante  na folha depois de pronta.

A invenção da imprensa e das máquinas de fazer papel

A história do papel na Europa em determinado momento cruza com a história do livro impresso em papel.  Assim, no final da Idade Média  Guttemberg inventou a imprensa (1455) na Alemanha. O primeiro livro que ele imprimiu foi a Bíblia, em latim. Com a imprensa, a produção tipográfica exigia um maior consumo de  papel que antes, no tempo dos copistas. Por isso também surgiram muitos moinhos papeleiros. 

O fato que deu grande impulso à fabricação do papel foi, sem dúvida, a invenção da imprensa. E logo vieram a Reforma Protestante e a produção intelectual que se desenvolveu em todo o período do Renascimento, sendo necessário muito mais papel.  

 Em 1799, século XVIII, o operário francês Louis Robert obteve patente para uma máquina contínua de fazer papel que, em 1800, foi vendida para Didot, o diretor da fábrica de Saint-Leger. Juan Gamble tirou a  patente para a Inglaterra e a explorou em sociedade com Fourdrinier e Donkin, aperfeiçoando muito a máquina. Ainda hoje a máquina que faz papel chama-se máquina contínua. Em 1800, Joseph Bramah inventou a prensa hidráulica que  começou a ser utilizada nos moinhos ingleses.

Papel industrial no Brasil

A primeira fábrica de papel no Brasil surgiu com a vinda da família real portuguesa, em 1808, que fugia da invasão de Napoleão Bonaparte. Localizada no Andaraí Pequeno (RJ), foi fundada entre 1808 e 1810 por Henrique Nunes Cardoso e Joaquim José da Silva.

A história do papel no Brasil, iniciada em 1808, cruza com a  primeira publicação da imprensa brasileira em papel,  o jornal. O primeiro jornal impresso no Brasil foi a Gazeta, publicada por volta de 1808 no Rio de Janeiro, data da  chegada da corte real portuguesa. Totalmente censurado, o jornal Gazeta só publicava o que a família real aprovava, iludindo o povo. 

Em 1889, São Paulo entrou no cenário papeleiro com a fundação da fábrica de papel Paulista, em Salto do Itú. Esta foi a primeira fábrica bem sucedida de papel no Brasil; ela existe até hoje. Em 1890, na cidade de Caieiras na grande São Paulo,  a Indústria de Papel da Companhia Melhoramentos de São Paulo abriu as portas do novo século.

A história do papel no Brasil começou em 1808. Portanto, levou mais de cem anos para  cruzar com o início da  história do livro brasileiro impresso em papel. Em 1915, a Weiszflog Editora publicou o livro infantil O patinho feio, do dinamarquês Hans Christian Andersen, tradução do professor Arnaldo de Oliveira Barreto, o primeiro livro impresso no Brasil. Em 1920, a Melhoramentos se junta à Weiszflog Editora.

Em 1946,  a Companhia Melhoramentos de São Paulo foi a pioneira no plantio de florestas para a obtenção de celulose para a fabricação de papel, começando com a plantação de eucalipto. Atualmente ela planta eucalipto e pinus.  A Cia. Melhoramentos é uma empresa brasileira que se dedica à produção de papel, mercado editorial e livraria sendo detentora da marca Michaelis. 

Em 2010, a Melhoramentos Papéis obteve a certificação ISO 9001:2008, o que confirma a total qualidade ao longo de todo o processo de produção. Também em 2010, a linha de papéis da Divisão Institucional ganhou a certificação FSC® (Forest Stewardship Council ou Conselho de Manejo Florestal; ONG internacional). Responsabilidade ambiental. A Melhoramentos está entre as principais empresas do país, por isso possui inúmeros certificados que atestam a procedência confiável dos materiais comercializados em todas as etapas da produção.


Fontes:

http://www.papeloteca.org.br/textos/historia_papel.html

www.coladaweb.com/curiosidades/a-historia-do-papel

http://www.melhoramentos.com.br/v2/historia/

http://www.melhoramentoscmpc.com.br/sustentabilidade/sustentabilidade_e_certificados

http://dizainews.blogspot.com.br/2010/11/historia-do-jornal-impresso-no-mundo-no.html

Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

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Perguntas e Respostas Emmanuel

Emmanuel

CONSEQUÊNCIAS DO PASSADO - ENFERMIDADES CONGÊNITAS - RETORNO DE SUICIDAS - TRAGÉDIAS PASSIONAIS - INDUÇÕES CRIMINOSAS - DESVIOS MORAIS - ASSASSINOS - CALUNIADORES - EXAGERO À MESA - ALCOOLISMO - PRESENTE, PASSADO E FUTURO

“1- Como podemos compreender os resultados de nossas existências anteriores?

Emmanuel - Para compreender os resultados das existências anteriores, baste que o homem observe as próprias tendências, oportunidades, lutas e provas.

2 - Como entender, na essência, as dívidas ou vantagens que trazemos de existências passadas?

Emmanuel - Estudos que efetuamos corretamente, ainda que terminados há longo tempo, asseguram-nos títulos profissionais respeitáveis. Faltas praticadas deixam azeda sucata de dores na consciência, pedindo reparação. Se plantarmos preciosa árvore, desde muito, é natural venhamos a surpreende-la, carregada de utilidades e frutos para os outros e para nós. Se nos empenhamos num débito, é justo suportemos a preocupação de pagar.

3 - Qual a lição que as horas nos ensinam?

Emmanuel - Meditemos a simples lição das horas. Comumente, durante a noite, o homem repousa e dorme; em sobrevindo a manhã, desperta e levanta-se com os bens ou com os males que haja procurado para si mesmo, no transcurso da véspera. Assim, a vida e a morte, na lei da reencarnação que rege o destino.

4 - Qual a situação moral da alma no túmulo e no berço?

Emmanuel - No túmulo, a alma, ainda vinculada ao crescimento evolutivo, entra na posse das alegrias e das dores que amontoou sobre a própria cabeça; no berço, acorda e retoma o arado da experiência, nos créditos que lhe cabe desenvolver e nos débitos que está compelida a resgatar.

5 - Em síntese, onde permanece, espiritualmente, a criatura reencarnada?

Emmanuel - Cada criatura reencarnada permanece nas derivantes de tudo o que fez consigo e com o próximo.

6 - Qual a explicação lógica das enfermidades congênitas?

Emmanuel - Os grandes delitos operam na alma; estados indefiníveis de angústia e choque, daí nascendo a explicação lógica das enfermidades congênitas, às vezes inabordáveis a qualquer tratamento.

7 - O que ocorre aos suicidas nas vidas ulteriores?

Emmanuel - Suicidas que estouraram o crânio ou que se entregaram a enforcamento, depois de prolongados suplícios, nas regiões purgatórias, frequentemente, após diversos tentames frustrados de renascimento, readquirem o corpo de carne, mas, transportam nele as deficiências do corpo espiritual, cuja harmonia desajustaram. Nessa fase, exibem cérebros retardados ou moléstias nervosas obscuras.

8 - E os protagonistas de tragédias passionais?

Emmanuel - Protagonistas de tragédias passionais, violentas e obscuras, criminosos de guerra, aproveitadores de lutas civis, que manejam a desordem para acobertar interesses escusos; exploradores do sofrimento humano, caluniadores, empreiteiros do aborto e da devassidão e malfeitores outros, que a justiça do mundo não conseguiu cadastrar, voltam à reencarnação em tribulações compatíveis com os débitos que assumiram e, muitas vezes, junto das próprias vítimas, sob o mesmo teto, marcados por idênticos laços consanguíneos, tolerando-se mutuamente, até a solução dos enigmas que criaram contra si mesmos, atento ao reequilíbrio de que se vêem necessitados, ou sofrem a pena do resgate preciso em desastres dolorosos, integrando os quadros inquietantes dos acidentes em que se desdobra o resgate do Espírito 

9 - E aos cúmplices de erros e enganos?

Emmanuel - As grandes dificuldades não caem exclusivamente sob os suicidas e homicidas comuns. Quantos se fizeram instrumentos diretos ou indiretos das resoluções infelizes que adotaram são impelidos a recebe-los nos próprios braços, ofertando-lhes o recinto doméstico por oficina de regeneração.

10 - O que ocorre àqueles que provocaram o suicídio de alguém?

Emmanuel - Se levianamente provocamos o suicídio de alguém, é possível que tenhamos esse mesmo alguém, muito em breve, na condição de um filho-problema ou de um familiar padecente; requisitando-nos auxílio, na medida das responsabilidades que assumimos na falência a que se arrojou.

11 - Que acontece aos que impelem o próximo à falência moral?

Emmanuel - Se instilamos viciação e criminalidade em companheiros do caminho, asfixiando-lhes as melhores esperanças na desencarnação prematura, é certo que se corporificarão, de novo, na Terra, ao nosso lado, a fim de que lhes prestamos concurso imprescindível à reeducação, na pauta dos compromissos a que nos enredamos, ao precipita-los nos enganos terríveis de que buscam desvencilhar-se, abatidos e desditosos. Nas mesmas circunstâncias carreamos em nós, enraizadas nas forças profundas da mente, os bens ou os males que cultivamos.

12 - E o que ocorre aos desencarnados que malbarataram os tesouros da emoção e da ideia?

Emmanuel - Quando desencarnados, não fugimos à lei de causa e efeito. Se malbaratamos os tesouros das emoções e dos pensamentos na Terra, deambulamos nas esferas espirituais por doentes da alma, que a perturbação ensandece, fadados a reaparecer no plano carnal com as enfermidades consequentes, a se entranharem nos tecidos orgânicos, que nos compõem a vestimenta física.

13 - E àqueles que se entregam aos desequilíbrios do sexo?

Emmanuel - Nessas condições, o porvir esboça-se, nebuloso, apontando-nos graves lições de refazimento e resgate. Se abraçamos desequilíbrios de sexo, agravados com padecimentos alheios por nossa conta, aguentamos inibições genésicas, muitas vezes, com o cansaço precoce e a distrofia muscular, a epilepsia ou o câncer de permeio.

14 - E àqueles que perpetram crimes?

Emmanuel - Se perpetramos crimes na pessoa dos nossos semelhantes, eis-nos à frente de mutilações dolorosas.

15 - E àqueles que se entregam às extravagâncias da mesa?

Emmanuel - Se nos entregamos à extravagância da mesa, arcamos com ulcerações e gastralgias que persistem tanto tempo quanto se nos perdurem as alterações do veículo espiritual.

16 - E àqueles que se afeiçoam ao alcoolismo?

Emmanuel - Se nos afeiçoamos ao alcoolismo ou ao abuso de entorpecentes, somos induzidos à loucura ou à idiotia seja onde for.

17 - E àqueles que se empenham em delitos de maledicência e calúnia?

Emmanuel - Se nos empenhamos em delitos de maledicência e calúnia, atravessamos vastos períodos de surdez ou mudez, precedidas ou seguidas por distonias correlatas.

18 - As consequências de nossos erros se verificam apenas na forma de doenças comuns?

Emmanuel - Não. Além disso, é preciso contar com as probabilidades da obsessão, porquanto, cada vez que ofendemos aos que nos partilham a marcha, atraímos, em prejuízo próprio, as vibrações de revolta ou desespero daqueles que se categorizam por vítimas de nossas ações impensadas.

19 - Qual deve ser a nossa atitude perante as provas da vida?

Emmanuel - Diante das provas inquietantes que se demoram conosco, aprendamos a refletir, para auxiliar, melhorar, amparar e servir aqueles que nos cercam.

20 - Quais as relações entre o presente, o passado e o futuro?

Emmanuel - Todos estamos no presente, com o ensejo de construir o futuro, mas envolvidos nas consequências do passado que nos é próprio. Isso porque tudo aquilo que a criatura semeie, isso mesmo colherá.”

(Do livro “Leis Do Amor”, Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira)

Fonte: Universo Espírita (Livros digitados)

Nota de Lucia Rocha: Perguntas formuladas pelo Instituto André Luiz a partir do conteúdo do livro “Leis do Amor”, que se transformaram em respostas de Emmanuel.   

Acesse: 

http://www.institutoandreluiz.org/perguntas_respostas_1.html

Clique em Estudo Espírita 2008.

Nota: Emmanuel foi o  protetor de Chico Xavier.

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.akardec.com/wp-content/images/cid_94D2343FE1E54.jpg

Eletrônica - Os LEDs

Em inglês: LED light-emitting-diode, em português: diodo emissor de luz. Ou simplesmente LEDs (como são conhecidos). São componentes importantíssimos no mundo da eletrônica, onde sua principal função é a emissão de luz em equipamentos eletrônicos, sejam eles produtos de microeletrônica, como sinalizador de avisos ou algum equipamento maior, como o semáforo.

Os LEDs formam os números em relógios digitais e  transmitem informação de controle remoto. Agrupados eles podem formar imagens em uma tela de televisão ou lâmpada incandescente. Simplificando o conceito de LEDs, podemos dizer que são pequenas lâmpadas com cores variadas de fácil integração com circuitos elétricos. É importante saber que eles são iluminados somente pelo movimento de elétrons em um material semicondutor.

Processo de funcionamento dos LEDs

No processo do funcionamento do LED encontramos algo chamado diodo que nada mais é do que um tipo simples de semicondutor (lembrando que semicondutor é um material capaz de conduzir corrente elétrica). No caso dos LEDs normalmente encontramos um material condutor chamado arseneto de alumínio e gálio .

Dopando-se com fósforo, a emissão pode ser vermelha ou amarela, de acordo com a concentração. Utilizando-se fosfeto de gálio com dopagem de nitrogênio, a luz emitida pode ser verde ou amarela. Hoje em dia, com o uso de outros materiais, consegue-se fabricar LEDs que emitem luz azul, violeta e até ultravioleta. Existem também os LEDs brancos, mas esses são geralmente LEDs emissores de cor azul, revestidos com uma camada de fósforo do mesmo tipo usado nas lâmpadas fluorescentes, que absorve a luz azul e emite a luz branca.

Tecnicamente falamos que o LED é um diodo semicondutor que quando energizado emite luz, mas não uma luz como estamos acostumados, ou luz a laser; é uma luz estreita que é produzida pelas interações energéticas do elétron. Tal processo é chamado de eletroluminescência. Para fixar a idéia de LED, é muito importante  entender o funcionamento da junção p-n de um semicondutor, que tem como atividade permitir a emissão de luz. Esta junção é responsável por permitir somente a passagem de corrente positiva. Para entender melhor essa passagem, um exemplo simples é: imagine uma onda senoidal entrando  num LED; ele cortará a parte negativa permitindo só a corrente positiva.

A luz emitida 

A luz emitida é monocromática, sendo a cor, portanto, dependente do cristal e da impureza de dopagem com que o componente é fabricado. Com o barateamento do preço, seu alto rendimento e sua grande durabilidade, esses LEDs tornam-se ótimos substitutos para as lâmpadas comuns, e devem substituí-las a médio ou longo prazo. Existem também os LEDs brancos chamados RGB (mais caros), e que são formados por três "chips", um vermelho (R de red), um verde (G de Green) e um azul (B de blue). Uma variação dos LEDs RGB são LEDs com um microcontrolador integrado, o que permite que se obtenha um verdadeiro show de luzes utilizando apenas um LED.

O LED NO FUTURO

O  LED É a tecnologia que tende a dominar no futuro, por ser mais eficiente do que as demais. Converte energia elétrica diretamente em energia luminosa, por meio de pequenos chips. É ecologicamente correta, pois seu consumo de energia é baixo, e apresenta uma vida extremamente longa. Como ainda não é produzida em larga escala, custa mais. Ainda este ano, o Brasil terá a primeira fábrica de LED da América Latina,  propriedade da Philips, e talvez os preços venham a diminuir um pouco. A longo prazo, o LED deverá ser a tecnologia padrão de iluminação, inclusive residencial, o que aumentará a competitividade, com novas indústrias nacionais, e consequentemente, a compra se tornará mais acessível.

Para entender melhor LED: Sigla em inglês (Light Emitting Diode) para diodos emissores de luz. A iluminação com LED é considerada a tecnologia mais avançada da indústria por dois motivos: a economia e a eficiência luminosa chegam a 50 mil horas (de 20 mil a 50 mil) de duração e consome até 90% menos energia que as demais. 

E na decoração e beleza do lar, não deixa nada a desejar, pois a tecnologia do LED possibilita a variação da intensidade luminosa e de cor. 

Apesar de todos os benefícios, a tecnologia tem um contratempo: aquece demais. O problema do LED é que a eficiência é comprometida com o aquecimento. Mas segundo especialistas, a tecnologia ainda pode ser aprimorada, e este problema tende a ser sanado, além de outros menores, como o brilho, por exemplo.

A sustentabilidade vem sendo tomada como premissa para o desenvolvimento de projetos que se adequem a uma das principais necessidades humanas: o cuidado com o meio ambiente. A tecnologia LED não utiliza em sua construção metais pesados como mercúrio, chumbo, cádmio, nem substâncias nocivas como o fósforo, muito comuns nas lâmpadas fluorescentes e lâmpadas de descarga. Não é à toa que o LED vem sendo chamado de "a lâmpada definitiva". 

http://ecocheervegan.com/ecologia-e-sustentabilidade/129-ecoenergia-se-ficar-apagando-e-acendendo-a-lampada-fluorescente-a-toda-hora-o-gasto-energetico-sera-maior-mito-ou-verdade

Fonte: http://www.infoescola.com/eletronica/led-diodo-emissor-de-luz/

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://www.infoescola.com/eletronica/led-diodo-emissor-de-luz/

Soneto de Fidelidade

A Bela e a Fera

Vinicius de Moraes

De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama.

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Fonte:
Vinicius de Moraes, "Antologia Poética", Editora do Autor, Rio de Janeiro, 1960, pág. 96.

Profa. Lúcia Rocha

Imagem: http://img.elo7.com.br/product/original/C15195/painel-de-aniversario-princesas-branca-de-neve.jpg

Alfredo Volpi

Nascido em Lucca, Itália,  Alfredo Volpi (1896-1988) foi um dos maiores pintores da história da arte brasileira, conhecido como o mestre das bandeirinhas. Chegou ao Brasil com 18 meses de idade, quando sua família se fixou em São Paulo, cidade onde morou até sua morte. Autodidata, trabalhou como encanador, marceneiro-entalhador e encadernador até se tornar pintor decorador de interiores e decorador de paredes.

Nos primeiros anos (1920-1940) sua obra caracterizou-se por paisagens de cunho realista, mostrando vistas de bairros pobres da capital paulista ou de cidades do interior, bem como marinhas do litoral de Santos, Bahia e retratos.

A partir de 1950, sua obra assumiu a entonação que mais caracterizou a originalidade do artista: as bandeirinhas de festas juninas. Nessa fase realizou diversos painéis importantes dentro do abstracionismo geométrico na segunda fase do Modernismo brasileiro.

Premiado em várias oportunidades como o  melhor pintor brasileiro e na II Bienal de São Paulo (1953), esteve na Bienal de Veneza (1952, 1954, 1962 e 1964), e integrou importantes exposições em  Tóquio, Paris, Buenos Aires, Roma e Nova York. Em seu aniversário de 90 anos, o MAM-SP fez a exposição Volpi 90 Anos. Em 1993,  a Pinacoteca do Estado de São Paulo expôs Volpi: projetos e estudos em retrospectiva, Décadas de 40-70.

 Pensamento de Volpi: "Você põe a primeira cor. Olha. Aí põe a segunda. Olha de novo. Se está certo você vê. Se está errado, você percebe e apaga. E começa tudo de novo." 

Em 14 de abril de 2013, Volpi foi homenageado com um doodle na homepage do Google Brasil.




http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_Volpi
http://www.brasilescola.com/biografia/alfredo-volpi.htm


Profa. Lúcia Rocha

Imagens:

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Mulheres Inteligentes, Relações Saudáveis - 7

Art Nouveau, Mücha, 1899

As leis fundamentais de uma relação saudável - II

A arte de surpreender e de agradecer

As leis fundamentais para construir uma relação saudável devem ser praticadas regularmente, como exercícios físicos. De todas as leis para impactar, reciclar e reconstruir relações encantadoras com o parceiro, filhos, alunos, amigos, pais, irmãos e todas as personagens com quem vivemos, nada é tão fascinante quanto  a arte de surpreender. Surpreender é romper o cárcere da rotina, os grilhões da mesmice, as tramas do tédio.

Quer fazer a diferença real na vida de quem ama? Saia do lugar comum. Reaja de maneira imprevisível, diga algo encantador num dia comum. Dizer algo maravilhoso para quem acaba de receber um Oscar, um Grammy ou um Nobel não produzirá um alto volume emocional. No entanto, se disser algo fascinante num dia normal, gerará uma emoção borbulhante e inesquecível.

A arte de surpreender é mais poderosa do que a arte de elogiar. Quando elogiamos falamos o esperado. Quando queremos surpreender precisamos dizer o inesperado. Elogiar é ter atitudes previsíveis, surpreender é ter atitudes imprevisíveis. Flores em datas especiais são um elogio, no entanto, flores fora de uma data especial são uma surpresa. A pessoa é especial, não a data. Elogiar é exaltar o visível, surpreender é exaltar o invisível. Elogiar, portanto, forma janelas light de baixa intensidade, surpreender forma janelas light power. Você atinge o céu da relação quando une a arte de elogiar com a arte de surpreender.

Algumas professoras querem corrigir seus alunos, mas não sabem que devem plantar janelas surpreendentes. Primeiro devemos conquistar o território da emoção para depois conquistar o da razão. Mesmo alunos agressivos não resistem a um professor surpreendente. Chamem-nos à parte, digam-lhes quanto eles são importantes, contem a eles um período difícil de suas histórias para que se identifiquem com vocês, e deixem claro que apostam neles.

Muitos pais são engessados em educar seus filhos. Dão as mesmas respostas para os mesmos problemas. Pais brilhantes e professores fascinantes utilizam a arte de surpreender, expressam sentimentos e fazem comentários que tiram o fôlego dos seus educandos.

Amantes engessados, amor asfixiado

Muitos amantes usam a arte de surpreender no início da relação. Levam flores, dizem palavras únicas, revelam sentimentos, confessam segredos, gastam horas ao telefone e parece que os assuntos são inesgotáveis. Se você já fez esse tipo de loucura produziu janelas light power marcantes e intensas no córtex cerebral de quem ama. Porém se fez apenas no começo da relação, essas janelas se isolaram e a relação se tornou pouca a pouco um deserto com poucas flores.    

O amor inteligente erige bairros na cidade da memória que se reconstroem continuamente. Se com o tempo mulheres e homens apaixonados deixaram de fazer pequenos elogios e agradáveis surpresas um ao outro, asfixiaram a relação sem o saber. A durabilidade do amor depende da arte de elogiar e surpreender. O tédio e a mesmice retiram o oxigênio do amor. 

Nunca houve tantas mentes engessadas nas sociedades modernas. Amantes engessados engessam o amor. As pessoas sabem operar computador, celulares inteligentes, navegar na internet, mas não sabem navegar nas águas da emoção e afundam com extrema facilidade. 

Obsessões, ideias fixas, manias, velhas broncas, não incendeiam a emoção, ao contrário apagam suas chamas. Ciúme não promove a afetividade, ao contrário, corta as suas raízes. Críticas excessivas e cobranças não fomentam o amor, ao contrário, diminuem sua intensidade. Pressões, chantagens, generalizações também não colocam combustível no amor, ao contrário, debelam suas labaredas.

Esses erros capitais tão comuns e tão previsíveis praticados por mulheres e, em especial por homens, não contagiam o mais nobre dos sentimentos, não excitam o território da emoção, representam sim o começo do fim das mais belas relações. Mulheres inteligentes por sua vez, são capazes de realçar o sabor da relação e encantar seus homens com gestos admiráveis.

Dizem palavras confortantes quando eles estão irritados. Têm reações únicas que os fazem suspirar quando estão ansiosos. São capazes de aplaudi-los e dizer que creem no potencial deles quando eles fracassam. Criam um clima para que eles relaxem e não fiquem chafurdados na lama das preocupações.

São capazes de desarmar o mau humor do seu parceiro com seu bom humor. São capazes de dizer que os compreendem, mesmo quando eles são irracionais.Gestos surpreendentes tornam-se inesquecíveis, ficam na superfície da memória. 

A arte de agradecer

A arte de agradecer e a arte de elogiar são as duas leis das relações saudáveis mais acessíveis a cada ser humano. Das funções da inteligência mais importantes para se ensinar a uma criança está a mais simples e fundamental: ensinar a agradecer.

A arte de agradecer previne psicopatias, realça a sensibilidade, estimula a arte de se colocar no lugar dos outros, alicerça a generosidade, fomenta o altruísmo. Quem não aprende a agradecer dificilmente aprenderá essas outras funções complexas.

Mulheres inteligentes devem saber que quem homenageia a vida vive melhor, ama mais, relaxa-se com profundidade e se protege de maneira sólida. E de sobra cobra menos de si e dos outros.

O amor aplaude quem aprende a agradecer

Muitos homens são secos, não demonstram sentimentos e não sabem compartilhar seus medos e pesadelos. Têm medo de ser um ser humano. Têm a necessidade neurótica de estar acima dos outros. A emoção é contraída e a razão dilatada. Mas ninguém dá o que não tem.

Uma mulher inteligente educa a emoção do homem mal-acabado. Não suplica que seja sensível, ela lhe ensina a arte da sensibilidade.

Palavras como: “Você é muito importante para mim! Obrigado por existir! Parabéns por esse gesto!” São uma bomba para o Eu dos homens rudes. Despertam-nos emocionalmente.

Pais inteligentes sabem que a arte de agradecer é uma forma de surpreender. “Obrigado filho, você é admirável! Tenho orgulho de você.” Surpreender não resolverá o conflito, mas poderá criar um caminho para reurbanizar bairros áridos da memória e transformar uma desértica relação em uma relação mais agradável.

Pais excelentes se fazem pequenos diante dos filhos para torná-los grandes. 

Mulheres inteligentes procuram o sucesso financeiro, social e intelectual, mas procuram muito mais o sucesso emocional. 

A arte de agradecer transforma quadros apagados em obras vivas, relações frias em quentes, convivência seca em terrenos úmidos. O amor aplaude mulheres que jamais perdem sua sensibilidade, que são capazes de ensinar homens a viver a vida como um show imperdível.

Para homens inteligentes 

Dialogar, verbo tão simples de pronunciar, mas tão difícil de operacionalizar. Dialogar não é conversar, falar coisas triviais, emitir sons. Dialogar é cruzar mundos, penetrar na intimidade, segredar experiências. Um homem inteligente não tem medo de falar de si mesmo e declarar seus sentimentos. Sabe que  desenvolver a sensibilidade não diminui sua masculinidade, ao contrário a enriquece.

Na mente da maioria dos homens há mais fantasmas do que imagina nossa psicologia, mais até do que em muitos filmes de terror: o fantasma do radicalismo, do machismo, do medo de elogiar, de falar de amor, de reconhecer seus erros, de cobrar muito de si e dos outros, da necessidade neurótica de poder. Homens inteligentes praticam o autodiálogo, pois, sem o autodiálogo não há como se conhecer e sem se conhecer, não há como superar seus fantasmas; sem superar os fantasmas não há como desenvolver um Eu capaz de ser o autor da própria história. (continua)

Fonte:
Mulheres inteligentes, relações saudáveis, Augusto Cury, 2011 (Psicologia aplicada para leigos. Extrato de um capítulo nas palavras do autor.) 

Nota: Alphonse Mücha (1860-1939), artista tcheco da Art Nouveau  (“Arte Nova” francesa, decorativa, inspirada em figuras naturais, plantas, flores e curvas).

Profa. Lúcia Rocha

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